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Edição Especial . 18 de setembro de 2002
 
CARTA AO LEITOR
APRESENTAÇÃO
CRITÉRIOS
RANKING
QUANTO VALE
UM RANKING
COLÉGIO ALFRED
NOBEL
AS SURPRESAS
PROFESSORES
INSTALAÇÕES
ESPORTE
ESCOLAS BILÍNGÜES
SEGURANÇA E DISCIPLINA
TRANSPORTE
TRABALHO SOCIAL
MÉTODOS PEDAGÓGICOS
FICHÁRIO
   

APRESENTAÇÃO

A seleção das melhores

Questionário elaborado com a
orientação de mais de 100
especialistas definiu o ranking


Fernando Vivas
Laboratório de biologia do Isba: infra-estrutura possibilita aulas práticas

Escolher a escola do filho envolve um trabalho de investigação profundo, para o qual esta edição especial pode ser de grande valia. As informações aqui contidas fornecem parâmetros objetivos para que se possa medir a eficiência de uma escola. O projeto, porém, não tem a pretensão de substituir os pais na tarefa de resolver onde matricular o filho.

Antes de tomar qualquer decisão, é imprescindível conhecer bem o local e as pessoas a quem se vai entregar a educação do filho. Ao procurar uma escola, tenha uma boa conversa com o diretor. Verifique há quanto tempo os professores e os coordenadores trabalham no colégio, pois uma rotatividade muito grande pode indicar fragilidade do projeto pedagógico. Visite o local num dia de aula, converse com os alunos e observe se eles gostam do colégio. Ouça o vigia, o zelador, pessoas que podem revelar detalhes sobre o dia-a-dia do estabelecimento. Leve em consideração também o perfil financeiro das crianças que ali estudam. Não costuma ser produtivo matricular o filho numa instituição muito cara se os pais não conseguem pagar as atividades extracurriculares. A frustração, sobretudo para um adolescente, pode ser grande.

Observe ainda o espaço físico, o número de alunos em cada sala de aula e as instalações. Mas não supervalorize esse último item. É ótimo estudar em um colégio com piscinas, ginásios cobertos e um belo auditório, mas isso não deve ser o fator decisivo na escolha. Em educação, apesar de todas as inovações tecnológicas, o mais importante ainda são os professores.

Para elaborar o questionário que selecionou as dez melhores escolas particulares de ensino fundamental e as dez de ensino médio de Salvador, VEJA entrevistou mais de 100 autoridades no campo da educação, entre diretores de escola, professores universitários, técnicos do Ministério da Educação, psicólogos e psicopedagogos. Foram procurados os melhores profissionais do Brasil. Perguntou-se a cada um deles quais são as características comuns das boas escolas. O resultado desse esforço foi um modelo de questionário com 72 perguntas – das quais trinta valiam pontos para o ranking – versando sobre corpo docente, pedagogia, instalações, segurança e disciplina e relações com os pais. Conheça os principais critérios empregados no trabalho.

1. As listas do ensino fundamental e do ensino médio concentraram-se apenas nas escolas privadas que oferecem ciclos completos. Há mais de 569 colégios particulares em Salvador. Alguns oferecem apenas a educação infantil; outros, até a 4ª série do ensino fundamental. Entre todos, 171 têm o ensino fundamental completo, o ensino médio até o último ano ou ambos. Esses são não apenas os maiores estabelecimentos, mas também os mais concorridos. Esse foi o grupo analisado por VEJA.

2. Escolas bilíngües ficaram de fora. Pelo fato de tais escolas possuírem características muito particulares, os especialistas recomendaram que elas não fossem incluídas na comparação com as demais (leia reportagem sobre esse tema na pág. 52)

3. O questionário que sustenta o ranking é abrangente. Por orientação dos profissionais ouvidos por VEJA, foram elaboradas 72 questões, a maioria delas altamente técnica. Sobre os professores, por exemplo, foi perguntado a cada escola: "Qual é o porcentual do corpo docente que trabalha exclusivamente na escola?", "Com que freqüência eles se reúnem?", "Os professores têm acesso a jornais e revistas?". Sobre aspectos pedagógicos, procurou-se saber, entre outras coisas, quantos idiomas são ensinados, quantas aulas de línguas são ministradas por semana e qual é o limite de estudantes por classe.

4. Não se discutiu orientação pedagógica. Por recomendação dos especialistas, a pesquisa não se preocupou em analisar se a escola é liberal ou conservadora do ponto de vista pedagógico. Motivo: não há nenhuma relação comprovada entre essa orientação e qualidade de ensino.

5. Contratou-se um conceituado instituto de pesquisa. Dadas a ambição e a responsabilidade do projeto, VEJA contratou o renomado instituto de pesquisas Ipsos-Marplan para realizar o trabalho de campo e o processamento dos dados obtidos nas escolas.

Nas próximas páginas, você conhecerá o ranking, o perfil das melhores escolas de Salvador e as reportagens especiais sobre o assunto. Aproveite. A matrícula dos filhos na escola não comporta amadorismos. É ela que vai influenciar toda a vida deles.

     
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