Brasil
    . O ano em que o Brasil deu bom exemplo
. Roberto Pompeu de Toledo
Sexo
    . Por elas, eles perdem a cabeça
. Jared Diamond
Tecnologia
    . Quando a tecnologia mata
. Henry Petroski
Globalização
    . A globalização na prática
. Thomas Friedman
Internet
    . Nasce a cultura da internet
. Alberto Manguel
Jovens
    . O mundo adolescente
. Soninha
Ásia
    . A Ásia descobriu a democracia
. Kishore Mahbubani
Rússia
    . Rússia: ano zero da esperança
. Richard Pipes
Genética
    . O que aconteceu na genética
. Steve Jones
Capitalismo
    . Estados Unidos e Europa: dois capitalismos
. Paul Johnson
Cidades
    . O mundo mudou para a cidade
. Jonas Rabinovitch
Corrupção
    . Corrupção, uma praga brasileira
. Denise Frossard
Argentina
    . Globalização começa na vizinhança
. Domingo Cavallo
Educação
    . Educação posta à prova
. Claudio de Moura Castro
Sucessão do Papa
    . A sucessão de João Paulo II
. Giancarlo Zizola
Comportamento
    . Ressaca global
. Renato Mezan

O panorama das populações

O panorama da riqueza da Terra
Imprensa *
Democracia *
* exclusivos on-line
     
edição 1 681 . 27 de dezembro de 2000  
Alberto Manguel  
   

O destino da leitura
na era da web

Ilustração: Evandro Luiz


anguel afirma que a internet não pode ser culpada pelo desinteresse das pessoas pelos livros. Tampouco acredita que a rede possa fazer muito pela difusão da leitura entre quem não cultiva esse hábito. O autor observa que, muito antes do surgimento da internet, o mundo já estava dividido entre leitores e não-leitores. Com a autoridade de um pesquisador interessado pela evolução das formas primordiais de leitura, da Antiguidade aos tempos atuais, Manguel ressalta que a tecnologia digital está criando uma nova forma de comunicação. Baseada nas imagens em movimento, nos sons e em outros recursos de multimídia, essa nova forma de comunicação não compete com a leitura nem a complementa. São meios totalmente diferentes.

 

Leia na íntegra
 
Conclusão
 
Alberto Manguel
A primeira ocupação de Alberto Manguel, pela qual recebia um bom salário, foi ler em voz alta para o mais insaciável dos leitores, o formidável escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Quase cego, no final da vida, Borges já não podia ler com os próprios olhos. Desde então, Manguel tornou-se historiador e propagandista da leitura como o hábito definidor da vida civilizada. Sua obra principal, Uma História da Leitura, editada no Brasil em 1997, é um clássico deliciosamente erudito. Neste artigo, ele brinda os leitores de VEJA com reflexões sobre o impacto da internet no ato de ler. Depois de abandonar a Argentina, onde nasceu, morou na Itália, França e no Taiti. Aos 52 anos, tornou-se cidadão do Canadá, onde conquistou reputação e prestígio como intelectual.
 
   
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