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Diogo
Mainardi Thoreau contra o lulismo
"Lula
pode ser o seu presidente. Meu ele não é. Meu senso de moralidade
é superior ao dele. Lula é o chefe de uma junta de golpistas.
Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas, com seus lobistas, com
seus assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, com seus
filhos, com seus gorilas, com seus bicheiros" O
Brasil é ruim. Irá piorar.
Eu sempre acreditei nisso. Acredito cada vez mais. O Brasil já era ruim
antes de Lula. Com ele ficou ainda pior. Ninguém conseguiu evidenciar nossa
ruindade com tanta clareza quanto ele. E ninguém deu tanta garantia de
que tudo iria piorar. O homem certo
para este momento é Henry David Thoreau. Leia Thoreau. Releia Thoreau.
Declame Thoreau em voz alta. É o melhor remédio para todos aqueles
que foram atropelados pelo lulismo triunfante.
Thoreau era um abolicionista americano. Ele rejeitava a escravidão embora
a maioria dos eleitores de seu tempo a apoiasse. Em seu principal ensaio, Sobre
o Dever da Desobediência Civil, ele argumentou que há algo superior
à vontade da maioria: é a moral de cada um. "Minha única
obrigação é fazer em todos os momentos o que considero certo."
Mas recomendo Thoreau por outro motivo.
Um motivo menor. Um motivo mais mesquinho. Recomendo-o apenas porque ele permite
insultar pesadamente o eleitor mantendo uma certa pompa, um certo brilho. Thoreau
disse: o eleitor é um cavalo. Ele disse também: o eleitor é
um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor
é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro,
o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro. Insulte o eleitor.
Sem perder a pompa, sem perder o brilho.
Thoreau: Cavalo. Cachorro. Thoreau
defendeu o direito de repudiar a autoridade do governo. Eu sou o Thoreau dos pobres.
O Thoreau bananeiro. Repudio a autoridade de Lula. Lula pode ser o seu presidente.
Meu ele não é. Meu senso de moralidade é superior ao dele.
Lula é o chefe de uma junta de golpistas. Referendá-lo significa
referendar o golpismo. Cassei sua candidatura um ano e meio atrás. Unilateralmente.
Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas, com seus lobistas, com seus
assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, com seus filhos, com seus
gorilas, com seus bicheiros. A forma
que Thoreau encontrou para repudiar a autoridade do governo foi simples e direta:
recusou-se a pagar impostos por seis anos. Chegou a ser preso por causa disso.
Só foi solto porque uma tia saldou seus débitos. A revolta fiscal
é o melhor meio de protesto que há. Muito melhor do que passeata.
Muito melhor do que comício. Quem gosta de muita gente aglomerada é
lulista. Prefiro me reunir com meu contador em seu escritório mofado, arrumando
maneiras mais eficientes para burlar o Fisco. Falta somente uma tia rica para
me tirar da cadeia. O lulismo precisa
de dinheiro para funcionar. Dinheiro limpo e dinheiro sujo. Meu terceiro turno
será combater a CPMF. Eu sei que é um combate pouco heróico.
Mas alguém realmente esperaria gestos heróicos de mim? Abolindo
a CPMF, sobrará menos dinheiro para financiar o golpismo lulista. E para
comprar os eleitores. Thoreau: Cavalo.
Cachorro. |