Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 717 - 12 de setembro de 2001
Guia Filhos

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
  Como escolher o brinquedo mais adequado à idade
Fiocruz faz campanha contra intoxicação infantil em casa
O que estou lendo
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
VEJA on-line
Notas internacionais
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Adorável selva
de brinquedos

Como escolher o produto mais
adequado a cada faixa etária
das crianças, de zero a 12 anos

Cláudia Granadeiro

 

Montagem sobre fotos de Celia Saito, Pedro Rubens, Mari Queiroz, Jorge Butsuem, Marcelo Zocchio, Eduardo Pozella, Luis Gomes, Marlos Bakker, Felipe Reis, Fernando Lemos e divulgação

Nas prateleiras das lojas de brinquedo do Brasil há cerca de 4.200 tipos de produto à disposição dos consumidores, quase metade dos 10.000 itens disponíveis em todo o mundo, segundo estimativas das indústrias do setor. Não é de estranhar, portanto, que os pais tenham dúvida na hora de escolher um presente para o filho. Ou de saber se devem atender a um pedido insistente para que comprem uma novidade, daquelas que eles talvez ainda nem tenham ouvido falar, mas já viraram mania entre a garotada na escola. Inspirada em experiências internacionais e com o apoio de psicólogos e pediatras, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) tem um guia destinado às empresas associadas cujo teor contém recomendações úteis também às famílias.


De acordo com a cartilha, em primeiro lugar, os pais devem certificar-se de que o brinquedo seja adequado à idade, para que o envolvimento na brincadeira possa ser proveitoso e prazeroso. Embora a idéia pareça óbvia, mesmo para os pediatras e pedagogos pode haver dificuldade em casar a melhor opção de brinquedo com fases diferentes do desenvolvimento físico e psicológico, particularmente diante de uma indústria detentora de um marketing agressivo e muita presença na televisão. Em linhas gerais, os especialistas identificam cinco faixas etárias, correspondentes a níveis progressivos na capacidade locomotora, no movimento dos membros e no avanço da escolarização (confira no quadro). A indicação da faixa etária, entretanto, é uma referência importante, mas não exclusiva. É necessário levar em conta os traços pessoais de cada um e as preferências que costumam demonstrar, segundo o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa.

Os aspectos de segurança são importantes em todas as idades, mas a atenção deve ser redobrada até os 6 anos. É preciso tirar e desfazer todas as embalagens de um brinquedo antes de o dar a uma criança pequena, tomar cuidado com peças de menor tamanho, evitar cordas e tiras. "Infelizmente, o brinquedo oferece um risco real", afirma o toxicologista Anthony Wong, do Instituto da Criança de São Paulo. Não são raros os casos de acidentes que acabam num hospital e até em mesa de cirurgia. De acordo com Wong, os pais costumam ceder aos apelos do visual na hora de adquirir o produto, sem observar os fatores de segurança. Uma regra de ouro é verificar, no momento da compra, a existência do selo Inmetro, um certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial que confirma que o produto passou por testes de laboratório.

Com o aprendizado da leitura e escrita, a criança pula para um estágio de desenvolvimento avançado, dos 6 aos 9 anos, quando passa a ser encarada como mais responsável por suas atitudes e começa a mostrar sua individualidade e personalidade. Para os pais, contudo, essa fase pode ser sinônimo de dor de cabeça quanto aos brinquedos. No sexo masculino, o interesse é grande por revólveres, espadas, metralhadoras, um arsenal reluzente e barulhento que se associa às lutas marciais e aos jogos de combate. Como pano de fundo, há sempre a polêmica que opõe os partidários da proibição de armas de brinquedo e os que não têm restrições a elas. Autor do livro Psicologia da Agressividade, o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg aconselha os pais a não tomar posições extremadas. Segundo ele, passar um conceito de pacifismo radical pode despreparar a criança para a competição e o trato com a violência no mundo real. "Permita a arma de brinquedo sem estimular seu uso de forma permanente", aconselha o psicólogo. Os pais devem conversar com os filhos e falar sobre as conseqüências de um tiro na vida real. A experiência de Goldberg mostra que boa parte das crianças, quando esclarecidas sobre seus efeitos, deixa de se sentir tão atraída por esses brinquedos. Sobre isso, a Abrinq tem diretrizes para quem fabrica esse tipo de produto. A recomendação é apelar para a fantasia: a arma de verdade e a imitação devem ter tamanhos diferentes, além de uma cor que não deixe margem à confusão (branca, vermelha, laranja, amarela, roxa ou rosa).

A questão da violência permanecerá quando chegar a idade dos 9 aos 12 anos, agora com a febre dos jogos eletrônicos e do videogame. No caso, os pais devem observar os limites de idade, que aparecem nas embalagens sob forma de selo, seguindo normas do Conselho de Classificação dos Softwares de Entretenimento, dos Estados Unidos. Os especialistas fazem restrições também ao número de horas dedicadas ao divertimento tecnológico, que não deve passar de uma por dia. "É muito fácil confinar a criança no apartamento, em frente a uma telinha, mas as brincadeiras ao ar livre não podem ser abandonadas", prega a ludoeducadora Claudia Amalfi Marques. Para Odair Furtado, professor do departamento de psicologia social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), os pais devem ser alertados para que não produzam "robozinhos pouco criativos". Longe de recriminar os avanços da tecnologia, Furtado lamenta o estímulo à individualidade excessiva da criança e a falta de participação dos pais, preocupação endossada pela pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, da área de política de educação infantil da PUC. "As trocas afetivas são fundamentais", afirma Maria Angela. Tão bom quanto acertar no brinquedo para o filho é você reservar uma parte do tempo para estar junto dele na hora da diversão.

 

 

 
   
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS  
 
 
voltar



VEJA on-line | VEJA Educação
copyright © 2001 - Editora Abril S.A. - todos os direitos reservados