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Especial Leonardo
da Vinci A obra de Dan Brown é fiel ao
que a história sabe sobre o gênio da Renascença?
Divulgação  | Franco
Origlia/Getty Images  |
SIGAM
ESTE HOMEM
O Homem Vitruviano é um
dos desenhos mais famosos de Leonardo e também a imagem escolhida, no filme,
para conduzir a investigação de um assassinato pela personagem de
Audrey, a criptóloga Sophie Neveu, ao seu rumo correto |
Obcecado pela relação entre matemática
e natureza, Leonardo da Vinci (1452-1519) criou o mais célebre dos estudos
conhecidos como "Homens Vitruvianos" que consistem de uma figura masculina
inscrita dentro de um quadrado e de um círculo, de forma a demonstrar a
harmonia das proporções humanas, conforme os pressupostos do arquiteto
romano Vitrúvio, do século I a.C. Essa é a imagem usada por
um fictício curador do Museu do Louvre, em O Código Da Vinci,
para chamar atenção para o motivo real de seu assassinato: agonizante,
ele escreve mensagens cifradas com seu próprio sangue no piso da Grande
Galeria e arruma-se, antes de expirar, na posição clássica
do Homem Vitruviano. A partir daí, porém, Dan Brown dá
pistas de que seu conhecimento sobre o italiano não é lá
muito sólido. O escritor fala, por exemplo, das numerosas encomendas que
o artista teria feito para a Igreja. Mas é notório que Leonardo
não se deu bem na corte papal, então dominada no plano artístico
por Rafael, e trabalhou sempre que possível à margem do Vaticano
que, para começar, nunca o autorizaria a estudar anatomia em cadáveres,
como ele gostava de fazer. Leonardo era, à moda de seu tempo, um homem
da ciência, e entendia a arte como extensão natural desta. A idéia
de que ele a usasse para encriptar segredos esotéricos pode ser muito divertida,
mas é também absurda. |