Edição 1956 . 17 de maio de 2006

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Especial
Leonardo da Vinci

A obra de Dan Brown é fiel ao
que a história sabe sobre o
gênio da Renascença?


Divulgação
Franco Origlia/Getty Images
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O Homem Vitruviano é um dos desenhos mais famosos de Leonardo e também a imagem escolhida, no filme, para conduzir a investigação de um assassinato pela personagem de Audrey, a criptóloga Sophie Neveu, ao seu rumo correto

NESTA EDIÇÃO
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Obcecado pela relação entre matemática e natureza, Leonardo da Vinci (1452-1519) criou o mais célebre dos estudos conhecidos como "Homens Vitruvianos" – que consistem de uma figura masculina inscrita dentro de um quadrado e de um círculo, de forma a demonstrar a harmonia das proporções humanas, conforme os pressupostos do arquiteto romano Vitrúvio, do século I a.C. Essa é a imagem usada por um fictício curador do Museu do Louvre, em O Código Da Vinci, para chamar atenção para o motivo real de seu assassinato: agonizante, ele escreve mensagens cifradas com seu próprio sangue no piso da Grande Galeria e arruma-se, antes de expirar, na posição clássica do Homem Vitruviano. A partir daí, porém, Dan Brown dá pistas de que seu conhecimento sobre o italiano não é lá muito sólido. O escritor fala, por exemplo, das numerosas encomendas que o artista teria feito para a Igreja. Mas é notório que Leonardo não se deu bem na corte papal, então dominada no plano artístico por Rafael, e trabalhou sempre que possível à margem do Vaticano – que, para começar, nunca o autorizaria a estudar anatomia em cadáveres, como ele gostava de fazer. Leonardo era, à moda de seu tempo, um homem da ciência, e entendia a arte como extensão natural desta. A idéia de que ele a usasse para encriptar segredos esotéricos pode ser muito divertida, mas é também absurda.

 
 
 
 
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