Além
do inglês
O
terceiro idioma faz a diferença
no mercado
Angela
Nunes
Liane Neves
 |
| Curso
de espanhol em Porto Alegre: campeão de procura |
Saber inglês não é mais suficiente para
impulsionar sua carreira profissional. O que antes era um
tópico do currículo que valorizava o profissional
tornou-se um requisito obrigatório nas grandes empresas,
nestes tempos de globalização. A diferença
agora, tanto na hora da contratação quanto no
momento de disputar uma promoção, é ter
o conhecimento de um terceiro idioma. Depois do boom de negócios
do Mercosul, o espanhol subiu no ibope e lidera a lista dos
mais requisitados. Isso não significa, porém,
que todos devem embarcar automaticamente num curso especializado.
"A não ser que o funcionário trabalhe num lugar
com uma relação direta com os países
latino-americanos, é mais importante para a carreira
conhecer a língua da matriz", recomenda o consultor
Simon Franco. Por esse critério, o aprendizado de alemão
e italiano está em alta entre os executivos, por causa
da grande quantidade de multinacionais desses países
instaladas no Brasil (veja quadro abaixo).
Em
alguns casos, o desenvolvimento profissional chega a depender
exclusivamente do conhecimento de uma terceira língua.
Foi o que aconteceu com Ricardo Matos Cunha, que trabalha
há quinze anos na Bayer e hoje ocupa a gerência
da área farmacêutica. Apesar de ter estudado
alemão quando era ainda adolescente, estava com o domínio
do idioma enferrujado e perdeu diversas promoções,
sempre com a justificativa de que o cargo exigia fluência.
"Quando ficou claro que isso estava impedindo meu crescimento,
resolvi investir", afirma Cunha, que há três
anos decidiu fazer um curso intensivo na Alemanha. Ao voltar,
conseguiu a sonhada promoção, depois de enfrentar
uma entrevista na língua da matriz.
|