Amadurecimen-
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O que esperar do seu filho


Gestação: A alegria e a angústia da gravidez
 
 
Exames: Para não exagerar no pré-natal

Parto: Análise dos serviços extras das maternidades

Dieta: Saiba o que 8 mulheres fizeram para voltar à forma
  Memórias da infância: Que trabalho eu dava para comer... (exclusivo on-line)

Novidades: Os produtos que dão mais conforto e segurança ao seu filho

Leite materno: As razões de quem não amamenta

Alimentação: Uma pirâmide para orientar a dieta das crianças

Alergia: Conselhos para evitá-la

Sono: O que fazer (e o que não fazer) para ajudar seu filho a dormir

Moda: Roupas para grávidas

Moda: O que vestir nas crianças
  Casamento: Quando há respeito não importa a estrutura familiar

Meninos e meninas: A diferença entre os sexos

Agenda: Como não sobrecarregar a criançada com cursos extras

Memórias da infância: Quase matei meus pais de vergonha quando... (exclusivo on-line)

Disciplina: Perguntas freqüentes e suas respostas

Escola: Dicas para escolher bem

Orçamento: Quanto custam os primeiros anos de seu filho
  Presentes: Uma lista dos brinquedos

Vídeo: Um lançamento que diverte e educa

Aniversário: Sete sugestões de festas para as crianças

Fotografia: Cuidados para fotografar os pequenos

Televisão: Os programas infantis estão melhores

Teste: Identifique as personalidades quando eram crianças
 

TELEVISÃO
A telinha está mais infantil

Os programas acabaram com o apelo
à sensualidade.
Já não era sem tempo


Bruno Leuzinger


Fernando Seixas
Xuxa ontem: decote e revólveres na mão


O
bserve a fotografia ao lado, tirada no tempo em que Xuxa tinha um programa infantil apresentado pela Rede Manchete, em meados dos anos 80. Note o decote até o cinto, as pernas expostas, também até o cinto, e os dois revólveres que segura na mão esquerda. Agora desvie o olhar para a foto abaixo de Xuxa, tirada recentemente em seu programa infantil transmitido pela Rede Globo. O decote desapareceu, as pernas estão cobertas e nas mãos nada de arma. A apresentadora segura um livro. No tempo em que apresentava o programa da Manchete, Xuxa era criticada porque aparecia seminua na telinha. Vários artigos foram escritos sobre como a TV explorava a sexualidade justamente naquela faixa da programação que deveria ser educativa. Essa discussão perdeu força porque todas as apresentadoras estão se vestindo de forma mais recatada e reorientando os programas. Atualmente, Xuxa é criticada pela razão oposta. Seu programa é considerado infantil demais. A sensualidade que havia contaminado todas as seguidoras de Xuxa sumiu do ar. Já não era sem tempo.

 

Divulgação/TV Globo
Xuxa hoje: roupa fechada e livro na mão

A mudança faz com que os pais possam ficar um pouco mais descansados quando deixam o filho diante da TV, pelo menos naquela faixa de horário nitidamente infantil. No que diz respeito ao sexo, o assunto parece estar sendo superado. Uma das razões para a melhoria foi a expansão da TV a cabo, que dedica vários canais exclusivos à programação infantil. As crianças são o maior público do cabo. Hoje, cerca de 3,5 milhões de residências brasileiras têm assinatura. Há dez anos, eram apenas 400 000. A garotada dispõe de seis canais inteiramente dedicados a ela, todos em português, no ar 24 horas por dia. O Cartoon Network e o Nickelodeon estão entre os campeões de audiência. No ano passado, o Cartoon foi o canal mais visto da TV por assinatura, com o índice de 12,6%. O Nickelodeon ficou em nono lugar, com 8,2%. "A competitividade serviu para elevar o nível dos programas", diz Flávio Rocha, diretor de programação da Rede Globo.

Os críticos agora voltam suas baterias contra outro problema visível na televisão: a violência. Desenhos como Dragon Ball Z apregoam lutas bárbaras do começo ao fim. O protagonista de Dragon Ball, Goku, resolve tudo no braço. Não é difícil ver o herói socando seus oponentes até sair sangue. Presenciar cenas de violência não é uma forma saudável de entretenimento, mas seria hipocrisia dizer que Dragon Ball é mais violento que Ultraseven e Ultraman, cujos heróis arrancavam olhos e braços dos inimigos, depois de ter destruído Tóquio inteira. A questão central é que os críticos exigem das emissoras que reduzam a exibição de cenas fortes, mas essa missão cabe aos pais. São eles que controlam o botão liga-desliga do controle remoto. Se o desenho está pesado demais, troquem de canal. Melhor ainda, o pai pode desligar a televisão e ir brincar com seu filho. Como é mais confortável deixar a criançada diante da tela, em vez de agir os pais reclamam. Criticam a TV em vez de a si mesmos.

 
 
 
 
 
 
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