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Sopa de 
Robôs
alfabetizadores fazem
sucesso com os baixinhos
e
também com os professores
Aida Veiga
Fotos Régis Filho
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| Letronix:
letras que viram robôs dão vontade de ler |
O que é,
o que é: serve para trocar, mas não é figurinha;
participa de batalhas, mas não é Pokémon; viciou
a criançada, mas recebe aplausos de pais e professores? Os Letronix,
letras de plástico que se transformam em robôs, atendem a
todas essas condições. O brinquedo é um brinde que,
semanalmente, acompanha Recreio (tal como VEJA, publicada pela
Editora Abril). Desde a chegada dos Letronix, a revista infanto-juvenil,
que vendia 80.000 exemplares, atingiu a média
de 200.000. As pequenas letras, que as crianças
manipulam para produzir a metamorfose, materializam o sonho de pais e
mestres um brinquedo educativo elevado à categoria de mania
entre o público-alvo (no caso, o pessoalzinho que vai ser ou está
sendo alfabetizado). "Nem nós esperávamos uma febre como
essa", diz Gisleine Carvalho, diretora da publicação.
Os Letronix
foram criados para combater as Destrux, bactérias que destroem
tudo o que está escrito. Como os super-heróis, eles possuem
poderes especiais para impedir a ação das Destrux e ainda
corrigem as letras das palavras que as forças do mal trocaram.
Essa historinha foi o ponto de partida para o lançamento dos robôs,
que, nas mãos dos professores, viraram armas no processo de alfabetização.
Colégios como o Centro Educacional da Lagoa, no Rio de Janeiro,
e a Prima Escola Montessori, de São Paulo, já os incorporaram
à rotina das aulas, com o objetivo de despertar a curiosidade dos
alunos. "As crianças formam seu nome, o dos colegas e descobrem
que a letra é a matéria-prima da escrita das palavras",
explica Gisela Wajskop, professora que coordenou o Referencial Curricular
Nacional para a Educação Infantil do MEC.
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| A
letra e sua metamorfose: mania |
No decorrer
de quarenta semanas, as crianças vão poder colecionar todas
as letras do alfabeto. Duro é quando sai alguma repetida. Como
elas chegam em um envelope fechado, é praticamente impossível
saber o conteúdo. "Nosso jornaleiro consegue descobrir a letra
com um papel de seda", conta Margarida Soares, empresária paulistana,
mãe de Taíssa, 6 anos, e Arthur, 5. "Não agüentava
mais ter de comprar várias revistas até conseguir uma que
não fosse repetida." Quando mães e jornaleiros se envolvem
assim na história, é certamente sucesso.
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