Amadurecimen-
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O que esperar do seu filho


Gestação: A alegria e a angústia da gravidez
 
 
Exames: Para não exagerar no pré-natal

Parto: Análise dos serviços extras das maternidades

Dieta: Saiba o que 8 mulheres fizeram para voltar à forma
  Memórias da infância: Que trabalho eu dava para comer... (exclusivo on-line)

Novidades: Os produtos que dão mais conforto e segurança ao seu filho

Leite materno: As razões de quem não amamenta

Alimentação: Uma pirâmide para orientar a dieta das crianças

Alergia: Conselhos para evitá-la

Sono: O que fazer (e o que não fazer) para ajudar seu filho a dormir

Moda: Roupas para grávidas

Moda: O que vestir nas crianças
  Casamento: Quando há respeito não importa a estrutura familiar

Meninos e meninas: A diferença entre os sexos

Agenda: Como não sobrecarregar a criançada com cursos extras

Memórias da infância: Quase matei meus pais de vergonha quando... (exclusivo on-line)

Disciplina: Perguntas freqüentes e suas respostas

Escola: Dicas para escolher bem

Orçamento: Quanto custam os primeiros anos de seu filho
  Presentes: Uma lista dos brinquedos

Vídeo: Um lançamento que diverte e educa

Aniversário: Sete sugestões de festas para as crianças

Fotografia: Cuidados para fotografar os pequenos

Televisão: Os programas infantis estão melhores

Teste: Identifique as personalidades quando eram crianças
 

Entre o limite e a liberdade

Criar os filhos não tem nada a ver com
a imposição de regras inflexíveis nem
com curvar-se diante de um reizinho

A ciência ampliou o conforto na gravidez, graças aos exames que analisam com qualidade jamais vista o avanço da gestação e também detectam a ocorrência de uma lista razoável de síndromes. A medicina aumentou a tranqüilidade na primeira infância, pois diversas doenças terríveis do passado foram eliminadas com a descoberta de novas vacinas. E a escola passou a dividir de forma mais intensa com os pais a tarefa de estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional nas crianças. Tais contribuições (confira-as em reportagens desta edição) dão mais segurança ao pai e à mãe no processo de criação dos filhos. Há, no entanto, um desafio que os pais precisam enfrentar sem tanto apoio externo. Trata-se de supervisionar e interferir no desenvolvimento integral da criança de forma a transformá-la num adulto responsável, psicologicamente equilibrado, generoso, criativo, feliz. A criança deve aprender a ser tão segura que encare o mundo sem temor, mas não tão auto-suficiente a ponto de imaginar que o mundo foi criado apenas para apoiar seus pés.

Não se assuste. A idéia não é propor aos pais que debatam temas complexos e abstratos com seus bebês de colo nem com seus garotos de 1, 3 ou 5 anos. Todos esses valores morais serão desenvolvidos ao longo dos anos de maneira simples – por meio dos bons exemplos. E o primeiro deles está ligado à adoção de limites claros. Criação não é condicionamento nem adestramento, mas já no primeiro mês o bebê deve saber que existe hora certa para fazer suas refeições e dormir. Quando isso não acontece, surgem problemas, às vezes graves, pois uma manifestação básica da irresponsabilidade do adulto é não chegar aos compromissos na hora certa. O embate dos pais para fazer a criança comer e dormir na hora certa é tema de reportagem desta edição especial. Outro limite que os pequenos devem conhecer bem cedo é que maternidade não rima com escravidão. Mesmo durante o período de licença, a mãe tem o direito de cuidar de sua vida pessoal, de sair com amigos. Mas ela faz isso muito pouco. Seja por falta de tempo, seja porque se sente obrigada a estar 24 horas por dia à disposição. Pois saiba que seu filho interpreta a pronta aparição no quarto diante do primeiro choro não como um gesto de doação, mas como uma obrigação. Nesta revista, você vai conhecer o caso de oito mulheres que, sem se descuidar do bebê, se preocuparam com a própria individualidade, investindo em ginástica e em dieta para voltar à forma e recuperar a auto-estima pós-parto.

Estabelecer limites é vital, mas a maneira de fazê-lo é fundamental. Diz-se que o trabalho de criação dos filhos é um jogo cujas regras estão em constante mutação. Mudam até no meio da partida. E quem muda as regras? O pai e a mãe. Parece uma característica própria do processo, mas é um defeito que está por trás de uma série de conflitos. Não é adequado fechar um compromisso com a criança e depois não cumprir. Também não tem sentido proibir que seu filho faça algo que estava autorizado a fazer até quinze dias atrás. Limites não podem ser estabelecidos caso a caso, de forma errática, sem se guiarem por uma lógica. Os pais em geral não adotam essa postura por maldade, mas por desinformação. Nesta edição, há um reportagem dedicada às principais dúvidas dos adultos sobre criação.

A literatura especializada em orientar a educação dos filhos está completando cinqüenta anos. Nesse período, mudou o papel da mulher no mundo e mudou também a família, antes definida como uma unidade celular formada por pai, mãe e seus filhos. Atualmente, surgiram as famílias-mosaico, nas quais as relações de parentesco são definidas não apenas por laços sanguíneos. (O surgimento dessa nova família é também assunto de uma reportagem desta revista). Tais transformações interferiram de forma profunda no convívio com as crianças. A mulher que trabalha fora e os pais separados acabam tendo menos tempo para as crianças. Não só é preciso trocar quantidade por qualidade como é fundamental dialogar cada vez mais. Os pais já estão descobrindo que não há modelos rígidos de educação. Há regras básicas e uma incontável possibilidade de variações em torno delas. Esta edição fala disso tudo: das verdades essenciais e das adaptações que os pais podem fazer de acordo com suas inclinações e seu estilo de vida.

 
 
 
 
 
 
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