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Com ares de antigamente Bianca
Piragibe
Ed Vigiani/Sambaphoto
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| As belas Parati, Ouro Preto (abaixo, à
dir.) e São Luís (abaixo, à esq.): a história
do país exposta à visitação |
Werner Rudhart/Kino.com.br  | Marcos
Piffer/Sambaphoto  |
Se boa parte daquilo que tentaram
ensinar a você sobre a história do Brasil na escola não colou,
nada como ter uma segunda chance ao vivo, em cidades que misturam simpatia e rusticidade,
têm fachadas congeladas no tempo e são cheias de lojinhas para comprar
presentes que os amigos vão perder numa gaveta. O Brasil não oferece
passeios com o peso histórico de uma Istambul ou de uma Atenas, mas seus
505 anos deixaram, espalhadas por todo o país, marcas legítimas
de outros tempos. Pela beleza e importância,
alguns desses lugares são considerados pela Unesco como Patrimônio
da Humanidade. É o caso das mineiras Congonhas com os doze profetas
de Aleijadinho guardando a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos ,
Ouro Preto, onde o escultor nasceu, e Diamantina. Do Nordeste, estão na
relação os coloridos casarios da baiana Salvador, da pernambucana
Olinda e de São Luís, cujas ruas ainda mantêm nomes tão
singelos quanto "do Sol", "da Paz" ou "do Alecrim". O Centro-Oeste contribui com
a pequena Goiás e seu calçamento de ruas original. E, antes que
o país acabe, lá, quase na fronteira com a Argentina e o Paraguai,
São Miguel das Missões guarda as ruínas dos Sete Povos das
Missões, erguidas pelos jesuítas espanhóis no século
XVII. Em lugares como esses, até o ar respire fundo e confira
parece ter séculos de história.
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QUANDO IR: qualquer época
é boa para mergulhar no passado.
QUANTO FICAR: dois a três dias são o mínimo para conhecer
a parte histórica das cidades.
PECHINCHA: três noites no Solare Bellagio, em São Luís,
por 162 reais.
MORDOMIA: a suíte master do Solar Nossa Senhora do Rosário,
com bela vista para a igreja de mesmo nome, a 281 reais.
NÃO ESQUEÇA: que comprar peças históricas roubadas
é crime.
VOCÊ MERECE: passar a noite ouvindo jazz no Café Parati.
É LINDO: o canto gregoriano na Basílica de São Bento,
em Olinda; a procissão da Festa do Divino, em Parati; a Matriz de Nossa
Senhora do Pilar, com seus 434 quilos de ouro, em Ouro Preto; e os azulejos portugueses
nas fachadas de São Luís.
NINGUÉM MERECE: a superlotação na piscina natural
da Praia do Cachadaço, em Parati, no verão.
DISPENSE: dia de chuva em Parati, Carnaval em Ouro Preto, travessia de
São Luís para Alcântara em dia de mar bravio e os insistentes
guias de Olinda.
PARA SABER MAIS:
(98) 3212-6211 (São Luís); (81) 3305-1048 (Olinda); (24) 3371-1897
(Parati); (31) 3551-2655 (Ouro Preto) ou www.cidadeshistoricas.art.br
e www.iphan.gov.br.
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