Dois
capitalismos, dois problemas
economia
mundial não se contaminou com a queda das bolsas e viveu
momentos de calmaria no ano que se encerra. Europa e Estados Unidos
enfrentaram problemas diferentes. Nos Estados Unidos a questão
foi preparar a economia superaquecida para um pouso suave. A Europa
continuou
sua luta para aumentar a produtividade e baixar a taxa de desemprego.
Nos dois lados do Atlântico, o desafio é continuar
mantendo
um campo de força em torno do sobe-e-desce das ações,
de modo que sua volatilidade não perturbe a economia real.
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| Estados
Unidos . 14 de abril |
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O
DIA EM QUE A BOLHA FUROU
Ed. Bailey/AP

Os
perigos da nova economia: a Nasdaq fecha o ano em baixa
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O dia 14 de abril ficará marcado na memória dos 88
milhões de americanos que investem em ações.
Investem muito. Historicamente, os americanos aplicavam 8% da renda
familiar em ações . No ano 2000, esse valor chegou
a 45%. Portanto, passaram a arriscar uma parte bem maior de seu
patrimônio em ações. As preferidas foram as
de alta tecnologia, negociadas na Nasdaq o termo tornou-se
familiar em todo o mundo. Pergunte a um gerente de banco brasileiro
por que sua aplicação não está rendendo
e ouvirá: "a queda da Nasdaq". Em 14 de abril, a Nasdaq mergulhou
para o abismo mais fundo do ano. Caiu 355 pontos em seu índice
de ações, uma queda de quase 9,7%, a segunda maior
de sua história. Não se recuperou. Depois de atingir
seu ponto mais alto em março, ao somar 5 048 pontos, ela
desceu a 2 511 em dezembro. Termina o ano pior do que começou.
A perda acumulada é de 40%.
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| Eurolândia
. 26 de outubro |
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O
EURO NÃO VALE OURO
Mesmo
voltando a crescer a uma taxa de 2,3%, a Europa não conseguiu
driblar seu maior tormento: o índice de desemprego caiu durante
o ano, mas ainda se mantém em 9%, mais que o dobro do americano.
A nova moeda do continente, que estreou em 1º de janeiro
de 1999 valendo 1,19 dólar, tocou o fundo do poço
em outubro, quando chegou a valer apenas 82 centavos de dólar.
Terminou o ano sustentada pelo banco central europeu a uma cotação
de 87 centavos. Bom para exportação. Ruim para o orgulho
continental.
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| Arábia
Saudita . 20 de setembro |
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A
GANGORRA DO PETRÓLEO
Divulgação

O
susto do petróleo: o combustível bateu recordes
de alta |
A
alta do preço do petróleo foi uma das principais
preocupações mundiais em 2000. Em setembro, o barril
chegou a custar 37,80 dólares, sua mais alta cotação
nos últimos dez anos. Em dezembro, com a regularização
dos estoques nos Estados Unidos, os preços voltaram a baixar.
O sobe-e-desce nas cotações do combustível
mostrou que as economias continuam muito dependentes dos combustíveis
fósseis. Na alta, ressurgiu o perigo da disparada da inflação
e a vida em alguns países da Europa chegou a ser afetada
com o fechamento de aeroportos em algumas cidades e a interrupção
de serviços públicos em outras. Com a queda prevista
dos preços para 2001 (devem ficar estacionados na faixa entre
25 e 28 dólares), o Brasil pode ter uma folga de até
1 bilhão de dólares em sua balança comercial.

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