Carta ao leitor
Apresentação: O retrato de uma geração
Entrevista: Alissa Quart
Ponto de vista: Içami Tiba
Ponto de vista: Jairo Bouer
Humor: Luis Fernando Verissimo

Sexo: Eles sabem tudo, mas estão confusos
Gravidez: Quando o bebê vem cedo demais
Religião: Os jovens estão mais místicos
Voluntariado: A nova causa é fazer o bem
Drogas: Por que é tão difícil ficar longe delas
Família: Os filhos adiam a saída da casa dos pais
Blogs: O diário do século XXI é público

Nutrição: As regras da boa alimentação
Moda: Saiba o que garotas e rapazes estão usando neste inverno
Estilo: Os jovens e suas tribos
Tatuagem: Símbolo de rebeldia, ela virou sinal de vaidade
Gente: Famosos contam os vexames de sua juventude
Viagem: Férias legais por preços mais legais ainda
Decoração: Meu quarto, meu castelo
Aventura: A galera que curte adrenalina

Profissão: Como escolher a carreira
Vida escolar: Dicas para ser um estudante melhor
Intercâmbio: Uma experiência para toda a vida

Crescimento: Os jovens brasileiros estão mais altos
Ciência: Médicos explicam o aborrescente
Esporte: É melhor não exagerar

Compras: Eles gastam muito

Computadores: A geração pontocom
 

Tatuagem
A galera ilustrada

A tatuagem já foi sinal de rebeldia. Hoje
é apenas decoração do próprio corpo



Fotos Claudio Rossi
ossi
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MODA
Podem ser flores discretas e até uma escancarada chama em estilo tibetano, de preferência em locais escondidos pela roupa

 

DOS ARQUIVOS DE VEJA
"Borracha na tatuagem"
"Tatoo chique"
"Você ainda vai ter uma"
"Linguagem corporal "
"É proibido permitir"
"Furo radical"
"Dói e pode infeccionar"

Foi-se o tempo em que a tatuagem era símbolo de rebeldia. De tão comum, virou um acessório do corpo. Depois da fase dos desenhos tradicionais de marinheiros, do abstracionismo dos símbolos tribais e dos motivos orientais, com dragões e ideogramas, a moda são os grafismos e a releitura de motivos clássicos, como corações partidos e personagens de história em quadrinhos, sobretudo com efeito de 3D. Discretas, as tatuagens conquistaram a pele de modelos, das patricinhas e dos adolescentes em geral. É claro que o preconceito ainda existe e que o exagero talvez se torne uma dor de cabeça na vida adulta. Em carreiras conservadoras, como medicina e direito, a tatuagem pode ser encarada como desvario ou um perigoso sinal de desleixo, o que não quer dizer que médicos e advogados não possam ter uma. Na hora de escolher o lugar, é só dar preferência a locais do corpo fáceis de esconder com roupa.


Fotos Claudio Rossi
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DISCRETO
Paulo Henrique Comino, 23, de São Paulo, escondeu um ideograma chinês debaixo do braço. "Não corro risco de ser vítima de preconceito", explica

A panturrilha, a parte interna do antebraço e o ombro são as regiões preferidas dos garotos. Já as meninas tatuam mais o tornozelo, a nuca, a virilha e a base da coluna vertebral. Em alguns lugares, como o Estado de São Paulo, é proibida a tatuagem em menores de idade. Ignorar a lei tem seus riscos. Os bons estúdios (locais onde se fazem tatuagens) são limpos e utilizam material descartável, mas costumam seguir a legislação à risca, mantendo menores a distância. Como tatuar virou moda, surgiram muitas arapucas com gente mal preparada trabalhando sem assepsia. Portanto, todo cuidado é pouco. Fazer tatuagem num estúdio qualquer, nem pensar. Não vale a pena correr o risco de sair de lá com alguma doença grave, como Aids ou hepatite B.

Para os arrependidos, a medicina sempre guarda uma segunda chance. Ou quase. Tirar a tatuagem dá trabalho e custa caro. E o resultado nem sempre costuma ser perfeito. O método mais eficaz ainda é o laser. Só que os feixes agem melhor em cores escuras. A cor mais fácil de retirar é o preto, e as mais complicadas são as mais claras e parecidas com o tom da pele, como amarelo, laranja e vermelho. Nesses casos, ainda vale a sentença de que, uma vez feita a tatuagem, é para sempre.

 
Espeto na carne
 
Dulla


Cuidados e riscos no uso do piercing

A intensidade da dor depende de onde se coloca a haste de metal. É mais intensa no nariz e na língua.

Mesmo quando o piercing é aplicado com instrumentos esterilizados, a região da ferida pode infeccionar. O risco é maior no umbigo e na língua.

Marlos Bakker


O atrito da roupa com o piercing colocado no mamilo pode causar infecção.

Locais fáceis de limpar e expostos a ventilação constante têm risco menor de infecção. Exemplos: a sobrancelha e a cartilagem da orelha.