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Educação
A
escola está paga
Programas
de investimento que garantem
o ensino do pré-primário à
faculdade
Marcos
Issa
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Raimundo
e a filha:
mensalidade antecipada
para custear
o colégio
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Depois
do aluguel, a prestação da
escola do filho costuma ser o item mais
caro do orçamento da família.
Como a despesa é obrigatória,
já que a rede oficial de ensino deixa
a desejar, os pais costumam se preocupar.
O que vai acontecer com a criança
se o pai ou a mãe perderem o emprego
amanhã? E se ocorrer algo pior? O
empresário Raimundo Antunes da Silva,
de São Paulo, decidiu investir num
fundo em que aplica todo mês 240 reais
em nome de sua filha Júlia, de 9
meses. Ele vai pagar essa quantia durante
dezoito anos. Quando a menina completar
6 anos, de acordo com o plano, poderá
ingressar numa escola com mensalidade de
500 reais e estudar ali até o momento
do vestibular. "Pagando um pouco a partir
de agora, vou estar menos sobrecarregado
quando vierem os gastos com cursos de línguas,
de balé e de computação",
diz Silva. O empresário associou-se
a uma empresa que se compromete a aplicar
o dinheiro com responsabilidade.
Outra
opção de investimento são
fundos de previdência privada voltados
para a educação. O pai deposita
um valor fixo todos os meses e nada retira
enquanto o filho está na escola.
O dinheiro fica rendendo juros até
o jovem completar 21 anos. Ao chegar à
maioridade, ele poderá retirar o
dinheiro de duas formas: sacar tudo de uma
vez ou receber uma renda mensal por um período
determinado. Algumas seguradoras oferecem
cobertura em caso de desemprego e pagam
alguns meses de mensalidade. Outras custeiam
as despesas com educação em
caso de o pai ou a mãe falecer.
Como
qualquer aplicação financeira,
ainda mais de longo prazo, os fundos ligados
à educação envolvem
riscos. O único investimento 100%
seguro (a não ser que surja outro
Collor) é a caderneta de poupança.
Pela lei, se um banco quebrar, o governo
tem a obrigação de ressarcir
os poupadores das cadernetas, e só
eles, até o limite de 20 000 reais.
Não importa o que dizem os folhetos
promocionais dos bancos e seguradoras, olho
vivo no momento de assinar o contrato. "É
importante estar atento às garantias",
afirma o economista Gustavo Loyola, ex-presidente
do Banco Central. "Os riscos são
menores se houver por trás do negócio
uma empresa sólida."
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