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Intercâmbio
Boa
viagem
Cursos
de intercâmbio são uma boa experiência
e ajudam a dar fluência em língua estrangeira
Fotos Claudio Rossi e Arquivo pessoal
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Bruna
Caldoncelli dos Santos, 16 |
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Seis
meses de intercâmbio nos EUA, em 2002 |
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"Fiquei
hospedada com uma família na cidade de Burnsville.
Ajudava a lavar louça, a limpar o banheiro, a fazer
o jantar e até servia de babá dos dois filhos do
casal. Eu nunca tinha feito isso no Brasil. Levei
tudo numa boa, era a minha forma de lhes agradecer.
Afinal, a família era voluntária e não recebeu nada
por isso." |
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Todos
os anos, cerca de 40 000 estudantes brasileiros vão estudar
lá fora, mais da metade deles nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Esse tipo de viagem costuma ser uma bela experiência de vida.
Para a maioria dos alunos, é a primeira oportunidade real
de aprender a se virar longe da família. Eles conhecem pessoas
de outra cultura e, o melhor de tudo, adquirem fluência numa
língua estrangeira. Não há nenhuma complicação
para organizar esse tipo de viagem. Existem 85 empresas especializadas
em enviar estudantes brasileiros para o exterior e duas modalidades
básicas de viagem:
Curso
de intercâmbio
É a melhor opção para quem pretende mergulhar
na cultura de um país. É necessário estar cursando
o ensino médio e ter entre 15 e 18 anos. O ensino na Europa
é mais puxado que no Brasil e o estudante pode ter dificuldade
para acompanhar as aulas. Em geral, os alunos de boas escolas particulares
brasileiras não têm problemas para acompanhar as aulas
nos Estados Unidos. Outra vantagem de estudar nesse país
é o inglês, a língua que a maioria precisa aprender
com urgência. Antes de ir, é bom se informar se as
notas obtidas lá fora serão aceitas pelas escolas
do Brasil.
Curso
de língua estrangeira
Não há limite de idade. O viajante se inscreve numa
escola de idiomas com ou sem a ajuda de empresas especializadas.
Muitas escolas providenciam alojamento em casas de família
ou em albergues de estudantes, que saem bem mais em conta que hotéis.
Nesses cursos tem-se maior liberdade para manter atividades paralelas,
como visitar museus, praticar esportes ou passear. Há cursos
rápidos, de apenas um mês, que podem ser feitos nas
férias, sem prejudicar os estudos no Brasil.
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Joana
Santos, 16 |
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Seis
meses de intercâmbio na Nova Zelândia,
em 2002 |
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"Sempre
saí bastante no Brasil e estranhei muito quando
pedi para ir a uma festa e ouvi um não como resposta.
Tive de pedir ajuda à coordenação do programa para
que a família que me hospedava relaxasse um pouco.
Depois pude até saltar de bungee jumping e pára-quedas.
Numa viagem assim, em dois meses de amizade os colegas
já parecem amigos de infância." |
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