Carta ao leitor
Apresentação: O retrato de uma geração
Entrevista: Alissa Quart
Ponto de vista: Içami Tiba
Ponto de vista: Jairo Bouer
Humor: Luis Fernando Verissimo

Sexo: Eles sabem tudo, mas estão confusos
Gravidez: Quando o bebê vem cedo demais
Religião: Os jovens estão mais místicos
Voluntariado: A nova causa é fazer o bem
Drogas: Por que é tão difícil ficar longe delas
Família: Os filhos adiam a saída da casa dos pais
Blogs: O diário do século XXI é público

Nutrição: As regras da boa alimentação
Moda: Saiba o que garotas e rapazes estão usando neste inverno
Estilo: Os jovens e suas tribos
Tatuagem: Símbolo de rebeldia, ela virou sinal de vaidade
Gente: Famosos contam os vexames de sua juventude
Viagem: Férias legais por preços mais legais ainda
Decoração: Meu quarto, meu castelo
Aventura: A galera que curte adrenalina

Profissão: Como escolher a carreira
Vida escolar: Dicas para ser um estudante melhor
Intercâmbio: Uma experiência para toda a vida

Crescimento: Os jovens brasileiros estão mais altos
Ciência: Médicos explicam o aborrescente
Esporte: É melhor não exagerar

Compras: Eles gastam muito

Computadores: A geração pontocom
 

Intercâmbio
Boa viagem

Cursos de intercâmbio são uma boa experiência
e ajudam a dar fluência em língua estrangeira


Fotos Claudio Rossi e Arquivo pessoal
Bruna Caldoncelli dos Santos, 16
Seis meses de intercâmbio nos EUA, em 2002
  "Fiquei hospedada com uma família na cidade de Burnsville. Ajudava a lavar louça, a limpar o banheiro, a fazer o jantar e até servia de babá dos dois filhos do casal. Eu nunca tinha feito isso no Brasil. Levei tudo numa boa, era a minha forma de lhes agradecer. Afinal, a família era voluntária e não recebeu nada por isso."

 

DOS ARQUIVOS DE VEJA
"Stress no exterior"
"Experiência valiosa"
"Bagagem cultural"
"Estágios três em um"
"O passo-a-passo para estudar um ano fora do Brasil"
"Conselhos úteis de quem já esteve lá"

 

DA INTERNET
Belta, associação de empresas de intercâmbio
Lista de agências de intercâmbio - Guia do Estudante
Intercâmbio do Rotary Club

Todos os anos, cerca de 40 000 estudantes brasileiros vão estudar lá fora, mais da metade deles nos Estados Unidos e na Inglaterra. Esse tipo de viagem costuma ser uma bela experiência de vida. Para a maioria dos alunos, é a primeira oportunidade real de aprender a se virar longe da família. Eles conhecem pessoas de outra cultura e, o melhor de tudo, adquirem fluência numa língua estrangeira. Não há nenhuma complicação para organizar esse tipo de viagem. Existem 85 empresas especializadas em enviar estudantes brasileiros para o exterior e duas modalidades básicas de viagem:

Curso de intercâmbio ­ É a melhor opção para quem pretende mergulhar na cultura de um país. É necessário estar cursando o ensino médio e ter entre 15 e 18 anos. O ensino na Europa é mais puxado que no Brasil e o estudante pode ter dificuldade para acompanhar as aulas. Em geral, os alunos de boas escolas particulares brasileiras não têm problemas para acompanhar as aulas nos Estados Unidos. Outra vantagem de estudar nesse país é o inglês, a língua que a maioria precisa aprender com urgência. Antes de ir, é bom se informar se as notas obtidas lá fora serão aceitas pelas escolas do Brasil.

Curso de língua estrangeira ­ Não há limite de idade. O viajante se inscreve numa escola de idiomas com ou sem a ajuda de empresas especializadas. Muitas escolas providenciam alojamento em casas de família ou em albergues de estudantes, que saem bem mais em conta que hotéis. Nesses cursos tem-se maior liberdade para manter atividades paralelas, como visitar museus, praticar esportes ou passear. Há cursos rápidos, de apenas um mês, que podem ser feitos nas férias, sem prejudicar os estudos no Brasil.


Joana Santos, 16
Seis meses de intercâmbio na Nova Zelândia, em 2002
  "Sempre saí bastante no Brasil e estranhei muito quando pedi para ir a uma festa e ouvi um não como resposta. Tive de pedir ajuda à coordenação do programa para que a família que me hospedava relaxasse um pouco. Depois pude até saltar de bungee jumping e pára-quedas. Numa viagem assim, em dois meses de amizade os colegas já parecem amigos de infância."