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inglês Steve Jones aparece como exceção
numa época em que os cientistas correm para a imprensa
leiga com o objetivo de divulgar seus feitos antes mesmo
de submetê-los a seus pares, enquanto usam e abusam
de metáforas sensacionalistas. O que ele tem a dizer
sobre as terapias genéticas é simples e claro:
pelo menos nas próximas décadas, ninguém
espere que as doenças sejam tratadas corriqueiramente
pela manipulação dos genes. Clones humanos?
Muito improvável que no futuro próximo se
consiga produzir uma cópia de um ser humano em laboratório.
A massificação da técnica, na mesma
proporção com que hoje se utiliza a inseminação
artificial, não ocorrerá no prazo de várias
gerações.
Ilustração: Evandro Luiz
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Divulgação
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Steve
Jones
Quando,
no ano que passou, esquentou em suas páginas
além da conta o debate entre dois expoentes do
moderno pensamento biológico, o americano Stephen
Jay Gould e o inglês Richard Dawkins, o editor
da New York Review of Books decidiu mediar a
disputa. Para a complexa tarefa escalou o geneticista
inglês Steve Jones, de 56 anos. A justificativa
foi simples. Jones é o mais respeitado cientista
de sua área e também da dos dois contendores.
Professor do University College London, Steve Jones
é a combinação de pesquisador brilhante
com a personalidade de um incansável popularizador
da ciência. |
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