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SEGURANÇA
E DISCIPLINA
Regras
de convivência
Escolas
estabelecem limites para garantir
a
segurança e a disciplina de seus alunos
Fernando Vivas
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| Monitor
de vídeo do Apoio: imagens de todas as dependências da escola
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A preocupação
com a integridade dos estudantes antes e depois das aulas tem levado
as escolas de Salvador a investir na prevenção de
roubos, tráfico de drogas e seqüestros. Na cidade, 94%
dos estabelecimentos não permitem que os alunos do ensino
médio deixem suas dependências durante o turno escolar.
"Mantemos os portões permanentemente fechados", conta Ângela
Paranhos, diretora-geral do Colégio Diplomata, em Patamares.
"Em nossa clientela há filhos de políticos e de artistas,
mas praticamente todos os pais apreciam esse tipo de precaução."
A escola mantém também seguranças uniformizados
na entrada e em cabines, acompanhando toda a movimentação
na rua. Os pais podem aprovar os portões fechados, mas a
medida é impopular entre os adolescentes. "Eles reclamam
muito, mas não abrimos mão", reconhece a diretora.
O
Instituto Social da Bahia (Isba), em Ondina, é uma das exceções
da capital, permitindo a seus alunos a livre circulação
nos intervalos de aula. Mas isso só acontece porque a escola
reforçou a segurança em seu entorno. A instituição
mantém seis vigilantes circulando pelas imediações.
Na hora da saída, eles também supervisionam a movimentação
nos pontos de ônibus. "Com essa medida, conseguimos reduzir
o problema de roubos de tênis, relógios e pequenos
valores, que ocorriam freqüentemente", diz a irmã Maria
Alice Teixeira da Silva, diretora do Isba.
Os
investimentos em segurança começam a se estender também
à instalação de câmeras de vídeo
no ambiente escolar. Em Salvador, 21% dos colégios dispõem
desse tipo de equipamento. O Antônio Vieira colocou câmeras
nas áreas externas e estabeleceu uma ronda a ser feita pelos
próprios funcionários nas vizinhanças de sua
sede, no Garcia. No Apoio, no Corredor da Vitória, as salas
e os corredores são monitorados. Toda a movimentação
da escola pode ser acompanhada por telas de televisão nas
dependências da direção. As imagens são
gravadas e arquivadas. "Além de servir para garantir o patrimônio,
o uso das câmeras também ajuda a resolver conflitos
entre os alunos", afirma José Nilton Carvalho Pereira, diretor
do colégio. "Ao rever as imagens, podemos descobrir, por
exemplo, quem começou uma briga."
Questões
de segurança, como se vê, nem sempre têm relação
apenas com o mundo exterior à escola. Limites precisam ser
estabelecidos também para assegurar uma convivência
saudável e tranqüila entre os estudantes. Uma das práticas
mais comuns na cidade é a adoção do fardamento
obrigatório para todas as séries, encontrado em 96%
dos colégios que responderam à pesquisa VEJA-Ipsos
Marplan. Em alguns estabelecimentos, piercings, brincos e cortes
exóticos de cabelo convivem pacificamente com o uniforme
escolar. É o caso de tradicionais escolas católicas,
como o Salesiano e o Marista. "Se os pais permitem, não sou
eu que vou coibir", afirma Achylles Scapin, diretor do Marista de
Salvador. Em outros, a flexibilidade é menor. "Aqui no Isba,
a exigência com o fardamento é muito rígida",
queixa-se Luana Bastos, aluna da 2ª série do ensino
médio, apontando o item que mais causa reclamações.
"A meia tem de ser lisa, a calça não pode ter nenhum
detalhe." Outra razão de protesto da garotada é o
veto ao namoro mais efusivo, praticado em mais de 60% das escolas
da cidade. "Apesar de me sentir em casa aqui no Vieira, acho que
a disciplina poderia ser menos rigorosa", diz Mariana Almeida, 14
anos, aluna da 8ª série. "Outro dia o auxiliar de disciplina
chamou minha atenção só porque eu estava abraçada
com um amigo."
A
diretora-geral do Diplomata, Ângela Paranhos, destaca que
o importante é que as regras de cada instituição
sejam claras para o aluno e para a família. "Educação
é um processo que exige parceria", diz. Antes da matrícula,
os pais recebem um volume com o projeto político-pedagógico
da instituição. "Assim eles podem decidir se essas
regras são adequadas para suas crianças", complementa
Ângela. O lema do Diplomata, fundado em 1993, diz tudo: "Aqui
nós temos disciplina". No passado, até cabelos longos
e brincos já foram proibidos. A cantina, numa certa época,
vendia apenas lanches naturais. Hoje, as coisas mudaram um pouco.
No pátio há espaço também para máquinas
que vendem salgadinhos e refrigerantes. O colégio, segundo
explica a diretora, reviu sua filosofia e chegou à conclusão
de que consegue mais resultados afagando e informando do que apenas
proibindo. "Mas continuamos exigindo que o estudante assuma plenamente
seu papel, cumprindo os horários, realizando suas tarefas
e respeitando o fardamento", acrescenta.
TOME
NOTA |
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Algumas perguntas simples podem ajudar os pais a saber se
a escola é segura.
Existe
controle do acesso das pessoas que entram e saem do colégio?
Os pais são avisados no mesmo dia em caso de falta?
Há
inspetores nos corredores e nos pátios durante o intervalo?
Há equipe de segurança externa? Colégios
que respondem afirmativamente a essas questões podem
não ser completamente seguros isso não
existe , mas com certeza estão um degrau acima
dos demais.
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