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De escola nova

Mudança de colégio exige acordo
entre pai e filho

Angela Nunes

 
Liane Neves

Na sala de aula: cuidados para mudar o endereço

A aproximação do fim do ano letivo traz para muitos pais o dilema de manter ou não os filhos no mesmo colégio, diante da expectativa de desempenho ruim ou de problemas de adaptação. Quando os filhos ainda são pequenos, é menor o nível de exigência com relação aos métodos pedagógicos e aos rigores do ensino, segundo a pedagoga Sílvia Gasparian Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. As dúvidas sobre qual a melhor escola e educação podem acompanhar toda a formação escolar dos filhos, mas afloram com mais vigor na adolescência e nos anos que antecedem o vestibular. É quando se comete um erro relativamente comum ao acreditar que, para uma preparação adequada às solicitações das provas do vestibular, basta transferir os filhos para um colégio mais severo. "Os pais não se devem pautar somente pelo vestibular. O principal critério tem de ser a felicidade e a realização do adolescente", adverte Sílvia Colello. "Se está feliz, ele pode produzir e aprender muito mais." Quem acredita que deve mesmo trocar a escola dos filhos tem de explicar a eles os motivos, oferecer várias opções e levá-los para conhecer os possíveis novos colégios e colegas, ressaltando os benefícios de enfrentar o desafio e a possibilidade de fazer novos amigos. É preciso também deixar claras as conseqüências de cada escolha, como o difícil período de readaptação. "A decisão final, desde que justificada e consciente, deve ser do adolescente. Ele precisa ser respeitado e apoiado pelos pais e estar preparado para assumir os resultados da escolha", aconselha a também pedagoga da Faculdade de Educação da USP Stela Conceição.

 

 

 
 
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