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INSTALAÇÕES
Um novo mundo
na escola
O
desafio agora é levar os professores
a aproveitar todo o potencial oferecido
pelas novas tecnologias
Fernando Vivas
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| Laboratório
do Isba: informática educacional desde 1990 |
A incrível
revolução que as novas tecnologias provocaram em todo
o mundo está cada vez mais presente dentro da escola. Todos
os dias, canetas são substituídas por teclados e mouses
de computador. Os livros, por seu lado, sofrem a concorrência
da internet. Equipamentos que ontem estavam em laboratórios
avançados amanhã podem tornar-se disponíveis
ao lado da sala dos professores. Porém, isoladamente, os
recursos tecnológicos não são uma garantia
de incremento na qualidade de ensino. É preciso que o corpo
docente esteja preparado para utilizá-los. "Nossa maior tarefa
é cativar os professores, fazer com que eles explorem as
muitas possibilidades oferecidas pela tecnologia", diz o gerente
de informática do colégio Módulo, Moises Miranda.
No
laboratório de informática, equipado com datashow
e telão, Moises trabalha junto com os professores das disciplinas
tradicionais para planejar as atividades. Os alunos da 6ª série,
por exemplo, estão produzindo um site sobre a adolescência,
em um projeto interdisciplinar que envolve ciências e português.
Os da 5ª vão montar um CD-ROM sobre meio ambiente. O
intuito do Módulo é multiplicar o uso das novas tecnologias.
"Quando um professor percebe que a informática pode ajudar
efetivamente em seu trabalho, os outros começam a se interessar
também e passam a usar mais o laboratório", afirma
Moises.
No
Instituto Social da Bahia (Isba), a informática educacional
está presente desde 1990. O colégio desenvolveu um
modelo próprio, no qual os alunos aliam o uso das novas tecnologias
ao estudo e à pesquisa nas demais disciplinas. Eles dispõem
de instalações completas, com laboratórios
de ciências, química, física, biologia e informática.
Há ainda salas com computador, datashow e telão. Na
biblioteca, computadores conectados à internet facilitam
todo tipo de pesquisa. "Os trabalhos dos alunos são exibidos
no site da escola", informa a coordenadora Dulcineia Alves. O colégio
procura freqüentemente a assessoria de profissionais especializados
para ajudar os professores a utilizar todos os recursos tecnológicos
em sua plenitude.
O
uso intensivo da tecnologia também é um dos diferenciais
do Colégio Diplomata, em Patamares. Nessa escola, procura-se
dar uso cotidiano aos novos equipamentos. "A informática
não é uma aula à parte", explica a coordenadora
Gabriela Romero. "É utilizada dentro da programação
de cada disciplina, como mais uma ferramenta de aprendizagem." Os
alunos contam com três laboratórios de informática,
e as salas são equipadas com TV a cabo. Mas a infra-estrutura
das boas escolas não se mede apenas pelos equipamentos eletrônicos.
A exemplo do Módulo e do Isba, o Diplomata também
tem um teatro com capacidade para receber espetáculos comerciais.
Dentro da escola há ainda um centro de idiomas, que oferece
aulas de inglês e espanhol abertas ao público em geral.
No
projeto Aprender Fazendo, idealizado pelo professor de química
José Lima, do colégio Antônio Vieira, tem-se
um bom exemplo de como unir equipamento, trabalho social e aprendizado.
Lançando mão de quatro disciplinas matemática,
química, biologia e ciências , os alunos do ensino
médio vão utilizar o laboratório escolar para
produzir artigos de higiene e limpeza. Depois, sabonetes, desodorantes,
detergentes, xampus e desinfetantes, entre outros itens, serão
vendidos pela escola. O dinheiro arrecadado será destinado
às entidades beneficentes com as quais o colégio contribui.
Essa dose de realidade no currículo da escola dá forte
motivação aos alunos na hora de realizar seus projetos.
"No ano passado, a feira de ciências do Antônio Vieira
teve 200 trabalhos inscritos", recorda José Lima.
TOME
NOTA |
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É ótimo estudar em um colégio com piscinas
aquecidas, ginásios cobertos
e laboratórios de
ciências e informática equipados com microscópios
e computadores de última geração. Mas
não deixe que isso se torne o fator decisivo na escolha.
Em educação, apesar de todas as inovações
tecnológicas, o mais importante ainda são
as
pessoas. A infra-estrutura precisa estar a serviço
da aprendizagem, e não servir apenas como instrumento
de
marketing.
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