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Oportunidade
A luta pela bolsa
Algumas entidades pagam
cursos fora do país.
Mas obter o patrocínio não é tarefa fácil

Conseguir uma bolsa de estudos
para fazer pós-graduação no exterior é uma experiência importante
para o profissional que busca sucesso num mercado cada vez mais
competitivo. Mas, como muita gente já conhece as vantagens, está
cada vez mais difícil obter uma chance para estudar lá fora. Além
da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior,
Capes, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico,
CNPq, agências brasileiras que financiam estudos no exterior e dão
preferência aos cursos de doutoramento, alguns organismos estrangeiros
bancam as despesas de estudantes brasileiros em universidades de
seus países. Esses organismos que concedem esse tipo de financiamento
em geral abrem inscrições na primeira metade do ano para cursos
que terão início apenas no segundo semestre do ano seguinte, e o
número de vagas é limitadíssimo. Portanto, bolsas para o ano que
vem, só com muita sorte. E quem pretende conseguir uma bolsa em
1999 para começar a estudar no ano 2000 deve agir desde já.
Muitos candidatos são recusados
por não cumprir os requisitos exigidos. Uma das exigências é
a definição, com antecedência, do curso que se pretende fazer e
da universidade onde se deseja estudar. No caso das bolsas oferecidas
pelo Ministério da Educação do Japão, por exemplo, o interessado
precisa ter contato com a universidade e ser aceito por um professor
orientador antes mesmo de começar a triagem para as bolsas. As entidades
também não costumam aceitar alunos recém-saídos da faculdade. O
Conselho Britânico, que até o ano passado tinha como pré-requisito
idade mínima de 25 anos, mudou seus critérios. Agora, a preferência
é de quem tem experiência profissional na área em que deseja aprofundar-se.
Outro ponto que pesa é a possibilidade de aplicação na vida profissional
do conhecimento obtido no exterior.
Para conseguir estudar em outro país
O candidato precisa possuir
bom histórico escolar, ter fluência na língua do país onde pretende
estudar e submeter um projeto de pesquisa à avaliação do órgão
ou entidade que financiará os estudos. O projeto deve ter utilidade
para a profissão depois da volta ao Brasil. |
É fundamental possuir bom
histórico escolar e ter fluência na língua do país onde se quer
estudar. Em geral, não existe prova de admissão em universidades
estrangeiras. O aluno tem de apresentar um projeto, provar que fez
um bom curso de graduação e ser aceito por uma universidade.
"As escolas só se interessam pelos melhores alunos", conta
Kathleen Harrington, que participa da seleção das bolsas da Câmara
Americana. Também não adianta acreditar que um conhecimento mediano
da língua é suficiente. "Meu conselho é: aprenda inglês",
diz Marco Antônio da Rocha, diretor executivo da Comissão Fulbright,
órgão criado por convênio entre os governos brasileiro e americano.
"Muitos candidatos com ótima qualificação acadêmica e boas
propostas de pesquisa não levam a bolsa por não saber a língua."

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