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Oportunidade
Inglês radical
Cursos permitem praticar
esportes
e treinar o idioma no exterior
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Bungee jump,
rafting e esqui:
os esportes
preferidos |
Os pais que gostariam de ver
o filho estudando nas férias de fim de ano têm agora um bom argumento.
Os filhos que gostariam de passar o verão surfando no exterior,
também. Algumas escolas estrangeiras oferecem programas que associam
cursos intensivos de inglês à prática de esportes radicais. Em 1997,
cerca de 15000 estudantes deixaram o Brasil durante as férias para
treinar o idioma e praticar esportes. Muitos foram para a Austrália,
Nova Zelândia e África do Sul, países onde o verão coincide com
as férias brasileiras e favorece as atividades náuticas. Outros
foram esquiar nos Estados Unidos (veja fichário). Esse número deve
crescer 30% neste ano, conforme avaliação das agências de viagens.
Há cursos especiais para adolescentes (de 14 a 17 anos) e para jovens
entre 18 e 25 anos. "Muitos estudantes que nos procuram querem
mais informações sobre os programas esportivos do que sobre as aulas
de inglês", diz Átila Migliari, diretor da Study & Adventure,
de São Paulo, uma dessas agências.
Destinos
A Austrália, uma das mecas mundiais dos esportes
radicais, foi o primeiro país a explorar esse tipo de turismo e
é o destino de 60% dos estudantes brasileiros inscritos nesses programas.
É, também, o único que oferece ao aluno a oportunidade de trabalhar
para custear os estudos. (As agências informam sobre a oferta de
empregos, normalmente em atividades modestas, como as de babá ou
entregador de pizza.) De dois anos para cá, a Nova Zelândia e a
África do Sul entraram nesse roteiro. "A África do Sul tem
ótimos pontos para a prática do rafting", informa Guilherme
de Carvalho, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências
de Viagens e diretor da agência Intercâmbio Global. "E o inglês
falado por lá é mais próximo do britânico do que o dos países da
Oceania."
Carga
horária Antes de definir o roteiro, é bom saber
que o objetivo, no final das contas, é aperfeiçoar o inglês e adquirir
experiência internacional. "A escola deve ser credenciada em
órgãos oficiais de educação de cada país", observa Christina
Bicalho, diretora de marketing da STB, uma agência com quatro anos
de experiência nesse tipo de viagem, com escritórios em dezesseis
cidades brasileiras. A carga horária nos cursos varia de quinze
a vinte horas semanais, normalmente no turno da manhã. O resto do
dia é dedicado aos esportes. As próprias escolas dividem os estudantes
em grupos e os entregam aos cuidados de instrutores. O aluno pode
escolher mais de uma modalidade ou se dedicar apenas ao esporte
de sua preferência. Na Austrália, por exemplo, existem programas
especializados em surfe e outros em mergulho. Nesses, o aluno volta
ao Brasil com registro internacional de mergulhador.


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Copyright © 1998, Abril S.A.
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