Brasil
    . O ano em que o Brasil deu bom exemplo
. Roberto Pompeu de Toledo
Sexo
    . Por elas, eles perdem a cabeça
. Jared Diamond
Tecnologia
    . Quando a tecnologia mata
. Henry Petroski
Globalização
    . A globalização na prática
. Thomas Friedman
Internet
    . Nasce a cultura da internet
. Alberto Manguel
Jovens
    . O mundo adolescente
. Soninha
Ásia
    . A Ásia descobriu a democracia
. Kishore Mahbubani
Rússia
    . Rússia: ano zero da esperança
. Richard Pipes
Genética
    . O que aconteceu na genética
. Steve Jones
Capitalismo
    . Estados Unidos e Europa: dois capitalismos
. Paul Johnson
Cidades
    . O mundo mudou para a cidade
. Jonas Rabinovitch
Corrupção
    . Corrupção, uma praga brasileira
. Denise Frossard
Argentina
    . Globalização começa na vizinhança
. Domingo Cavallo
Educação
    . Educação posta à prova
. Claudio de Moura Castro
Sucessão do Papa
    . A sucessão de João Paulo II
. Giancarlo Zizola
Comportamento
    . Ressaca global
. Renato Mezan

O panorama das populações

O panorama da riqueza da Terra
Imprensa *
Democracia *
* exclusivos on-line
     
edição 1 681 . 27 de dezembro de 2000  
ano2000  
   

Nasce a cultura da internet

internet completou cinco anos de existência ampla como o mais eficaz e revolucionário instrumento de informação do homem moderno. Assim como no passado se acreditou que a televisão iria acabar com o rádio e o cinema de uma só vez, agora se imagina que a internet possa vir a ser o fim da cultura em papel. Parece que não será. No ano em que Stephen King, um fabuloso vendedor de livros à moda antiga, fracassou na internet, as aventuras de Harry Potter, em papel, foram o fenômeno literário. Mesmo a distribuição de música gratuita pela rede, via Napster, começou e terminou no mesmo ano que passou. Vai ficando claro que o encantado mundo da cultura virtual não substitui nem pode existir sem o mundo das coisas reais.

Estados Unidos . 8 de julho

UM LIVRO DOS BONS. E DE PAPEL

Bruno Veiga/Strana

Reprodução

Harry Potter e seus leitores mirins: sucesso de papel


Q
uando muitos pais já arrancavam os cabelos diante do desinteresse dos filhos pelos livros e pela leitura, um fenômeno literário mostrou que nem tudo está perdido. Harry Potter and the Globet of Fire (Harry Potter e o Cálice de Fogo), o maior sucesso infanto-juvenil de aventuras do ano, vendeu mais de 350 000 exemplares logo no dia de seu lançamento nos Estados Unidos. A livraria virtual Amazon.com montou um gigantesco esquema de distribuição da obra da escritora escocesa Joanne K. Rowling, mas o sucesso das aventuras do mago infantil Harry Potter, que estão em seu quarto volu-me, será computado em favor do livro em papel. Já foram vendidos 66 milhões de exemplares, em 200 idiomas, inclusive em português

 
Estados Unidos . 17 de julho

O PREÇO DA OBRA
Divulgação/Courtesy of General Electric


Independentemente do meio de difusão, o mercado literário deu prova neste ano de que uma boa história vale ouro. O autor mais valorizado do ano foi Jack Welch, o superexecutivo que recriou a General Electric. O grupo Time Warner deu uma bolada de 7 milhões de dólares a Welch pelo direito de publicar sua autobiografia. A esperança da editora é repetir o sucesso de Lee Iacocca, o executivo da Chrysler cuja história vendeu 2,6 milhões de exemplares em todo o mundo.

 
Estados Unidos . 24 de julho

O JORNALEIRO CEGO

Stephen King lançou o livro Riding The Bullet na internet em março. Distribuído de graça, foi um sucesso: 400 000 pessoas baixaram a obra da rede em poucos dias. Outra experiência do mago do best-seller de terror não deu tão certo. Em julho, ele colocou na internet o seriado The Plant. Os leitores deveriam pagar para ter cada um dos oito capítulos da obra. Os três primeiros episódios custariam 1 dólar e os outros 2 dólares. No começo tudo funcionou e 170 000 cópias do primeiro capítulo foram capturadas na rede. Mas, depois que apenas 74 000 leitores pagaram para ter o segundo capítulo, o autor ameaçou suspender a publicação dos outros seis previstos. "Não se rouba um pobre jornaleiro cego", queixou-se ele. Em outubro, Frederick Forsyth, outro escritor de best-sellers, aderiu à internet, mas sem correr riscos. Colocou cinco contos na rede, mas ninguém conseguiu ler o que escreveu antes de pagar os 6 dólares pedidos pelo conjunto de textos.

 
Brasil . 25 de outubro

INTERNET DÁ IBOPE

Pesquisa do Ibope eRatings, empresa especializada em medições da internet, revelou pela primeira vez um retrato surpreendente da rede no Brasil e mostrou que ela já é muito maior do que se imagina:

14 milhões de brasileiros têm acesso à internet
1 em cada 10 brasileiros com mais de 16 anos surfou na rede pelo menos uma vez nos últimos três meses
5 milhões de brasileiros conectam-se à rede a cada 24 horas
8 horas
é a média de tempo que os brasileiros ficam conectados durante um mês

 

LIGADO NA LEITURA

O Brasil registrou um dos mais espetaculares crescimentos no número de computadores e de usuários da internet, apesar de ter sido um dos últimos países a aderir à novidade. Mesmo assim, os índices de leitura dos jornais diários e os de venda de livros de papel quase não foram afetados.

 
Alemanha . 1º de novembro

E QUEM PAGA A CONTA?

AFP/Peter da Silva

Fanning: música na internet tem preço


A idéia do rapaz era genial: dar música de graça a quem quisesse ouvir. Para isso ele desenvolveu e colocou na internet um programa que permitia aos usuários da rede copiar as músicas de outros usuários. Foi assim que o americano Shawn Fanning, um estudante de 19 anos, criou o Napster e um dos maiores casos jurídicos da nova economia. Colocou também em xeque a poderosa indústria fonográfica mundial e seu faturamento de 40 bilhões de dólares anuais. A maior dificuldade para o casamento da criação artística com a internet tem sido, como na maioria das relações entre seres humanos, o dinheiro. No caso dos livros, os livreiros já estão preocupados com a iniciativa de autores que querem, eles próprios, comercializar suas obras na rede. No caso da música, uma verdadeira guerra foi declarada entre as grandes gravadoras, os artistas e os sites que distribuem música de graça pela internet, como o Napster.com e o MP3.com. Enquanto o MP3.com fazia um acordo e começava a pagar 30 milhões de dólares às gravadoras para continuar disponibilizando suas músicas, o Napster só permanecia no ar graças a uma liminar concedida pela Justiça americana. Acabou capitulando. No início de novembro, a empresa de Fanning entrou em acordo com a gigante do entretenimento e comunicação alemã BMG. Muita gente aposta que vão surgir outras maneiras de ouvir música de graça pela rede.

 
continua

 

 
   
Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  Home | VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife
Guias Regionais | Edições Especiais | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco