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TRABALHO
SOCIAL
Lição
do voluntariado
Ações
filantrópicas mostram aos alunos
que
é possível transformar a realidade
Fotos E. Queiroga/Lumiar
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| Alunos
do Marista São Luís visitam asilo: incentivo à consciência social
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Mostrar
a crianças e adolescentes das classes média e alta
a realidade de comunidades carentes e incentivá-los a atuar
para tentar transformar essa condição. Para cumprir
esse objetivo, o Colégio Marista São Luís desenvolve
atualmente cinco projetos de solidariedade. Os alunos da 5ª
série trabalham com crianças carentes da Organização
de Auxílio Fraterno. Depois de uma preparação
realizada na escola, os garotos visitam a entidade, levantam as
necessidades mais urgentes e elaboram um plano de ação
para obter os recursos necessários. Com apresentações
de dança, teatro e música, os estudantes da 6ª
série procuram mudar a rotina das 72 idosas do Abrigo Padre
Venâncio. Os da 8ª visitam pacientes do Hospital do Câncer
e do Instituto Materno Infantil de Pernambuco. "No fim de cada atividade,
fazemos uma avaliação dos resultados e refletimos
sobre o que foi aprendido", diz a professora de formação
religiosa Maria do Socorro Aguiar.
Outra iniciativa da escola foi a Feira do Voluntariado, realizada
em abril. Foram montados estandes nos quais eram apresentados os
trabalhos feitos com cada uma das entidades assistidas. Depois de
visitar a feira, os interessados podiam se inscrever e se engajar
no trabalho com que mais se identificassem. O Marista São
Luís mantém ainda um curso noturno gratuito para 200
alunos na própria sede da escola. "O colégio incentiva
em seus alunos, de uma maneira muito clara, a consciência
social", diz o ex-aluno Joaquim Pessoa Pinto. Formado em engenharia
eletrônica, ele faz parte de um grupo de trinta ex-alunos
que atuam com crianças carentes da creche Casa da Tia Lia.
Pagam funcionários, dão assistência médica
e psicológica e arrecadam alimentos. "No Marista São
Luís aprendemos a não ficar passivos diante da situação
dos menos favorecidos", afirma.
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| Aula
de reforço escolar para crianças carentes: um
dos projetos do Colégio Equipe |
Fundado
por freiras em 1896, o Colégio das Damas da Instrução
Cristã já nasceu com uma forte preocupação
social. Atualmente, o Damas mantém dois colégios gratuitos
-- um de educação infantil e outro para a alfabetização
de jovens e adultos. Em 2002, mais de 800 pessoas já foram
atendidas. Paralelamente, a escola incentiva seus alunos a conhecer
outras realidades da região metropolitana do Recife. Crianças
e adolescentes convivem com mães, crianças e idosos
carentes e são motivados a realizar campanhas de arrecadação
de leite, enxovais, cestas básicas e roupas. Na primeira
etapa, os alunos fazem um levantamento das carências da entidade
a ser auxiliada. Depois, catalogam os dados e começam um
trabalho de arrecadação de todos os itens necessários.
Na Olimpíada Cultural, que ocorre anualmente, uma das atividades
da competição é a arrecadação
de alimentos e roupas para as entidades com as quais a escola trabalha.
A preocupação em ajudar o próximo se estende
também às pessoas que atuam no colégio. A taxa
paga pelos alunos para participar dos jogos esportivos internos
é revertida para a compra de casas para os funcionários
mais necessitados. A iniciativa já beneficiou treze famílias.
No Salesiano Sagrado Coração, alunos do ensino médio
organizam atividades esportivas e de recreação para
meninos de comunidades carentes nas tardes de sábado. Os
voluntários também promovem palestras e formam grupos
de catequese.
O trabalho social não está restrito aos colégios
religiosos. Instituições leigas descobriram a importância
de incentivar os alunos a se envolver nessas questões. No
Colégio Equipe, por exemplo, são desenvolvidas atividades
recreativas para crianças carentes todas as sextas-feiras.
Atualmente são atendidos 78 meninos e meninas entre 4 e 13
anos. "Os alunos da 8ª série e dos dois primeiros anos
do ensino médio participam como monitores e organizam o lanche
da garotada", conta Valdo Luciano de Freitas, o "Nino", coordenador
de disciplina do colégio e organizador do grupo de jovens.
Aline Motta Guedes, da 8ª série, trabalha com um grupo
de meninas de 8 a 14 anos. "Estou dando aula de dança popular.
Elas são bastante agitadas, mas nos entendemos bem", diz
a estudante. "É muito bom poder conhecer uma outra realidade
e ajudar o próximo." Outro projeto do Equipe visa a dar reforço
escolar a garotos da comunidade de Mangueira da Torre, vizinha ao
colégio.
O Instituto Capibaribe, que teve como primeiro diretor o educador
Paulo Freire, procura fazer com que seus alunos interfiram na realidade
da cidade de forma bastante ambiciosa. No projeto Ponte a Ponte,
os estudantes se mobilizaram para tentar reverter a degradação
das margens do Rio Capibaribe, símbolo do Recife. Após
um levantamento da situação, com mapas e fotos das
fontes de poluição, os alunos fizeram uma proposta
de recuperação ambiental. O projeto envolveu praticamente
todas as disciplinas. Finalmente, voltaram a campo para conscientizar
moradores, empresários e autoridades. Até uma passeata
em defesa do rio foi organizada por eles. Neste ano, os alunos do
Instituto Capibaribe fizeram um trabalho sobre a dengue. Depois
de estudar as causas da doença, produziram e distribuíram
à população panfletos explicando como evitar
a proliferação do mosquito transmissor da doença.
"Incentivamos nossos alunos a participar de movimentos sociais e
a interferir na vida da comunidade", afirma a diretora Monica Antunes
Melo.
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