Brasil
    . O ano em que o Brasil deu bom exemplo
. Roberto Pompeu de Toledo
Sexo
    . Por elas, eles perdem a cabeça
. Jared Diamond
Tecnologia
    . Quando a tecnologia mata
. Henry Petroski
Globalização
    . A globalização na prática
. Thomas Friedman
Internet
    . Nasce a cultura da internet
. Alberto Manguel
Jovens
    . O mundo adolescente
. Soninha
Ásia
    . A Ásia descobriu a democracia
. Kishore Mahbubani
Rússia
    . Rússia: ano zero da esperança
. Richard Pipes
Genética
    . O que aconteceu na genética
. Steve Jones
Capitalismo
    . Estados Unidos e Europa: dois capitalismos
. Paul Johnson
Cidades
    . O mundo mudou para a cidade
. Jonas Rabinovitch
Corrupção
    . Corrupção, uma praga brasileira
. Denise Frossard
Argentina
    . Globalização começa na vizinhança
. Domingo Cavallo
Educação
    . Educação posta à prova
. Claudio de Moura Castro
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    . A sucessão de João Paulo II
. Giancarlo Zizola
Comportamento
    . Ressaca global
. Renato Mezan

O panorama das populações

O panorama da riqueza da Terra
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edição 1 681 . 27 de dezembro de 2000  
ano2000  
   

Dois capitalismos, dois problemas

economia mundial não se contaminou com a queda das bolsas e viveu momentos de calmaria no ano que se encerra. Europa e Estados Unidos enfrentaram problemas diferentes. Nos Estados Unidos a questão foi preparar a economia superaquecida para um pouso suave. A Europa continuou sua luta para aumentar a produtividade e baixar a taxa de desemprego. Nos dois lados do Atlântico, o desafio é continuar mantendo um campo de força em torno do sobe-e-desce das ações, de modo que sua volatilidade não perturbe a economia real.

 
Estados Unidos . 14 de abril

O DIA EM QUE A BOLHA FUROU

Ed. Bailey/AP

Os perigos da nova economia: a Nasdaq fecha o ano em baixa


O dia 14 de abril ficará marcado na memória dos 88 milhões de americanos que investem em ações. Investem muito. Historicamente, os americanos aplicavam 8% da renda familiar em ações . No ano 2000, esse valor chegou a 45%. Portanto, passaram a arriscar uma parte bem maior de seu patrimônio em ações. As preferidas foram as de alta tecnologia, negociadas na Nasdaq – o termo tornou-se familiar em todo o mundo. Pergunte a um gerente de banco brasileiro por que sua aplicação não está rendendo e ouvirá: "a queda da Nasdaq". Em 14 de abril, a Nasdaq mergulhou para o abismo mais fundo do ano. Caiu 355 pontos em seu índice de ações, uma queda de quase 9,7%, a segunda maior de sua história. Não se recuperou. Depois de atingir seu ponto mais alto em março, ao somar 5 048 pontos, ela desceu a 2 511 em dezembro. Termina o ano pior do que começou. A perda acumulada é de 40%.

 
Eurolândia . 26 de outubro

O EURO NÃO VALE OURO

Mesmo voltando a crescer a uma taxa de 2,3%, a Europa não conseguiu driblar seu maior tormento: o índice de desemprego caiu durante o ano, mas ainda se mantém em 9%, mais que o dobro do americano. A nova moeda do continente, que estreou em 1º de janeiro de 1999 valendo 1,19 dólar, tocou o fundo do poço em outubro, quando chegou a valer apenas 82 centavos de dólar. Terminou o ano sustentada pelo banco central europeu a uma cotação de 87 centavos. Bom para exportação. Ruim para o orgulho continental.

 
Arábia Saudita . 20 de setembro

A GANGORRA DO PETRÓLEO

Divulgação

O susto do petróleo: o combustível bateu recordes de alta


A
alta do preço do petróleo foi uma das principais preocupações mundiais em 2000. Em setembro, o barril chegou a custar 37,80 dólares, sua mais alta cotação nos últimos dez anos. Em dezembro, com a regularização dos estoques nos Estados Unidos, os preços voltaram a baixar. O sobe-e-desce nas cotações do combustível mostrou que as economias continuam muito dependentes dos combustíveis fósseis. Na alta, ressurgiu o perigo da disparada da inflação e a vida em alguns países da Europa chegou a ser afetada com o fechamento de aeroportos em algumas cidades e a interrupção de serviços públicos em outras. Com a queda prevista dos preços para 2001 (devem ficar estacionados na faixa entre 25 e 28 dólares), o Brasil pode ter uma folga de até 1 bilhão de dólares em sua balança comercial.

 




 
continua

 

 
   
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