Coisas
de mulher
De olho no sommelier Nos
últimos anos, as mulheres descobriram os prazeres do consumo de vinho.
De acordo com um levantamento feito nas principais importadoras do país,
elas são responsáveis por cerca de 40% das compras da bebida. "Há
dez anos, mais de 90% das vendas eram feitas para homens, e a mulher, quando comprava,
tinha uma indicação do marido ou do namorado", afirma Marlene Kratz,
gerente da Expand. Em um restaurante, a tarefa de decifrar a equação
que envolve pagar um preço justo, ter uma boa safra e, principalmente,
saber harmonizar o vinho com a comida costuma ser delegada ao sommelier. Ele pode
se tornar o melhor amigo de quem aprecia a bebida, mas é sempre bom ter
certeza de sua competência. A seguir um guia prático para não
se enganar na hora da escolha.
Prepare duas
ou três perguntas para fazer ao sommelier claro que você precisa
saber as respostas. Se ele acertar, há um bom indício de que seja
mesmo do ramo. Se você não
quer discutir o preço do vinho à mesa, ligue antes e converse com
o sommelier. Por telefone, é mais fácil ser direto e definir quanto
você quer (e pode) gastar. Há
formas indiretas de definir o preço de um vinho. Uma delas é dizer
que não quer um vinho francês, mas, sim, um argentino de boa relação
qualidade-preço. Fuja dos sommeliers
que só indicam marcas conhecidas, premiadas e caras.
Confira a safra na carta com a da garrafa. O ano 1995 de Brunellos é ótimo,
já 1994 não é tão bom.
Procure ter uma noção de preço dos vinhos a partir do catálogo
das importadoras. Na dúvida, não
tenha medo de pedir ao sommelier que prove o vinho. Você não tem
obrigação de saber se a garrafa está oxidada ou bouchonné
(com aroma de rolha). Estima-se que 5% dos vinhos apresentem problemas desse tipo.
Rolha tem cheiro de rolha. Nem você
nem o sommelier devem cheirá-la antes de provar a bebida. Colocada na mesa,
ela serve para que se confira seu estado de conservação.
Faça uma lista dos restaurantes cuja carta de
vinhos o agrade. Nos demais, ligue antes e pergunte se
pode levar uma garrafa. Só não se esqueça de perguntar qual
o preço que a casa cobra por servir a bebida que você levou.
A doce promessa
Getty
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O
nome parece gringo, mas ela é carioquíssima. Maria Cândida
Hannemann é a primeira brasileira a fazer parte da milionária
liga profissional de golfe dos Estados Unidos. Aos 25 anos, "Candy" ocupa a 33ª
colocação do LPGA Tour o circuito feminino mais bem pago
do planeta e está em 135º lugar no recém-lançado
ranking mundial. A golfista mora nos Estados Unidos desde 1997 e se tornou profissional
há quatro anos. Foi capitã da equipe da Universidade Duke. Chegou
a ser condecorada pelo presidente George W. Bush na tradicional recepção
na Casa Branca em homenagem aos melhores esportistas universitários. A
presença de mulheres no golfe aumenta a cada dia, mas ainda existem muitos
empecilhos. No exclusivo Augusta National Golf Club, no estado da Geórgia,
nos Estados Unidos, mulher só pisa no green se for convidada por
algum sócio (homem), que paga entre 25000 e 50000 dólares por ano
pelo título vitalício. Terreno pantanoso esse green.

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