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Até para a direção da universidade, fundada há 26 anos, o resultado surpreendeu. Em 1996, quando o Provão foi instituído pelo Ministério da Educação, 65% dos alunos do curso de engenharia civil entregaram a folha da avaliação em branco. Resultado: nota D. No Provão seguinte, a nota subiu para B. Agora, foi A. "Como o Provão é realizado pelos estudantes que estão se formando, quem enfrenta seu resultado é a turma seguinte", diz o coordenador do curso de engenharia, Valdir Bernardi Zerbinati. "Eles é que tiveram de melhorar o conceito que se faz da escola."
Além do desafio lançado aos alunos, a UEL vem tomando várias medidas que explicam sua ascensão no ranking do Provão. A universidade tem um programa de estímulo aos professores para que eles passem a se dedicar ao ensino em tempo integral. O professor precisa comprovar que não tem outro emprego e estar inscrito em um projeto de extensão, pesquisa ou ensino. Preenchidos esses dois requisitos, recebe um aumento de salário de 55%. Hoje mais da metade do corpo docente tem título de mestre ou doutor. E 214 professores estão licenciados para cursar pós-graduação. Quando um professor obtém o título de mestre recebe 45% de aumento sobre o salário básico. Com o doutorado o aumento é de 75%. Enquanto as universidades federais consomem, em média, 94% de seu orçamento com o pagamento da folha de funcionários, na UEL esse índice é de 70%. Com isso, há mais dinheiro para investir na criação e modernização de laboratórios como os de fitopatologia e entomologia, do curso de veterinária. Há ainda programas para atender o público carente, como o dos alunos de veterinária que visitam pequenos proprietários no campo. "Com um vestibular mais concorrido, só iremos melhorar", diz o reitor, Jackson Proença. Raul Juste
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