Brasil
    . O ano em que o Brasil deu bom exemplo
. Roberto Pompeu de Toledo
Sexo
    . Por elas, eles perdem a cabeça
. Jared Diamond
Tecnologia
    . Quando a tecnologia mata
. Henry Petroski
Globalização
    . A globalização na prática
. Thomas Friedman
Internet
    . Nasce a cultura da internet
. Alberto Manguel
Jovens
    . O mundo adolescente
. Soninha
Ásia
    . A Ásia descobriu a democracia
. Kishore Mahbubani
Rússia
    . Rússia: ano zero da esperança
. Richard Pipes
Genética
    . O que aconteceu na genética
. Steve Jones
Capitalismo
    . Estados Unidos e Europa: dois capitalismos
. Paul Johnson
Cidades
    . O mundo mudou para a cidade
. Jonas Rabinovitch
Corrupção
    . Corrupção, uma praga brasileira
. Denise Frossard
Argentina
    . Globalização começa na vizinhança
. Domingo Cavallo
Educação
    . Educação posta à prova
. Claudio de Moura Castro
Sucessão do Papa
    . A sucessão de João Paulo II
. Giancarlo Zizola
Comportamento
    . Ressaca global
. Renato Mezan

O panorama das populações

O panorama da riqueza da Terra
Imprensa *
Democracia *
* exclusivos on-line
     
edição 1 681 . 27 de dezembro de 2000  
ano2000  
   

Quando a tecnologia falha

s avanços da ciência contribuíram para praticamente dobrar a expectativa de vida humana nos últimos 100 anos. A tecnologia criou também máquinas e equipamentos fantásticos, que tornam a vida mais fácil e agradável. Mas, quando falham, essas máquinas podem matar. Foi o que aconteceu com o Concorde, o primeiro e único avião supersônico da aviação comercial, e o Kursk, o mais moderno submarino nuclear da Marinha de guerra russa. Ao falharem, as duas maravilhas tecnológicas deixaram mais de duas centenas de mortes.

 
Áustria . 11 de novembro

IGNORARAM O DEFEITO

 
Schlager Roland/AFP
Matthias Schrader/AFP
155 mortos: trem pega fogo no túnel

Um trem de transporte de esquiadores no Monte Kitzsteinhorn, nas proximidades de Salzburgo, na Áustria, já vinha dando sinais de pane elétrica havia meses. Como sempre, os técnicos menosprezaram o defeito. O trem incendiou-se dentro de um túnel claustrofóbico. Dos 180 passageiros a bordo, a maioria jovens que subiam a montanha ou para assistir ou para participar de um campeonato de snowboard, 155 morreram carbonizados ou asfixiados pelo turbilhão de fumaça. O trem era acionado por um sistema de cabos construído em 1974 e reformado vinte anos depois.

 
Rússia . 12 de agosto

DESPREZARAM A VIDA

AP/Norwegian Armed Forces

Resgate
do Kursk: seqüência de erros fatais


O mais chocante desas tre tecnológico do ano aconteceu em agosto, nas águas geladas do Mar de Barents, no Círculo Polar Ártico, com o naufrágio do submarino nuclear russo Kursk. Uma das mais modernas naves de guerra do mundo, o Kursk foi para o fundo do mar com sua equipe de 118 tripulantes de elite como se fosse uma jangada mal-ajambrada. Meses após a tragédia, não se sabia o que havia provocado a explosão que levou ao naufrágio. Desde o momento do acidente, toda a comunicação entre o submarino e a superfície foi interrompida e as tentativas de resgate só tiveram algum êxito uma semana depois, quando já não havia sobreviventes. O Kursk, um gigante de ferro de 150 metros e 14 000 toneladas, estava equipado para destruir alvos do tamanho de um porta-aviões, mas se encontrava desaparelhado para salvar os próprios tripulantes.

 
Estados Unidos . 9 de agosto

ESQUECERAM COMO FABRICAR PNEUS

Se tivessem acontecido todas no mesmo dia, teriam sido o maior desastre do ano. As capotagens misteriosas se deram, uma cada dia, em diferentes partes do mundo. Em comum tinham o fato de ocorrer com utilitários Ford Explorer equipados com um tipo de pneu da Firestone. Em meados do ano, quando a Firestone e a Ford admitiram a falha, já haviam sido registrados mais de 1 000 acidentes, com mais de uma centena de mortos em todo o mundo. A Firestone reconheceu que os acidentes foram provocados por um defeito dos pneus. Eles soltavam a banda de rodagem - a parte que fica em contato com o solo. Mais de 6,5 milhões de pneus foram considerados defeituosos e trocados nos Estados Unidos. A Ford relutou em admitir sua parte de culpa.

 
França . 16 de dezembro

A SEGUNDA CHANCE

Cinco meses depois de seu primeiro acidente grave, que matou 113 pessoas e o tirou do ar, o Concorde pode voltar a voar. Os operadores do supersônico anunciaram em dezembro que em fevereiro deverá ser realizado um vôo teste antes de seu retorno definitivo à atividade. Único avião de carreira a viajar em velocidade superior à do som, o empreendimento franco-inglês não emplacou comercialmente, mas orgulhava-se de nunca ter sofrido um acidente grave. Até 25 de julho. Nesse dia, a aeronave da Air France que fazia o vôo 4590 da rota Paris-Nova York espatifou-se contra um pequeno hotel em Gonesse, nas redondezas da capital francesa, logo depois de decolar do Aeroporto Charles de Gaulle. Além dos 109 passageiros, morreram quatro hóspedes do hotel. A causa da tragédia pode ter sido um pneu estourado ou uma turbina incendiada. Por precaução, outros doze Concorde da Air France e da British Airways, similares ao que caiu em Gonesse, permanecem em terra, sem levantar vôo, à espera de que se esclareça o acidente ou de um atestado que lhes restitua a confiabilidade.

 

 
continua

 

 
   
Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  Home | VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife
Guias Regionais | Edições Especiais | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco