Amadurecimen-
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O que esperar do seu filho


Gestação: A alegria e a angústia da gravidez
 
 
Exames: Para não exagerar no pré-natal

Parto: Análise dos serviços extras das maternidades

Dieta: Saiba o que 8 mulheres fizeram para voltar à forma
  Memórias da infância: Que trabalho eu dava para comer... (exclusivo on-line)

Novidades: Os produtos que dão mais conforto e segurança ao seu filho

Leite materno: As razões de quem não amamenta

Alimentação: Uma pirâmide para orientar a dieta das crianças

Alergia: Conselhos para evitá-la

Sono: O que fazer (e o que não fazer) para ajudar seu filho a dormir

Moda: Roupas para grávidas

Moda: O que vestir nas crianças
  Casamento: Quando há respeito não importa a estrutura familiar

Meninos e meninas: A diferença entre os sexos

Agenda: Como não sobrecarregar a criançada com cursos extras

Memórias da infância: Quase matei meus pais de vergonha quando... (exclusivo on-line)

Disciplina: Perguntas freqüentes e suas respostas

Escola: Dicas para escolher bem

Orçamento: Quanto custam os primeiros anos de seu filho
  Presentes: Uma lista dos brinquedos

Vídeo: Um lançamento que diverte e educa

Aniversário: Sete sugestões de festas para as crianças

Fotografia: Cuidados para fotografar os pequenos

Televisão: Os programas infantis estão melhores

Teste: Identifique as personalidades quando eram crianças
 

GESTAÇÃO
A mágica da gravidez

A gestação consegue fazer com que
mulheres jovens e maduras vivenciem
as mesmas angústias e alegrias


Angela Ribeiro

 
Pedro Rubens
Elizana Darre de Oliveira e Carmem Silvia Dardé
(clique nos nomes para ver detalhes)

Em geral, é mais difícil estabelecer as causas de um determinado comportamento humano do que estudar seus efeitos. Isso acontece na medicina, quando se toma contato com uma doença nova, ou nas ciências sociais, quando se tenta compreender problemas como a violência urbana, por exemplo. Raramente ocorre o contrário, ou seja, dificilmente aparece um fenômeno cujas causas são compreendidas mais rapidamente e de forma mais profunda do que suas conseqüências. É o caso da chamada "gravidez tardia". No fim dos anos 80, menos de um terço das mulheres engravidava depois de completar 30 anos. Atualmente, os números mudaram. Mais de 40% delas já vivenciam a experiência de ser mãe numa idade em que, décadas atrás, estariam se preparando para ser avós.

Ao analisar o fenômeno, os estudiosos listaram as causas com alguma facilidade. Há motivações individuais, já que se tornar mãe há muito deixou de ser uma imposição social, efeito colateral de uma sociedade machista. As mulheres não são mais vistas com estranhamento quando assumem a gravidez tardia – ou simplesmente resolvem não ter filhos. Há as motivações econômicas, pois a vontade de trabalhar e de construir carreira fez com que as mulheres adiassem a maternidade ao máximo. Uma pesquisa recente conduzida na Universidade Harvard mostra que nas grandes companhias dos Estados Unidos 60% dos cargos de chefia já são ocupados por mulheres. Desse grupo feminino, mais da metade não tem filhos. Há ainda razões de natureza científica. A medicina avançou muito para contornar uma estatística perversa ligada às chances de uma mulher mais velha engravidar. Na faixa dos 35 anos, a chance de ser fecundada naturalmente durante uma única relação é de 15%. Aos 40, esse número cai para 5%. Também trabalhou bem para contornar o aumento dos índices de malformações fetais, abortos espontâneos e outras complicações mais freqüentes quando a gravidez ocorre perto dos 40 anos.

Mais complexo é compreender como a idade em que as mulheres decidem ter filhos interfere na forma como reagem à gestação e na maneira como criam os filhos. Não se conhece nenhum estudo definitivo a respeito do assunto. Aos 20 anos, a mulher está interessada em namorar, em estudar, em fazer estágio. Aos 40 anos, ela experimentou alguns relacionamentos afetivos, tem uma carreira consolidada e, ainda que não admita, já pensa no que fazer na velhice. Os sonhos, projetos e ambições são completamente diferentes. Na gravidez, essa diferença desaparece. A presença do óvulo fecundado no útero reduz o abismo etário e as torna iguais, parceiras das mesmas dúvidas, desejos e emoções. Parece que a mulher mais nova amadureceu e a mulher de idade mais avançada rejuvenesceu. Seja qual for a idade da gestante, ela vai experimentar, juntamente com a alegria de ver a barriga crescer, a insegurança de ser responsável por uma nova vida. Após o nascimento, o fator etário se reapresenta e a observação sugere que as mães novas e as mais velhas voltam a manter dúvidas e angústias de natureza diferente em relação ao bebê. As mais novas alimentam dúvidas práticas, objetivas, sobre como dar banho no bebê ou como segurá-lo no colo. As mais velhas estão interessadas em questões de longo prazo, como a formação do filho. Como se vê, os nove meses da gravidez fazem com que as mulheres fiquem realmente muito parecidas, independentemente de ter 20 ou 40 anos. Parece mágica.

 
 
 
 
 
 
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