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RANKING
Acima da média
Os
melhores colégios de Salvador têm
algo em comum: a qualidade dos professores
Fernando Vivas
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| Alunos
do Apoio visitam o Pelourinho: aulas fora da escola |
A pesquisa
VEJA-Ipsos Marplan comprova uma tese bastante simples: o que faz
a diferença entre uma escola boa e uma mediana são
os professores. Apesar da introdução de novas tecnologias
e das instalações cada vez mais sofisticadas que deixam
alguns colégios com ares de clube, o sucesso ou o fracasso
de um projeto pedagógico depende fundamentalmente da interação
entre professor e aluno dentro da sala de aula. "Uma equipe coesa,
que compartilha o mesmo projeto pedagógico, é determinante
para a qualidade de ensino. É fundamental também investir
na formação permanente dos docentes", afirma Maria
Helena Guimarães, secretária-executiva do Ministério
da Educação.
Entre
as melhores escolas de Salvador existem instituições
com os mais variados perfis. Religiosas, laicas, grandes, pequenas,
conservadoras, liberais. Algumas se preocupam em engajar as crianças
e os adolescentes em trabalhos sociais. Outras oferecem um grande
número de atividades esportivas. Tão diferentes entre
si, essas escolas têm em comum professores bem remunerados
e estáveis, que se reúnem freqüentemente para
avaliar e planejar as aulas e recebem para isso. Nessas instituições,
há mais profissionais que trabalham em regime de exclusividade
e maior ocorrência de mestres e doutores. Mas tudo isso ainda
não é o suficiente. É preciso que o corpo docente
tenha uma estrutura adequada para dar sustentação
do lado de fora da sala de aula. Um bom número de coordenadores,
cursos para que possam utilizar a informática como instrumento
efetivo de aprendizagem, palestras com especialistas para aprimorar
métodos pedagógicos. Todos esses itens, em menor ou
maior grau, foram encontrados pela pesquisa VEJA-Ipsos Marplan nesses
colégios.
Fernando Vivas
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| Biblioteca
do Anglo Brasileiro: incentivo à pesquisa desde a educação infantil
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Ao
final do levantamento, o Alfred Nobel foi o campeão nos ensinos
fundamental e médio. É importante ressaltar que existem
várias escolas tão boas ou quase tão boas quanto
a primeira colocada. A diferença no desempenho das melhores
não foi grande. As dez primeiras alcançaram mais de
65 pontos dos 100 possíveis. Todas elas atingiram um patamar
de excelência que as coloca em posição de superioridade
entre os 140 estabelecimentos de ensino que responderam ao questionário.
Qual será então a melhor escolha para seus filhos?
Diante de tantas possibilidades, isso não depende da classificação
final desta edição, mas sim das opções
e exigências dos pais, que podem preferir uma orientação
mais ou menos liberal, religiosa ou não, e levar em conta,
sobretudo, a localização algo importantíssimo
na hora de decidir onde matricular o filho (veja
reportagem). As escolas mais bem colocadas nos rankings
da pesquisa VEJA-Ipsos Marplan, além de possuírem
ótimos professores e dar condições para que
eles possam desenvolver seu trabalho, mantêm uma grade curricular
equilibrada, com bom número de atividades artísticas
e esportivas, utilizando vários instrumentos para a avaliação
de estudantes e professores e respeitando um limite adequado de
alunos por sala, o que permite o acompanhamento personalizado de
cada criança ou adolescente. Dispõem de laboratórios,
quadras e ginásios esportivos, computadores, bibliotecas
e demais equipamentos necessários para que o corpo docente
possa atingir o máximo de eficiência. Para completar,
mantêm ainda bons canais de comunicação com
os pais.
Não
é suficiente, porém, que seu filho esteja matriculado
em um ótimo colégio e se sinta feliz lá dentro.
Estudar seja em uma escola de primeira linha, seja em outra
mais modesta exige esforço, disciplina e motivação.
Adotado por nove em cada dez colégios, o construtivismo prega
que o conhecimento precisa ser construído pelo aluno. Segundo
essa teoria, o professor deve auxiliar nesse processo, fazendo com
que a criança tenha capacidade e espírito crítico
para filtrar um número cada vez maior de informações
a que está exposta. Ou seja, o papel da escola é preparar
para a vida, e não apenas transmitir conhecimento. Lembre-se
de que, muitas vezes, os benefícios propiciados pela instituição
só serão percebidos muitos anos depois de o aluno
deixar as carteiras escolares.
Fernando Vivas
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| Pátio
do Salesiano: 102 anos de tradição |
Em
outras palavras, o colégio não deve fazer média
com o aluno e o fato de um professor ser querido pela turma não
significa necessariamente que ele seja bom, embora essa empatia
seja um fator importante para criar um clima emocional positivo
entre o mestre e o aprendiz.
Além
de originarem o ranking das melhores, as 72 questões da pesquisa
permitiram que se produzisse uma radiografia inédita da rede
particular de Salvador. Mais do que amostragem, é quase um
recenseamento. Afinal, nos 140 colégios que participaram
do levantamento, há 60 205 alunos, quase 70% do total de
estudantes dos ensinos fundamental e médio nas escolas particulares
da cidade. Esses resultados o leitor poderá conferir nos
flagrantes da pesquisa, apresentados em forma de gráficos
e tabelas nas reportagens desta edição.
TOME
NOTA |
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As escolas desta lista não são necessariamente
as mais indicadas a seu filho. É sabido que não
existe o colégio ideal para todos os tipos de aluno.
Uma
família que valoriza a solidariedade não deve
optar por uma escola em que a competição seja
a tônica. Por isso, escolha uma instituição
que pregue valores parecidos com aqueles que você deseja
incutir em seus filhos.
E
não esqueça: é primordial que eles gostem
do colégio.
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