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Veja
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Boa
bebida, gente inquieta, comidinhas, música e muita conversa
fiada. É mais ou menos essa a receita comum entre os muitos
bares espalhados por todo o Recife. Mas basta visitar alguns deles
para perceber que existem infinitas formas de combinar esses elementos.
É justamente isso que dá personalidade a cada lugar.
Os resultados vão desde um efervescente botecão lotado
e ruidoso até um cantinho charmoso e tranqüilo aonde
se deve ir bem acompanhado, de locais só freqüentados
por determinadas turmas a espaços ecléticos onde se
celebra tudo o que possa valer um brinde...
No Recife tem tudo isso e muito mais. O melhor da cidade 2000-2001
traz 105 dicas de bares quinze a mais que na edição
anterior. Três desses novatos foram eleitos campeões
entre as dez categorias destacadas pelo júri de VEJA. O Alcatraz
foi escolhido como o melhor para dançar. Desbancando o Biruta,
vencedor do ano passado, o Uruguay Club é o melhor para ir
a dois. O terceiro dessa leva é o Boteco, um fenômeno
de público onde se bebe o melhor chope da cidade. O Dowtown
Pub conquistou dois destaques de uma só vez: é o melhor
lugar para paquerar e, pelo segundo ano consecutivo, o que oferece
a melhor música ao vivo. Merecem destaque ainda dois bicampeões:
o Bar da Fava, reconduzido ao pódio na categoria boteco,
e o Pina de Copacabana (fim de noite/boemia). A eleição
mostra também que ocorreram mudanças na noite. Até
1999, a maioria das casas se concentrava no eixo Recife AntigoCentro.
Agora, vê-se uma tendência à descentralização.
Mas, seja lá em que bairro for, o recifense que gosta de
barzinhos não pode reclamar da falta de opções.
Basta conferir as dicas desta seção e escolher aonde
quer ir hoje à noite.
BONS
E BARATOS
As
Galerias, Avenida
Marquês de Olinda, 58, Recife Antigo,
224-2362. 6h/0h (seg. a sáb.) e 15h/22h (dom.). T.: todos.
O maltado mais famoso da cidade nasceu em abril de 1928. A bebida
é preparada com uma mistura de sorvete, malte e leite, em
três sabores: baunilha, morango e chocolate (R$ 2,00, o copo
de 300 ml). Para acompanhar, bolinho de amendoim (R$ 0,80). Fotos
antigas do Recife cobrem as paredes. Como uma galeria, o bar tem
duas portas: uma na Avenida Marquês de Olinda e outra na Rio
Branco. Daí o nome. $
Gambrinus,
Avenida
Marquês de Olinda, 263, Recife Antigo,
224-0466. 8h/19h. T.: T.
Inaugurado em agosto de 1930, é considerado o bar mais antigo
da cidade. Fica na zona portuária e é freqüentado
por boêmios. Experimente a canja de galinha (R$ 1,00) e o
filé à Gambrinus com arroz, feijão,
macarrão e verduras (R$ 10,00), uma refeição
completa e barata, suficiente para duas pessoas. $
A
Porteira, Rua
Dr. José Maria, 896, Rosarinho,
9959-1485. 17h/3h (dom. a qua.) e 17h/5h (qui. a sáb.). T.:
C, T, TA, V e VA.
O forte aqui são carnes na brasa. Peça a maminha com
molho verde, farofa e cebola na brasa (R$ 6,90). Enquanto espera,
mande vir uma cerveja geladinha (R$ 1,50). Às sexta-feiras,
o público jovem lota o bar. $
Bar
do Zezinho, Rua
Prof. Sílvio Rabelo, 852, Candeias,
469-4623. A partir das 9h (ter. a dom.). T.: todos. Estac.
Funciona num amplo galpão. É um dos mais tradicionais
do bairro. Há vinte anos, a clientela costuma pedir cerveja
gelada (R$ 1,50) para acompanhar o delicioso chambaril. O prato,
para quatro pessoas, custa R$ 10,00. Se quiser apenas petiscar,
fique com a porção menor, que sai por R$ 7,00. $
BOTECOS
|
Simples
e autêntico
Boa
combinação de comidinhas espertas, cerveja e
caipiroscas
Gente
de todas as idades e estilos costuma desfrutar este legítimo
botecão. Simples e bem-cuidado, tem atendimento atencioso.
Aqui, o freqüentador encontra cerveja gelada para regar
um bom papo e a receita que fez o sucesso da casa: uma fava
sem igual. O grão, alvinho e massudo, é colocado
na panela com água ainda fria, que deve ser trocada
toda vez que escurece. Do contrário, a fava fica amarga.
 |
| A
leguminosa que
dá nome à casa: é preciso
saber fazer |
Há
várias opções de acompanhamento, de bode
guisado a galinha à cabidela. Com carne-de-sol, arroz
branco, farofa e vinagrete, custa R$ 22,00 e dá para
cinco pessoas. Os petiscos são de dar água na
boca: arrumadinho de charque, queijo de coalho acebolado e
macaxeira frita bem sequinha. A caninha gelada com limão
e a impagável caipirosca nevada de graviola são
as melhores biritas.
BAR DA FAVA, Rua Padre Oliveira Rolim, 37-A, Jardim
Beira-Rio, Pina,
326-3309. 11h/23h (ter. a qui.), 11h/0h (sex. a sáb.)
e 11h/18h (dom.). $
|
Bar
da Beata I, Rua
Visconde de Araguaia, 81, Poço da Panela,
268-4828. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 12h (sáb.
e dom.).
A simpatia da proprietária, Severina de Azevedo, é
uma das marcas desse lugar simples que já tem vinte anos
de história. Ela prepara, na casa vizinha à sua, camarão
ao alho e óleo (R$ 6,00) e uma agulhinha de primeira (R$
1,00 a unidade). O público, quase sempre bem jovem, é
movido a cerveja. $
Bar
da Beata II, Rua
Marechal Bittencourt, 185-A, Poço da Panela,
268-0478. 18h/0h (ter. a sáb.) e 9h/18h (dom.).
Não é filial da Beata I, mas é tão agradável
quanto. Trata-se daquele típico botecão que muita
gente adora: ambiente despojado, com banquinhos e mesas surradas
em uma pequena área aberta. As fatias de carne de porco aceboladas,
servidas em porção generosa, custam apenas R$ 4,00.
Pelo mesmo preço, saboreia-se a galinha à cabidela.
$
Bar
dos Cornos, Mercado
da Madalena, Rua Real da Torre, s/nº, Madalena,
445-1170. 5h/16h (seg. a sáb.).
Nasceu de uma brincadeira entre amigos, em 1978, e eles juram que
tudo não passa disso. Tem até a Associação
dos Cornos do Mercado da Madalena. Os membros se reúnem no
bar, todo 11 de agosto, para eleger a nova direção
da entidade. O pleito é regado a aguardente e a uma boa rabada
(R$ 4,00). $
Bar
dos Quatro Cantos,
Rua
Prudente de Moraes, 458, Carmo, Olinda,
439-4335. A partir das 21h. T.: todos.
Alceu Valença costuma aparecer de vez em quando nesse ponto
de encontro de artistas e intelectuais que costuma atrair
também turistas em visita à Cidade Alta. Na terça,
a proprietária, Dona Darci, põe a velha radiola para
funcionar. São mais de 200 discos de vinil, com repertório
que passa por Orlando Silva, Roberto Carlos e coisas do gênero.
$
Komida
Kaseira, Rua
Claudino dos Santos, 11, Afogados,
428-3597. 10h/23h (ter. a sáb.) e 10h/17h (dom. e seg.).
T.: todos.
Misto de bar e restaurante, o Komida é simples e correto.
Prova disso são o pernil de cabrito (R$ 19,90) e a costela
de boi (R$ 15,90) ao forno, com arroz, feijão, salada e farofa
matuta (farinha de mandioca, cebola, cebolinha e água quente),
para três pessoas. As carnes são temperadas apenas
com alho, cebola e limão, mas o sabor é divino. Para
acompanhar, uma loira suada que ninguém é de ferro.
$
Largura,
Rua
Jerônimo de Albuquerque, 166, Casa Forte,
9961-6625. 10h/0h (seg. a dom.).
Você se espremeria num corredor de apenas 70 centímetros
só para tomar uma cerveja? Nem pensar? Pois os profissionais
liberais e estudantes universitários, que sempre aparecem
no Largura, garantem: é bom demais. Além do corredor,
onde fica o balcão, o barzinho dispõe de área
arborizada nos fundos da casa. Enquanto toma uma gelada (R$ 1,50,
a garrafa com 600 ml), prove o arrumadinho de charque. $
Mingau
da Bebé, Rua
Faisão, Quadra C-11, Lote 10, Ouro Preto, Olinda,
439-4019. A partir das 9h. T.: todos.
A clientela é quase da família: o bar funciona na
casa da dona, Lenice França, a popular Bebé. Quanto
ao nome do lugar, não se trata do alimento à base
de leite, mas de uma iguaria feita com chambaril, mão-de-vaca,
ovo de codorna, alho e pimenta. É o mingau de cachorro, um
caldinho com sustância e que dizem ser afrodisíaco
(R$ 0,70 o copo). No almoço, junte-se a três amigos
e peça a dobradinha com arroz (R$ 8,00). Dá e sobra.
$
CACHAÇARIA
Apurado,
Rua
da Moeda, 57, Recife Antigo,
424-7170. A partir das 18h (qua. a dom.). T.: todos.
As prateleiras comportam quase 120 garrafas do precioso líquido,
da pernambucana Carvalheira, cuja dose (50 ml) custa R$ 1,50, à
mineira Havana, de R$ 10,00. Todas acompanham bem o fundo musical
de samba de raiz. Prove a Bagaceira, portuguesa com certeza. Sai
por R$ 2,50. $
CALDINHO
|
A
força do feijão
Receita
incrementada com paio, lingüiça, toucinho e charque
Maria
José Paiva, a Zezé, usa a mesma receita com
a qual faz sucesso desde o início de 1989, quando começou
a vender caldinho em uma barraca. Sua fórmula é
simples. Leva feijão-mulatinho cheio de caldo, incrementado
com paio, lingüiça, charque, toucinho e nada mais.
O resto é adereço, que fica a cargo do freguês:
ovo de codorna, azeitona ou camarão, azeite, charque,
molho inglês ou pimenta.

Servido com cana e os adereços
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Acompanhado
de caninha com limão, o tira-gosto ganha nome novo:
ele-ela (R$ 1,00). A clientela variada dá conta de
pelo menos 2 000 xícaras de caldinho por semana, que
consomem 25 quilos de feijão no preparo. Há
também a versão turbinada, maior, servida em
copo americano (R$ 1,50). Serve ótima carne-de-sol,
de fabricação caseira. A manta de colchão
mole é temperada com leite e sal e fica curtindo dois
dias, ao sol e no sereno.
CALDINHO DA ZEZÉ, Rua Marquês de Baependi,
122, Campo Grande,
242-1572. A partir das 10h. Cc.: H e V (acima de R$ 15,00).
T.: todos. Estac.
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Alambique
Caldinho, Avenida
Bernardo Vieira de Melo, 2326, Piedade,
474-6634. A partir das 16h (seg. a sex.), a partir das 10h (sáb.)
e 10h/18h (dom.). T.: todos.
Serve mais de 1 500 xícaras de caldinho por semana. Dos dezesseis
sabores preparados na casa, seis são oferecidos a cada dia
(R$ 0,80 o pequeno e R$ 1,60 o grande). Os de camarão, dobradinha,
feijão e quiabo com maxixe são fixos no cardápio.
$
Caldinho
da Codorna do
Amigo Rogério, Rua
da Hora, 95, Espinheiro. 16h/23h (seg. a sex.) e 11h/23h (sáb.);
Rua Luiz de Carvalho, 701, Bairro Novo, Olinda. 16h/23h (ter. a
sáb.). T.: todos.
Em pé, junto a pequenas mesas de apoio, os freqüentadores
servem-se do delicioso ele-ela (R$ 0,95). Funciona deste modo: primeiro,
toma-se "ela", a caninha que vem no copo de 50 ml. Em seguida é
a vez do caprichado caldinho de feijão, "ele" (em copo de
100 ml), que tira o gosto da aguardente. Para acompanhar, há
várias opções de camarão, charque torrada,
ovo de codorna, milho e azeitona. $
Caldinho
do Gordo, Rua
Engenheiro José Brandão Cavalcanti, 998, Imbiribeira,
339-5448. 17h/0h (ter. a qui.), 11h/5h (sex. e sáb) e 11h/1h
(dom.). T.: T, TA, V e VA. Couvert art.: R$ 1,50 (individual).
O lugar é meio quente, por causa das telhas de alumínio,
mas o ventinho que sopra da Lagoa do Araçá refresca
um pouco. São cinco sabores de caldinho (feijão-mulatinho,
feijoada, camarão, peixe e maxixe com charque), vendidos
por R$ 0,80 e R$ 1,40. Quer um petisco mais substancioso? Peça
carne de charque cozida com fava: ambos vão juntos para a
panela. O prato sai por R$ 6,80 e dá com folga para duas
pessoas. $
Caldinho
e Cervejaria Export,
Estrada
do Encanamento, 323, Parnamirim,
269-7311. A partir das 14h (seg. a qui.) e a partir das 12h (sex.
a dom.). T.: todos. Estac.
Receita de sucesso, sem muito mistério: o famoso caldinho,
eleito duas vezes o melhor pelos Amigos Degustadores do Caldinho
do Brasil (ADCB), tem como espessante o próprio feijão.
Para cada quilo do grão que permanece inteiro, adicionam-se
500 gramas para amassar e engrossar o caldo. São cinco opções:
feijão-preto, cebola, camarão, feijão-mulatinho
e cabrito (R$ 0,70). $
Caldinho
do Henrique, Rua
do Hospício, 46, Boa Vista,
421-4523. 16h/1h (seg. a sex.). É
uma boa alternativa no centro da cidade. Caldinhos de peixe, feijão,
camarão e sururu (o melhor) saem por R$ 0,50 a xícara
de 50 ml. Oferece boas opções de frutos do mar, como
o filé de siri ao molho de coco (R$ 5,00, para dois). $
Caldinho
Saideira, Rua
Dom João de Souza, 360, Madalena,
227-1358. 11h30/15h e a partir das 18h (seg.
a sáb.). T.: todos. É
o único na cidade com caldinho no esquema self-service. São
oito tipos: carne, cebola, feijoada, feijão light (sem carne
de porco, só com charque), maxixe, marisco, peixe e siri.
Custa R$ 0,70 (xícara) e R$ 1,30 (copo) e pode ser incrementado
com mais de quinze acompanhamentos, como azeitona, milho verde e
ovo de codorna. Também vende tira-gostos a quilo (R$ 9,00)
e almoço (R$ 6,50). $
Caldoido,
Avenida
General Polidoro, 567, Cidade Universitária,
272-6287. A partir das 16h (seg. a sex.) e a partir das 11h (sáb.
e dom.). T.: todos.
Tem a maior variedade de caldinhos da cidade. São doze, disponíveis
diariamente: aratu, camarão, caranguejo, cebola, dobradinha,
feijão, feijoada, lagosta, marisco, ostra, peixe e sururu.
Custam entre R$ 0,90 e R$ 1,20 e vêm em copinhos de 100 ml.
A codorna na brasa (R$ 1,00, a unidade) e a patola de caranguejo
à milanesa (R$ 8,00, a porção com 350 gramas)
são dois petiscos obrigatórios. $
O
Caldíssimo, Rua
Visconde de Jequitinhonha, 2237, Boa Viagem,
326-0172. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 12h (sáb.
e dom.). Cc.: A, C, D, H e M. T.: T.
Pavilhão amplo, onde se come uma deliciosa galinha à
cabidela, com arroz, feijão macassa, farofa e macaxeira cozida
ou frita (R$ 14,90). Aqui, o caldo é gigante (vem em xícaras
de 150 ml) e tem seis sabores: feijão-preto e mulatinho,
camarão, peixe, mocotó e cabeça-de-galo (R$
1,35). Serve almoço aos sábados e domingos. $
CHOPERIAS
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Macio
feito veludo
As
virtudes do Boteco vão além do colarinho cremoso
É
um fenômeno. Decorado no melhor estilo despojado-chique,
com azulejos nas paredes e mesas de madeira, o ambiente é
dominado por aquele característico rumor produzido
por grupos de amigos que se dedicam a duas atividades básicas:
entornar um chopinho e jogar conversa fora. Habitat de mauricinhos
e patricinhas (adolescentes, trintões ou quarentões),
o salão é uma passarela onde a turma exibe suas
roupas de grife. Mesmo quem não se enquadra nessa linha
sente-se à vontade por aqui, desde que se disponha
a esperar em média vinte minutos por uma mesa. Quem
entra demora a sair, já que, além do melhor
chope, o Boteco serve o melhor pastel e o melhor salgado do
Recife (leia mais na página 88).

Chega ao copo a exatos 3 graus centígrados
|
O
chope (R$ 1,80) é bem tratado desde os barris, que
passam pelo menos 24 horas na câmara frigorífica.
Dali só saem para a chopeira, onde a serpentina recebe
gelo sem economia: 400 quilos por dia, socados com capricho
a cada vinte minutos. Renato Bertolino é mestre na
hora de tirar a bebida. Ele controla a pressão do gás
do cilindro diariamente para garantir o colarinho supercremoso
do chope, que chega ao copo com exatos 3 graus centígrados.
O resultado é um líquido levíssimo. Desce
pela garganta macio feito veludo. Para a hora em que, digamos,
a bebida pede passagem, o bar fez uma boa inovação.
No banheiro dos homens, há uma superfície almofadada,
parecida com um encosto de sofá, logo acima do mictório.
É ali que os marmanjos repousam a cabeça na
hora de expelir o chope antes de voltar ao salão e
pedir mais um penúltimo e mais um, e mais um...
BOTECO, Avenida Boa Viagem, 1660, 2º Jardim, Boa
Viagem,
325-1428. A partir das 17h (seg. a qui.) e a partir das 12h
(sex. a dom.). Cc.: C, D e M. $$
|
Arsenal
do Chopp, Praça
do Arsenal, 59, Recife Antigo,
224-6259. A partir das 17h. Cc.: C, D e M. Couvert art.: R$ 1,50.
É
um dos primeiros bares que se vêem ao chegar ao pólo
do Recife Antigo. O chope (R$ 1,80, caneca com 300ml) sai estupidamente
gelado, graças às duas máquinas refrigeradas
a gelo, onde a bebida é mantida desde o início do
dia. $
Cia.
do Chopp, Avenida
Conselheiro Aguiar, 2775, Boa Viagem,
465-9066. 11h/15h, 17h/0h (dom. a qua.), 17h/1h (qui.) e 17h/3h
(sex. e sáb.). Cc.: todos. T.: todos. Estac.
Os engravatados de fim de tarde que vão ao local tomam o
chope padrão: servido em tulipas de 300 ml, com dois dedos
de colarinho e bem gelado (R$ 1,59). O burburinho acontece mesmo
de segunda a quinta (17h/19h), quando a bebida vem em dose dupla
a cada pedido. $
Rota
do Chopp, Rua
do Bom Jesus, 35, Recife Antigo,
424-2916. A partir das 17h (fecha seg.). Cc.: todos. Cons. mínima:
R$ 20,00 por mesa. Couvert art.: R$ 1,50.
Barzinho despojado. As mesas na calçada são sua marca
registrada. É nelas que uma pequena multidão dá
conta de nada menos que 500 copos de chope todo fim de semana. O
líquido, bem tirado, é servido em tulipas de 300 ml.
Custa R$ 1,70. Como nem só de chope vive o homem, peça
um tradicional filé com fritas. $
FIM
DE NOITE
|
Ferveção
na oca
Pina
reúne todas as tribos e reedita o sucesso da saudosa
Soparia
O
dono da casa é o agitador cultural Roger de Renor,
que ficou famoso com a antiga Soparia, no bairro do Pina.
Suas festas estendiam a badalação madrugada
adentro. O Pina de Copa nasceu quase por acaso. Inicialmente,
a proposta era fazer apenas uma festa no Carnaval de 1999.
Deu tão certo que virou point fixo de notívagos
e da galera manguebeat. Pronto! Estava trocado o endereço
da boemia recifense. No caminhão da mudança,
Roger trouxe a indefectível radiola de fichas, alguns
objetos decorativos e a tradição de promover
shows de bandas locais, como a Textículos de Mary.

É festa: radiola e apresentações
de bandas locais
|
Na
mesma linha alternativa da Soparia, aqui se encontram todas
as tribos urbanas para fazer um fim de noite descontraído
e com muita paquera. Às quintas-feiras, a banda de
rock anos 70 Má Companhia toma conta do palco (R$ 2,00
por pessoa). No dia seguinte, é a vez da discoteca
pomba-gira, com som mecânico, tocando música
latina sem parar.
PINA DE COPACABANA, Rua da Moeda, 121, Recife Antigo,
9127-9435. A partir das 19h (qua. a sáb.) e a partir
das 18h (dom.). T.: todos. Couvert: R$ 2,00. $
|
Bar
Savoy, Avenida
Guararapes, 147, Santo Antônio,
224-2291. 9h/22h. Cc.: C e D. T.: todos.
Fundado em 1946, um dos mais antigos da cidade chama atenção
por duas relíquias: 1) versos originais do poeta Carlos Pena
Filho pendurados em molduras nas paredes; 2) um painel todo de azulejos
pintados a mão, do artista plástico Corbiniano. Quartel-
general de boêmios, que não resistem a um chopinho
(R$ 1,00) acompanhado de salada de bacalhau, com batata e verduras
(R$ 12,00). $
Empório
Sertanejo, Rua
da Hora, 34, Espinheiro,
9977-4438. A partir das 12h (ter. a sáb.). Cc.: H e V.
Desde dezembro de 1992, políticos, executivos e profissionais
liberais tomam a última cerveja da noite no Empório,
um dos mais movimentados botecões da cidade. Se passar por
lá, não deixe de pedir o bode guisado, que vem com
farofa de cuscuz e pão. Sai por R$ 7,00. Com um pouco de
sorte, ainda dá para curtir um forrozinho do sanfoneiro que,
vez ou outra, faz show na casa. $
Royal,
Rua
Mariz e Barros, 181, Recife Antigo,
224-5854. 8h/18h (seg. a qua.) e a partir das 8h (qui. a sáb.).
Cc.: todos. T.: Tr e V.
Quer terminar bem a noite? Passe no Royal. A cerveja é sempre
geladíssima. Antes de ser vendida, a loirinha (R$ 1, 70 a
grande e R$ 1,20 a long neck) passa pelo menos 48 horas no freezer.
Criado em agosto de 1944, o bar é simples, com cadeiras espalhadas
na calçada. Para petiscar, carne-de-sol com fritas. No fim
de semana os clientes só vão embora quando o dia começa
a raiar. $
SPTZ,
Rua
Joaquim Nabuco, 534, Loja 1, Graças,
9142-1551. A partir das 19h (ter. a dom.). Estac.
A alta rotatividade do público em boa parte GLS
faz com que o lugar seja um passadouro a caminho da boemia. É
ideal para começar ou terminar a noite em grande estilo,
por causa do ambiente despojado e das rápidas opções
do cardápio. Quer dicas? Peça o sunrise, drinque preparado
com vodca, orange curaçau e concentrado de laranja (R$ 3,60).
Para acompanhar, as exclusivas muchachas, crocantes anéis
de cebola empanados (R$ 3,50, a porção com 200 gramas).
Detalhe do nome da casa: a sigla é composta de consoantes
da palavra espermatozóide. $
GUAIAMUM
|
Do
mangue à mesa
O
crustáceo recebe tratamento especial antes de ir à
panela
Dentro
das enormes garras do guaiamum, existe uma carne branquinha,
adocicada e com baixo teor de gordura. Para preparar, usam-se
apenas água, sal, cebola, coentro e tomate. Do caldo
é feito o pirão, bastante requisitado como acompanhamento
(R$ 2,00 para quatro pessoas).

No
preparo usam-se apenas água, sal, cebola, coentro
e tomate |
Os
bichos ficam expostos em tanques, onde recebem tratamento
vip, à base de fubá, dendê, abacaxi e
coco. Custam entre R$ 2,00 (150 gramas) e R$ 7,00 (600 gramas).
Toda semana a casa vende cerca de 1 200 unidades do crustáceo,
trazido da Bahia e do Espírito Santo, já que
foi extinto em Pernambuco. O Tepan é famoso pelo guaiamum,
mas prepara também bons grelhados e pratos da culinária
japonesa, como o combinado de sushis e sashimis, com trinta
peças (R$ 19,00).
TEPAN, Rua Dr. José Maria, 151, Encruzilhada,
427-4187. 18h/ 1h30 (seg. a sex.); 12h/1h30 (sáb.);
e 12h/0h (dom.). T.: C, TA, T e V. $
|
Bar
do Guaiamum, Avenida
Ministro Marcos Freire, 1023, Bairro Novo, Olinda,
429-3383. 9h/0h (dom. a qui.) e 9h/2h (sex. e sáb.). Cc.:
todos.
Diógenes Pereira abriu o restaurante em setembro de 1963
e até hoje mantém a tradição de servir
guaiamuns de bom tamanho. Aproveite, o crustáceo aqui custa
de R$ 3,00 a R$ 5,00. O camarão com arroz e purê de
batata (R$ 21,50) é refeição completa para
dois. $
Casa
do Guaiamum, Rua
Eng. Oscar Ferreira, 336, Casa Forte,
268-5240. 17h/1h (ter. a qui.) e 17/2h (sex. e sáb.). Cc.:
todos.
O detalhe pitoresco é a calçada, que na linha
galeria da fama tem cerâmicas com nomes de Lenine,
Chico Science e Aramis Trindade. Os guaiamuns vêm em três
tamanhos: o pequeno custa R$ 1,50; o médio, R$ 2,20; e o
grande, R$ 3,90. Pode-se pedir ainda uma posta de cavala ou beijupirá.
Dá para quatro pessoas e custa R$ 7,00. Às sextas,
as mesas são muito disputadas. $
Guaiamum
Gigante, Rua
Dr. José de Góes, 299, Parnamirim,
441-1509. A partir das 18h (ter. a sex.) e a partir das 11h (sáb.).
Cc.: todos. T.: todos.
Aqui se degusta um dos melhores guaiamuns do Recife. Bem cevados,
custam entre R$ 1,50 e R$ 5,00, dependendo do tamanho. Camarão
ao alho e óleo é outro bom petisco (R$ 14,00 o prato
com meio quilo). Conseguir lugar à noite é uma proeza.
Por isso, saia cedo de casa. $
Guaiamum
nº 1 Sushi
bar, Rua
Desembargador João Paes, 1021, Boa Viagem,
465-1383. 18h/1h (ter. a sex.) e 12h/1h (sáb. e dom.). Cc.:
A, D e V.
Aqui o recifense encontra dois de seus petiscos prediletos: guaiamum
(R$ 2,00 a R$ 6,00) e caranguejo (R$ 1,00). Se a idéia é
almoçar ou jantar, fique com a moqueca de camarão,
com arroz e pirão, ou as postas de arabaiana ou garoupa na
chapa, com arroz e fritas. $
Guaiamundo,
Estrada
do Encanamento, 1580, Casa Forte,
441-7428. 17h/0h (qua e qui.), 11h/1h (sex. e sáb.) e 11h/16h
(dom.). Cc.: A, C, D, M, S e V.
Delícia de bar. Simples e arrumadinho, serve guaiamuns de
vários tamanhos e preços: vão de R$ 1,60 a
R$ 6,00. Prepara ainda bons pratos da culinária baiana, como
vatapás e acarajés. Às quartas, tem comida
japonesa. O sushi super, com quinze unidades, custa R$ 13,00. $
Ilha
do Guaiamum, Rua
Maria Carolina, 68, Boa Viagem,
466-2222. 9h30/2h (dom. a qui.) e 9h30/4h (sex. e sáb). Cc.:
A, C, D, H, M e V. T.: todos. Estac.
Ambiente ventilado e agradável, com grande variedade de petiscos.
Guaiamuns (R$ 2,00 a R$ 8,50) e ensopado de sururu (R$ 6,90) estão
entre as melhores opções. No almoço, prefira
o filé de garoupa à moda, com arroz à grega
e purê de batata (R$ 16,40). $
Socaldinho
Guaiamum.
Avenida
Conselheiro Aguiar, 112, Pina,
326-3766. 17h/2h (seg. a qua.), a partir das 17h (qui. e sex.) e
a partir das 11h (sáb. e dom.). Cc.: A, H e V. Estac.
Foi durante muito tempo o point de jovens da classe média
da cidade. Agora está de cara nova: aboliu a música
ao vivo e passou a servir refeições. Boa opção
para o almoço é a cioba na grelha, com arroz, purê
e batata à dorê (R$ 13,95). Guaiamuns (R$ 1,50 a R$
8,00) e caipirosca nevada de kiwi (R$ 2,30) formam uma exótica
combinação. O caldinho de feijão continua irresistível.
$
Só
Crustáceos, Rua
Marquês do Paraná, 209, Espinheiro,
426-7871. 17h/0h (ter. a qui.), 11h/2h (sex.), 11h/0h (sáb.)
e 11h/19h (dom.). Cc.: D, H, M e V. T.: T, VA e V. Couvert art.:
R$ 1,00.
Você não resiste a um camarão ao alho e óleo?
Então faça um pit stop neste simples e espaçoso
bar. A porção, com 500 gramas, custa R$ 9,00. Quer
mais? Tem caranguejo e guaiamum. A música ao vivo no sábado
é um convite a mais para os casais. $
Universidade
do Guaiamum,
Estrada
de Aldeia, km 10, Aldeia, Camaragibe,
459-1205. 11h/0h (seg. a qui.); 11h/2h (sex.); 7h/2h (sáb.)
e 7h/22h (dom.). Cc.: A, H e V. Couvert art.: R$ 1,50. Estac.
Às
vezes é um pouco difícil encontrar por aqui os crustáceos
que batizam a casa. Quando são oferecidos, custam de R$ 2,50
a R$ 6,00. A porção de camarão ao alho e óleo
para petisco (500 gramas) sai bem em conta: R$ 12,00, para três
pessoas. Bolinhos de bacalhau, charque ou queijo também são
legais. Música ao vivo nas sextas. Aos sábados e domingos,
serve café da manhã regional. $
Veleiro
do Guaiamum, Rua
Barão do Caiara, 10, Casa Forte,
268-2459. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 10h (sáb.
e dom.). Cc.: A, C, H e V. T.: todos. Estac.
Não tem veleiro. Mas um minibarzinho, flutuando sobre o Capibaribe,
já quebra o galho. A clientela, jovem e animada, manda ver
no guaiamum. Cerca de 1 500 unidades são trazidas do Rio
de Janeiro toda semana. Os preços variam de R$ 1,80 a R$
4,50. Se tiver tempo, faça um passeio de catamarã
pelo rio (R$ 5,00, por pessoa). Música ao vivo de quarta
a domingo, com couvert artístico e consumação
livres, um dos motivos da lotação constante. $
HAPPY
HOUR
|
Mix
de estilos
O
lugar certo para ver o dia que acaba e a moçada que
passa
Quando
o sol se põe, o Empório é tomado por
alegre burburinho. O agito é ainda maior diante do
sobrado onde o bar se instalou em 1997. Mas o ponto estratégico
para ver o vaivém de gente bonita e animada é
mesmo a calçada. Diferentemente do que acontece em
outros lugares de sucesso na happy hour, seu público
não é atraído por promoções
do tipo "segundo drinque grátis".

Empório: O quente é a
calçada
|
Tampouco
por causa da música, pois aqui rola apenas um tímido
som ambiente. A ebulição parece ser fruto da
boa mistura de freqüentadores, um pessoal que reúne
as mais diversas preferências muitos artistas,
executivos e intelectuais. Esse povo todo contribui para manter
a casa com certo jeitão moleque e ousado. A miscelânea
cultural vai de lançamentos de livros e exposições
de artes plásticas a venda de artesanato. Chope correto,
destilados em geral e vinhos garantem a variedade etílica
que dá ao Empório uma jovial cara de boteco.
EMPÓRIO BOM JESUS, Rua
do Bom Jesus, 183-A, Recife Antigo,
424-7474. A partir das 10h (seg. a sex.); a partir das 17h
(sáb.); e a partir das 16h (dom.). Cc.: A, C, D, M
e V. $
|
Alfandegário,
Rua
do Bom Jesus, 5058, Recife Antigo,
224-6507. A partir das 17h30 (seg. a sáb.). Cc.: C, D e M.
A coisa funciona assim: no aparelho de som, rola uma seleção
de jazz & blues. Nas prateleiras há 90 garrafas de Johnnie
Walker, todas com o número de seus donos, geralmente um pessoal
de 30 e tantos ou 40 e poucos. Quando a noite cai, os tais donos
das garrafas vão chegando. Eles fazem parte do clube do uísque
organizado por essa casa, que abriu em maio de 1999. Não
é necessário pertencer ao grupo para ir tomar um drinque
no Alfandegário, onde a dose do red custa R$ 4,20 e a do
gold, R$ 16,00. $
Café
Cordel, Rua
Domingos José Martins, 18, Recife Antigo,
224-1843. 17h/2h (ter. a sáb.).
Cercado pelo etílico bairro do Recife Antigo, o Cordel caiu
no gosto dos boêmios. O forte são as infusões
de frutas em aguardente (R$ 1,50 a dose). Para petiscar, arrisque
o escondidinho de charque com purê de macaxeira (R$ 9,00,
para duas pessoas). Aos sábados, há apresentações
de grupos de baião, chorinho, samba e viola. Existem folhetos
de literatura de cordel pendurados em barbante. O atendimento deixa
a desejar. $
MÚSICA
AO VIVO
Cabaret,
Rua
do Bom Jesus, 125, Recife Antigo,
224-2902. A partir das 20h (qua. e qui.) e a partir das 22h (sex.
e sáb.). Cc.: C, D e H. R$ 8,00.
Cortinas pretas, colunas com detalhes dourados e paredes rosa-choque
justificam o nome desse simpático cabaré estilizado.
No térreo ou no mezanino, o público jovem diverte-se
na "quinta sem lei", quando há bandas de forró. Gosta
de pagode e rock? Então apareça na "sexta maluca",
quando também há shows de grupos locais. Dica: na
sexta, até a meia-noite, mulher não paga entrada.
O cabarock completa a semana e comanda o agito dos roqueiros. O
bar abre espaço para festas particulares na quarta. $
Depois
Dancing Bar, Avenida
Rio Branco, 66, Recife Antigo,
424-9058. A partir das 20h (qua. a sáb.). Cc.: A, C, D, M,
S e V. R$ 10,00.
Está sob nova administração desde agosto de
1999, quando passou a mirar um público, digamos, mais velho
a partir de 25 anos. Às quartas, tem show da banda
Túnel do Tempo, que revive sucessos dos anos 60 e 70. Savinho
do Acordeón anima as quintas. Nas sextas, o grupo Os Anjos
também faz revival setentista. Aos sábados a casa
sempre lota. Renato Campelo e banda comandam a noite, com repertório
pra lá de eclético. $$
Marinho's,
Avenida
Herculano Bandeira, 77, Pina,
465-4742. 11h/2h (dom. a qui.) e 11h/4h (sex. e sáb.). Cc.:
todos. T.: T e V. Estac.
O show de chorinho, com Dalva Torres e quarteto Boemia, é
o grande destaque das sextas-feiras. São quatro hobas de
apresentação, que arrasta o público
na casa dos 30 anos para o meio do salão. Para repor
as energias, costuma-se pedir o coquetel sexo na praia, vodca, curaçau,
suco de limão e soda (R$ 3,20). $
Papillon
Bar, Rua
Doutor João Dourado Filho, 20, Piedade,
341-7298. A partir das 19h (qui. a dom.). Cc.: todos. T.: todos.
Couvert art.: R$ 5,00 e R$ 6,00. Estac.
A seleção musical é eclética: vai do
bolero ao forró, do axé à MPB. Aos domingos,
videokê e pagode animam a galera. Para acompanhar uma cervejinha
bem gelada, peça o filé à papillon, com molho
madeira e torradas (R$ 11,90). $$
Pernambucanamente,
Avenida
Ministro Marcos Freire, 739, Bairro Novo, Olinda,
429-1977. A partir das 11h. Cc.: todos. T.: T e VA. Couvert art.:
R$ 2,00 (dom. e seg.); R$ 3,00 (ter. a sáb.); Rua do Bom
Jesus, 206, Recife Antigo (1º andar),
424-7145. A partir das 20h (seg. a sáb.). Cc.: H. T.: T e
VA.
Quer um arrasta-pé com forró pé-de-serra? Ou
um bom show de coco-de-roda, maracatu e caboclinho? Tudo isso é
oferecido aqui, um barzinho com Pernambuco em estado de espírito.
Depois da dança, reponha as energias com o escondidinho de
camarão (R$ 7,00). $
|
Ritmo
e azaração
Ao
som de rock, blues e jazz, a troca
de
olhares aumenta a temperatura
desse eclético pub
A
paquera sempre rolou solta no pub mais transado da cidade.
Desde que abriu, em janeiro de 1997, o lugar reúne
tanto maurícios e patrícias quanto roqueiros,
surfistas e afins. Há certa predominância em
visuais, digamos, caprichadinhos: pretinhos básicos,
calças boca-de-sino, camisas baby-look, tênis
ou saltos plataforma. Sempre movimentado, o bar tem capacidade
para 700 pessoas. Quando lota, fica difícil sair do
lugar e o corpo-a-corpo às vezes ajuda a conseguir
um par. O público feminino é sempre maior. Quem
quiser lançar seu charme pode arriscar uns passinhos
na pequena e improvisada pista de dança na frente do
palco, onde há shows diários de bandas de rock,
blues e jazz, a partir das 23 horas.

Downtown
Pub: público feminino é maioria |
O
som alto e limpo é ouvido em qualquer lugar da casa.
No escurinho, sob o ritmo cadenciado e a fumaça no
ar, a azaração é indispensável
para fazer uma simples noite tornar-se grande. Depois de ferver
na pista, siga para o mezanino, lugar ideal para a inevitável
troca de telefones. Quem quer ficar mais próximo da
cerveja deve tentar um lugar no balcão. O Downtown
de Porto de Galinhas só abre no período de veraneio,
de dezembro a janeiro, em julho e para festas esporádicas.
O bar tem uma minipraça de alimentação,
com quiosques de crepes e comida japonesa e mexicana.
DOWNTOWN PUB, Rua
Vigário Tenório, 105, Recife Antigo,
424-6317. A partir das 22h (qua. a dom.). R$ 10,00; Loteamento
Merepe 5, s/nº. Porto de Galinhas,
552-1430. A partir das 21h. Cc.: todos. $
|
PARA
DANÇAR
|
Atrás
das grades
Nesta
casa com jeitão de presídio, a galera só
sai da pista de manhã
O
novo point da moçada bonita abriu em setembro de 1999
e funciona no mesmo endereço da antiga Doktor Froid.
Seu nome faz alusão ao legendário presídio
americano. Os seguranças vestem-se como guardas, os
funcionários como detentos e trabalham no balcão
atrás de grades. Sob o comando dos DJs Mostarda e Sapo,
a pista ferve ao som de muito tecno, trance, house e adjacências.
O agito começa para valer depois da meia-noite e vai
até o sol raiar. Quinta-feira é exceção,
pois rolam shows de banda local até a 1 hora. Nessa
noite mulher não paga, mas também não
leva.

Alcatraz:
tecno, trance, house
e adjacências |
A
chance de conseguir sair acompanhada é três vezes
menor que nas demais. Às sextas-feiras são para
os saudosos que querem curtir os grandes sucessos dos anos
80. Só tem flashback. De quebra, também tocam
algumas músicas setentistas. No sábado, a casa
fica apinhada de gente dançando ao som mecânico.
Os DJs capricham no rythm and blues. Quem quiser fazer um
intervalo deverá subir ao 1º andar, onde funciona
o bar. Lá, o repertório é variado. Vai
do rock jurássico dos anos 70 até as paradas
do momento.
Alcatraz,
Rua das Ninfas, 125, Boa Vista,
221-3034. A partir das 23h (qui. a sáb.) e 16h/22h
(dom.). R$ 10,00 (mulheres não pagam qui.). Cc.: C,
D, H, M e V. $
|
Bierhaus
Oktoberfest, Rua
do Bom Jesus, 156/160, Recife Antigo,
224-0396. A partir das 18h (qua. a sáb.). Cc.: D e M. Entrada:
R$ 5,00.
Com música ao vivo ou sob a batida de som mecânico,
a danceteria costuma lotar nos fins de semana. Petiscos alemães,
como a salsicha de vitela com salada de batata e mostarda (R$ 6,50),
são ótimos para beliscar. Tudo regado a chope geladinho,
um dos trunfos da casa para segurar a freguesia. $
Calypso
Club, Rua
do Bom Jesus, 147, Recife Antigo,
224-4855. 22h/4h (qui. a dom.). Entrada: R$ 5,00. Cons. mínima:
R$ 5,00.
Música caribenha, forró, axé, pagode e até
rock lotam o salão do Calypso, onde gente de todas as idades
dança ao som da banda Saigon. O público é eclético,
mas os alternativos passam longe do lugar. Aos sábados, o
movimento aumenta e a casa, que comporta até 1 000 pessoas,
segue em festa até o amanhecer. A cerveja long neck custa
R$ 1,50. $
Cat's
Night Club, Rua
do Brum, 85, Recife Antigo,
424-3150. A
partir das 22h (qui. a sáb.). Cc.: C.
Aberta em dezembro de 1999, a boate é um dos redutos GLS
do Recife. Tem dois mezaninos e um dark room, onde os mais assanhados
se aventuram. Na pista, tocam os hits do momento, do tecno ao pop.
Um enorme balcão fica ao lado do dancing, o que facilita
na hora de pegar um drinque. A hostess Maria do Céu Kelner,
que costuma circular entre os clientes, gosta de promover festas
esporádicas aos domingos, a partir das 19 horas. $
Refúgio
do Pagode, Rua
José Bonifácio, 318, Madalena,
9996-9285. 17h/22h30 (sáb.). Couvert art.: R$ 6,00 e R$ 7,00.
O imenso espaço ao ar livre, com uma tenda armada bem no
meio, é todo dos pagodeiros, que vão ao delírio
com três bandas do gênero todo sábado. Para aplacar
o suor produzido pelo rebolado, cerveja ultragelada. A promoção
da casa quatro latinhas por R$ 5,00 deixa muita gente
chamando urubu de meu louro. $
Sala
de Reboco, Rua
Gregório Júnior, 264,
228-7052. A partir das 18h (ter. a sáb.) e a partir das 15h
(dom.). Couvert art.: R$ 5,00.
O chão de cimento liso facilita na hora de dançar
o legítimo forró pé-de-serra, único
ritmo tocado por aqui. Ambientada no estilo rústico, a casa
já recebeu estrelas da música nordestina, como Alcimar
Monteiro e Novinho da Paraíba. Shows apenas de quinta a sábado,
com consumo livre. $
Uau!
Dancing Bar, Rua
Real da Torre, 1013, Torre,
227-4466. A
partir das 21h (qui. a sáb.). Cc.: todos. R$ 15,00. Cons.
mínima: R$ 10,00.
Dos onze ambientes da extinta Fun House restaram apenas sete. A
Uau! abre as portas em julho de 2000 e promete fazer do Muchacha
Mexican um de seus maiores atrativos. O Hooter's Vídeo é
um prato cheio para os aficionados em clipes que caem na gandaia
ao som mecânico, depois da 1 da manhã. The Pub promete
show de jazz nos fins de semana. Quem gosta mesmo de agito deve
ir direto para a pista do Manicômio. Bandas locais terão
vez no espaço Woodstock, com apresentações
de quinta a sábado. $$
PARA
IR A DOIS
|
Olhos
nos olhos
O
ambiente conspira para os sussurros
ao pé do ouvido
Responda
rápido: qual a receita do bar ideal para um namorico?
Nenhuma idéia? Então visite o Uruguay Club,
de preferência acompanhado. Aqui você encontra
um ambiente à meia-luz, sóbrio e confortável.
No salão, mesas bem distanciadas umas das outras
com cadeiras de assento de couro possibilitam conversas
mais íntimas sem que ninguém mais ouça.
Quadros com o escudo das vinte províncias uruguaias
revestem as paredes. Ao lado da adega climatizada (com predominância
de rótulos uruguaios), há quatro mesinhas para
quem quer ainda mais discrição.

Meia-luz,
conforto e discrição para namorar
|
Até
o volume da música ambiente conspira a favor do casalzinho
que consegue trocar confidências sem precisar responder
"o quê?". Mas, se a intenção é
mesmo namorar, evite as quintas-feiras e os sábados,
quando a Contrabanda Jazz Quartet se apresenta, lotando a
casa. Voltemos às mesas. Peça um bom camarão
ao vinho branco (R$ 16,00), escolha um vinho e faça
um brinde olhos-nos-olhos.
Uruguay
Club, Rua Prudente de Morais, 281, Carmo, Olinda,
439-8552. 18h30/0h (seg. a qua.) e a partir das 18h30 (qui.
a sáb.). Cc.: A, C, D e M. Estac.: c/ manobr. (R$ 2,50).
Couvert: R$ 10,00 a R$ 50,00. $$
|
Curupira,
Estrada
Velha dos Macacos, 48, Dois Irmãos,
269-3115. 10h/0h (ter. a qui.), 10h/4h (sex. e sáb.) e 10h/22h
(dom.). O
nome vem de uma entidade mítica indígena que tem os
pés virados para trás, protetor da selva e dos bichos.
Simples e atraente, este esconderijo fica no meio da mata de Dois
Irmãos. Ideal para casaizinhos apaixonados. Entre um brinde
e outro, peça o dourado frito, delicioso e crocante, servido
com farofa e vinagrete (R$ 5,00). $
Capitania
dos Frios, Rua
do Bom Jesus, 143, Recife Antigo,
424-5183. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 17h30 (sáb.).
Cc.: A, D, M e S. É
um porto seguro para quem é fã de temas náuticos.
Os documentários sobre mares e ocenos no telão e os
funcionários, todos vestidinhos de marinheiro, dão
o toque especial ao discreto e tranqüilo bar. Na parte interna,
funciona a meia-luz. Para mastigar, peça o trio nordestino:
carne-de-sol, queijo coalho e macaxeira frita. Custa R$ 12,00. Vale
provar ainda a tábua de frios mista, com peito de peru defumado,
presunto, provolone, queijo-do-reino e torradas. $
Casa
de Banhos, Arrecifes
do Porto do Recife, km 1, Brasília Teimosa, Pina,
467-9951. 11h/23h (qua. e qui.), 11h/2h (sex. e sáb.) e 11h/19h
(dom.). T.: todos. Estac.
Aqui a burguesia recifense se reunia para tomar banho e bater papo
no final do século XIX. O conhecido "Bar do Dique" nasceu
em 1887 e quase foi destruído por um incêndio em 1924.
No cais da Praça do Marco Zero pega-se um barquinho para
fazer o traslado de 10 minutos até o dique (R$ 2,00, ida
e volta, por pessoa). Se der sorte, você avistará golfinhos
nadando ao redor do barco durante a travessia. Chegando ao bar,
vê-se o Recife Antigo por um ângulo diferente. Decorado
com bandeiras e bóias de navegação, o lugar
tem um mirante, ponto predileto dos casais. Na cozinha, predominam
frutos do mar, com destaque para a moqueca de arraia, desfiada ao
molho de coco (R$ 8,00). Os produtos chegam fresquinhos aos sábados,
direto dos pescadores. Oferece passeios de catamarã (R$ 7,00,
individual), pelo Rio Capibaribe, até a Casa da Cultura.
$
Espaço
Antônio Maria, Rua
do Bom Jesus, 163, Recife Antigo,
424-1081. 17h30/2h. Couvert art.: R$ 3,00. O
nome é uma homenagem ao grande poeta pernambucano. De quinta
a sábado, um saxofonista e um tecladista levantam o público
geralmente veteranos na faixa dos 40 aos 60 anos. Ao som
de clássicos, bossa nova e MBP, esses pés-de-valsa
tomam conta do salão. Para manter a energia, costumam pedir
a porção de patola à milanesa. Vem com vinte
unidades e custa R$ 13,00. $$
London
Pub, Rua
do Bom Jesus, 207, Recife Antigo,
424-9255. 12h/16h (seg. e ter.), a partir das 12h (qua. a sex.),
a partir das 20h (sáb.) e a partir das 15h (dom.). Cc.: A,
C, D e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00.
Anúncios de produtos ingleses do começo do século,
sino e capacete britânicos decoram o bar, criado em maio de
1997. O forte são os shows de blues, jazz e rock, nas sextas
e sábados. Toda semana novas bandas se apresentam. O chope,
sempre gelado, custa R$ 1,80 (caneca de 300 ml). Você é
chegado a um forrozinho pé-de-serra? Então apareça
por lá na quinta, quando há apresentação
de sanfoneiro. $$
Marola
Bar, Travessa
Dantas Barreto, 66-B, Carmo, Olinda,
429-7079. A partir das 10h (ter. a dom.)
Corra com sua cara-metade para este simpático barzinho à
beira da praia, que serve pescados com maestria. No escurinho, tendo
o mar como cenário, a Lua por testemunha e as ondas fazendo
a trilha sonora, peça polvo ao alho e óleo ou ao vinagrete
(R$ 13,00, para dois). Fora isso, ainda tem camarão, caranguejo,
lagosta, marisco, ostra, peixes e sururu. Tudo comprado sem atravessador,
de pescadores da colônia vizinha. $
Sushi
Yoshi, Rua
Padre Luiz Marques Teixeira, 155, Boa Viagem,
462-2748. 11h30/14h30 e 19h/23h30 (seg. a sáb); 12h/15h e
19h/22h30 (dom.). Cc.: A. Estac.
Parece uma casinha de boneca, de tão pequeno. É isso
que faz do Yoshi o lugar ideal para um encontro a dois. Enquanto
rola o flerte, peça o combinado simples de sushis e sashimis
23 peças, incluindo missoshiro, por R$ 22,90
preparado pelo dono da casa, Masayoshi Matsumoto, que chegou ao
Recife em 1964. $
PRAIA
|
Brisa
sob o luar
Belo
cenário, som discreto e boa cozinha
são os trunfos do Biruta
Boa Viagem pode ser a melhor praia do Recife, mas não
é a que tem o melhor bar, na opinião do júri
de VEJA. Aberto em março de 1994, o Biruta fica na
entrada da favela de Brasília Teimosa. Parece ser exatamente
esse um de seus segredos. A fachada assemelha-se a um cenário
de novela, apesar de a Praia do Pina ser poluída
o que, eventualmente, deixa o ar um tanto carregado.

Construído
sobre palafitas, tem quatro ambientes |
Construída
sobre palafitas, a casa de madeira tem quatro ambientes. Em
todos se contempla um belo pôr-do-sol. Na área
interna rola um som discreto, que vai do jazz à MPB.
Nos fins de semana pode-se dar uma esticada na praia e almoçar
por ali. A sinfonia marítima, com camarão, peixe,
sururu, polvo, siri e aratu, mais arroz e purê de batata,
custa R$ 26,80 e serve bem duas pessoas.
Biruta,
Rua Bem-te-vi, 15, Brasília Teimosa, Pina,
325-5321. A partir das 17h (seg. a qui.) e a partir das 11h
(sex. a dom.). Cc.: todos. Estac. Cons. mínima: R$
20,00 (sex. e sáb.). Couvert: R$ 8,00 a R$ 12,00. $
|
Embarcação,
Avenida
Bernardo Vieira de Melo, 728, Piedade,
361-2686. A partir das 8h.
A beira-mar de Piedade é o cenário ideal para experimentar
a caipirosca nevada Titanic, com polpa de tangerina (R$ 2,86). Enquanto
isso, belisque bolinhos de camarão ou charque. Legal para
ir de bermuda e chinelos de dedo. $
Itapoã,
Avenida
Ministro Marcos Freire, 897, Bairro Novo, Olinda,
429-1713. A partir das 10h. Cc.: C, D, H, M e V. T.: todos. Estac.
Espaço amplo de frente para o mar, bom para encerrar um dia
de trabalho. Bermuda e sandálias são o traje habitual
aqui. Peça um galeto empanado, frito ao alho e óleo
(R$ 7,00), enquanto toma um drinque. $
Kalamar,
Rua
Bem-te-vi, 17, Brasília Teimosa, Pina,
9964-6471. 8h/0h (dom. a qui.) e 8h/4h (sex.
e sáb.).Cc.: todos. T.: todos. Couvert
art.: R$ 2,00 (por mesa).
Embora não fique exatamente na beira do mar, tem todo um
ar praiano, da decoração à comida. Filés
de arabaiana e sirigado peixes de carne bem branca e suculenta
são a base dos pratos aqui. Um deles é a farta
peixada, com arroz, pirão, legumes e ovos: custa R$ 14,00
e dá para quatro pessoas. Quem vai só para petiscar,
fica com o siri mole ao alho e manteiga (R$ 9,00 a porção
com 600 gramas). $
Marisqueira,
Avenida
Ministro Marcos Freire, 521, Bairro Novo, Olinda,
439-2499. 8h/6h. Cc.: todos. T.:
todos. Estac.
Fecha apenas duas horas para limpeza. Se não estiver chovendo,
prefira o Pier, do outro lado da avenida. Lá você degusta
frutos do mar enquanto ouve as ondas batendo no paredão.
Os petiscos primam pela variedade: há 45 tipos. Entre os
de carne, os melhores são coelho na brasa, charque ao leite
de coco e carne-de-sol de porco. $
Pier
729, Avenida
Ministro Marcos Freire, 729, Bairro Novo, Olinda,
493-0046. A partir das 10h (ter. a dom.). Cc.: A, C, D e S. Couvert
art.: R$ 3,00.
Barzinho simpático, sem maiores destaques. Bom para pedir
um petisco, tomar uma cerveja e relaxar. Aposte no camarão
ao alho e óleo (R$ 9,95 a porção de meio quilo).
$
25ª
DP, Avenida
Beira-mar, s/nº, Brasília Teimosa, Pina,
465-7552. 9h/0h (seg. a qui.) e 9h/2h (sex. a dom.).
Calma! Não se trata de uma delegacia. É o 25ª
Delícias Populares, freqüentado por gente de cuca tão
fresca quanto o marzão em frente. Essa galera costuma pedir
filé de agulha (R$ 1,00 a unidade) e sururu (R$ 6,00, para
três pessoas) para fazer par com a cervejinha. $
VARIADOS
Bar
28, Rua
Alfredo Lisboa, 172, Recife Antigo,
224-3518. A partir das 9h.
Tem mais de 40 anos. O nome vem do fundador, Antonio da Silva Filho,
que trabalhava como policial e era conhecido pelo número
28. O bar atinge mais o público de meia-idade, que costuma
dar uma volta por lá antes do almoço e no fim da tarde.
A dose do escocês custa R$ 4,00. O tostex do 28, sanduíche
de queijo-do-reino e molho inglês, é uma das boas opções
para petiscar. $
Berrante,
Rua
Capitão Sampaio Xavier, 453, Tamarineira,
426-7189. A partir das 17h (seg. a sáb.), a partir das 16h
(sex.) e 17h/2h (dom.). Cc.: H e V. T.: todos. Couvert art.: R$
1,00.
Mesas ao ar livre e música ao vivo com muita MPB garantem
o sucesso deste bar bem despojado. Na sexta, a moçada enche
o lugar e fica impossível arrumar uma simples cadeira. Para
incrementar a noite, o coração de galinha, com 35
unidades, faz a combinação perfeita com a cerveja
gelada (R$ 7,00) $
Blues
Bar, Rua
do Bonfim, 66, Carmo, Olinda,
439-8563. 18h/1h (dom e ter. a qui.) e 18h/3h (sex. a sáb.).
Batata gratinada com molho branco e recheio de frango defumado (R$
11,50, para dois) é o carro-chefe da casa, que fica em uma
pacata rua na Cidade Alta. Ideal para curtir um fim de noite ou
ir a dois. Tem boa variedade de cervejas, incluindo a preta, meio
rara por aqui. $
Capibar,
Rua
Tapacurá, 101, Casa Forte,
268-2643. 16h/1h (ter. a qui.), 16h/3h (sex.) e 14h/4h (sáb.
e dom.).
Quer uma boa dica? Sente-se no tablado que fica sobre o Capibaribe
e contemple a beleza do rio enquanto espera o pedido. Pode ser,
por exemplo, o escândalo da mandioca, feito de macaxeira cozida,
acompanhada de charque com cebola (R$ 8,00, para quatro pessoas).
Em vez de charque, o prato pode vir com filé ou picanha.
$
Cantinho
das Graças, Rua
Guilherme Pinto, 37, Graças,
421-8087. A partir das 21h. Cc.: C e H. T.: todos. Couvert art.:
R$ 1,00 (qui e sex.) e R$ 2,00 (sáb.).
Está sob nova administração desde janeiro de
2000. Ganhou churrasqueira nova e passou a investir em carnes na
brasa. No despojado ambiente, com televisão e música
ao vivo de quinta a sábado, a clientela não deixa
de pedir o galeto completo (R$ 8,70, para duas pessoas). Vem acompanhado
de vinagrete, farofa, arroz e feijão. $
Challé
597, Rua
Dr. José Maria, 597, Rosarinho,
241-5387. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 11h (sáb.).
Há mais de três décadas encanta pela simplicidade
e atmosfera aconchegante. Todos os cômodos da casa fazem parte
do bar. Para petiscar, peça o arrumadinho. Custa R$ 11,00
e serve até quatro pessoas. Quarta-feira é dia de
oficina de frevo, quando artistas como Alceu Valença, Geraldo
Azevedo e Claudio Almeida dão o ar da graça, tocam
e compõem canções. $
Corisco
e Dadá, Rua
Eng. Oscar Ferreira, 338, Casa Forte,
9933-4359. A partir das 16h (seg. a sáb.) e 11h/20h (dom.).
T.: todos.
O nome é uma homenagem ao legendário casal sertanejo.
Todos os funcionários, inclusive o dono, circulam com o nome
estampado no boné. O caldão à moda é
delicioso. Tem feijão, salsa e um ingrediente especial, mantido
em segredo. Vale experimentar e repetir! Custa R$ 1,60. O espetinho
de carne na brasa (R$ 1,20) é sempre bem-vindo. $
Entre
Amigos, Rua
Marquês de Valença, 50, Boa Viagem,
466-2023. A partir das 11h. Cc.: todos. T.: todos. Estac.
Conhecido como "Bar do Bode", o local é especialista em servir
a carne do caprino. Tem para todo gosto. A tradicional buchada,
com arroz e pirão, sai por R$ 7,95. Já a opção
mais metida a besta (assado na brasa, fatiado, ao molho de catupiry,
com arroz piemontês e batata sauté) custa R$ 20,90,
para quatro pessoas. A lingüiça e a paçoca de
bode também valem a visita. $
Espeto
de Pau, Rua
Pessoa de Melo, 198, Madalena,
227-3515. A partir das 16h (seg. a sex.), a partir das 11h (sáb.)
e 11h/18h (dom.). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 1,00.
Aqui se consegue a combinação ideal para o domingão:
cerveja gelada (R$ 1,50), uma boa partida de futebol no telão
e petiscos na brasa. A picanha argentina completa, com arroz, feijão-verde,
macaxeira, molho verde e farofa, sai por R$ 19,90. Os jovens costumam
encher o lugar na sexta, quando há show de MBP. $
Estação
Casa da
Moeda, Rua
da Moeda, 150, Recife Antigo,
224-2182. A partir das 18h (ter. a dom.). Cc.: A, C, H e M.
A antiga Dalí Whiskeria, que funcionava em Boa Viagem, acaba
de estrear endereço novo no Recife Antigo. Intimismo continua
sendo a tônica do lugar, que pretende reunir um público
mais alternativo. Na carta de bebidas há boa variedade de
uísques escoceses e drinques como o dalí, feito com
vodca, cointreau, um lance de groselha e suco de limão (R$
3,50). Entre os petiscos, ganha disparado o carpaccio. Quer um conselho?
Fique com as versões regionais, de carne-de-sol e surubim
(R$ 7,00, cada uma). $
Bar
do Bode, Rua
do Farol, s/nº, Carmo, Olinda,
439-0783. A partir das 17h (seg. a qui.), a partir das 12h (sex.
e sáb) e 12h/0h (dom.). T.: C, T, TA, Tr, V e VA.
Pouca gente sabe onde fica o Cory's Burguer's, nome verdadeiro do
lugar. O apelido (Bar do Bode) vem de sua especialidade: carne de
caprino. Proveniente do sertão pernambucano, a carne de bode
recebe tempero à base de alecrim, noz-moscada e sal. São
quatro versões: na brasa, guisado, como buchada ou lingüiça.
Meio quilo grelhado vem com farofa e vinagrete (R$ 8,50), suficiente
para quatro. Se é um sortudo, vá às sextas:
você pode ganhar um prato de petisco como cortesia e de quebra
tomar caldinho grátis. $
Florestal
Bar, Rua
Pianista Isnar Mariano, 11, Imbiribeira,
9108-4382. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 11h (sáb.
e dom.). T.: TA e VA.
Sob árvores e coqueiros, bata um papinho ou jogue uma partida
de sinuca. No intervalo entre a prosa e a diversão, peça
o Florestal, mistura descompromissada de salame italiano, ovo de
codorna e azeitona (R$ 3,00). $
Kioske
Frios, Rua
Dr. José Maria, 836, Galeria João de Deus, loja 2,
Rosarinho,
445-1984. 18h/2h (seg. a sáb.) e 17/0h (dom.). T.: TA.
As carnes e os queijos são especialidade da casa, que tem
mesas espalhadas pela calçada da galeria. Comece com o carpaccio,
que custa R$ 7,00. Depois mire a picanha completa, com farofa e
vinagrete (a de 500 gramas sai por R$ 17,00). Quer mais? Então
tente a tábua completa com dez frios. $
Galeto
Amélia, Rua
Amélia, 80, Espinheiro,
221-2343. 9h30/18h30 (seg. a sáb.) e 8h30/15h30 (dom.). T.:
T e V.
Enquanto espera o delicioso galeto, a clientela aproveita para sentar
e tomar uma cervejinha. A ave completa custa R$ 9,50 e acompanha
farofa, molho vinagrete, arroz e feijão. $
La
Strada, Rua
do Apolo, 213, Recife Antigo,
224-7893. A
partir das 17h (ter. a dom.).
Ao entrar, olhe logo para cima. O enorme e inusitado lustre do teto,
feito pelo próprio dono, o argentino Raul Montini, tem 120
garrafas coloridas. Um charme. Inaugurada em fevereiro de 2000,
a casa é bem espaçosa. No balcão ou nas mesas,
a moçada curte os shows de voz e violão, que no final
da noite terminam com canjas de cantores de bares vizinhos. A cerveja
long neck custa R$ 1,50. $
Manguetown,
Rua
das Ninfas, 112, Boa Vista,
231-0816. A partir das 18h (ter. a dom.). Cc.: todos. T.: T. Entrega
em domicílio.
Nada de luminárias estilizadas ou espadas de samurai. Apesar
de servir 29 pratos orientais, a decoração aqui é
na base de palha e caranguejos do mangue. O sushi simples vem com
porções de salmão, camarão e polvo (dez
unidades por R$ 14,60). Se quiser algo mais brasileiro, peça
o tradicional filé com fritas. Costuma ser ponto de encontro
da galera alternativa da cidade. $
Maria
Maria, Rua
do Sol, 225, Carmo, Olinda,
9996-1139. A partir das 19h (qua. a sex.) e a partir das 18h (sáb.
e dom.). T.: TA.
A maior freqüência aqui é do público GLS,
que encontra neste pequeno e discreto ambiente um lugar perfeito
para ficar sem constrangimento. Para os mais tímidos, o mezanino
é a solução. Para matar a fome, peça
o prato da casa: macaxeira com carne-de-sol e queijo de coalho (R$
10,00). $
Meu
Quintal, Avenida
Dr. Malaquias, 231-A, Aflitos,
426-6162. 18h/1h (ter. e qua.) e 18h/2h (qui. a sáb.). Cc.:
H. T.: todos.
Conquista pelo aconchego. Em novembro de 1998, a proprietária
Vânia de Moura reformou os fundos da casa e montou o bar.
A idéia deu certo e, hoje, podem-se degustar suas deliciosas
receitas. A abóbora gratinada, com camarão e requeijão,
dá para duas pessoas e custa R$ 9,40. $
Oitão,
Rua
São Vicente, 245, Parnamirim,
268-9447. A partir das 18h (ter. a qui.), a partir das 11h (sex.
e sáb.) e 11h/18h (dom.). Cc.: C, D, H, M e V. É
crime chamar de barzinho. Tem de ser barzão. Famoso por já
haver sediado pagodes animados, o Oitão agora faz a linha
família. A criançada se esbalda no arborizado quintal
e deixa os pais despreocupados e livres para escolher a comida.
Especialidade da casa: bode guisado, com arroz, feijão-verde,
farofa e vinagrete (R$ 12,90, para duas pessoas). Às quartas,
tem a promoção do clone: peça uma bebida e
ganhe outra. $
Parceria,
Rua
Desembargador Martins Pereira, 132, Aflitos,
241-1260. A partir das 17h (seg. a qua.) e a partir das 11h (qui.
a dom.). T.: VA.
Ideal para quem procura um lugar bem à vontade. A cerveja
gelada e o carneiro na brasa (R$ 17,40) costumam ser o atrativo
principal. $
Picanha
do Futuro, Rua
do Futuro, 974,
268-9657. A partir das 11h. Cc.: C, H e V.
A localização é um dos grandes atributos da
Picanha. Em frente ao movimentado Parque da Jaqueira, podem-se apreciar
o verde do lugar e a moçada bonita que caminha por ali. Ouvindo
clássicos da bossa nova, a clientela saboreia a picanha com
macaxeira, molho verde e farofa. Custa R$ 16,80 e dá para
três pessoas. $
Picanha
do Tio Dadá, Avenida
Bernardo Vieira de Melo, 1188, Piedade. 11h/3h (seg. a qui.), 11h/3h30
(sex. e sáb.) e 11h/0h (dom.). Estac.; Rua Baltazar Pereira,
100, Boa Viagem, 11h/1h (seg. e ter.) 11h/2h30 (qua. e qui.), 11h/3h
(sex. e sáb.) e 11h/0h (dom.); Rua da Esperança, 167,
Porto de Galinhas,
462-2020 e 465-0986/552-1319. Diariamente, a partir das 11h. Cc.:
A, C, D, M e V.
Picanha, maminha e lingüiça são o que há
de melhor por aqui. A picanha simples, com meio quilo de carne,
serve duas pessoas (R$ 16,92). Fatiada na mesa, a peça volta
para a churrasqueira, para ser mantida quentinha. Prove as já
famosas caipiroscas de cajá, limão ou tangerina. Amplo
e de frente para o mar, o endereço da Piedade é o
mais badalado da rede. O restaurante de Porto de Galinhas é
o único que oferece peixes e frutos do mar. $
Recanto
do Araçá, Rua
Pianista Isnar Mariano, 12, Imbiribeira,
471-9617. A partir das 16h. Cc.: V. T.: TA e VA. Couvert art.: R$
2,00 (por mesa).
Enche nos fins de semana, quando a música ao vivo e os petiscos
variados atraem os fregueses. Para acompanhar a cerva, eles pedem
o atum em postas com salada. É uma porção com
350 gramas de pescado, que custa R$ 5,00 e dá para duas pessoas.
$
Sombra
e Água Fresca,
Rua
Bezerra Cavalcanti, 119-B, Jaqueira,
267-7104. A partir das 16h (seg. a sex.) e a partir das 12h (dom.).
T.: VA. Reúna
os amigos e assista aqui à final do campeonato do time do
coração. Há três aparelhos de TV espalhados
pelo salão aberto, à margem do Rio Capibaribe. Se
a fome apertar, mande vir um frango inteiro desossado. Sai por R$
7,50. Cerveja, por R$ 1,30 (600 ml). $
Sushiguá
Picanha, Rua
Dom José Lopes, 1200, Boa Viagem,
466-6428. 18h/2h (seg. a qui.), 18h/3h (sex.), 11h/3h (sáb.)
e 11h/1h (dom.). Cc.: todos. T.: TR. Estac.
Para quem não sabe o que quer, ou quer de tudo um pouco,
este é o lugar ideal. A mistura inusitada de sushi, guaiamum
e picanha deu certo e o lugar vive lotado. Tem o combinado de sushi
e sashimi, guaiamuns de vários tamanhos (de R$ 2,90 a R$
6,90). A picanha completa (R$ 17,90) acompanha arroz, feijão,
maionese, molho verde e farofa. $
Taberna
Amsterdã, Rua
27 de Janeiro, 69, Carmo, Olinda,
439-8543 (100 lugares). A partir das 19h (qua. a sáb.) e
a partir das 17h (dom.). A
cineasta carioca Ruth Pinho abriu a casa exatamente no dia que dá
nome à rua: 27 de janeiro, data em que os holandeses deixaram
Pernambuco. A culinária é a do país dos moinhos
de vento, com toques marcantes da cozinha indonésia. Na hora
de escolher, fique com o bami goreng, macarrão frito com
camarão, frango, bacon, champignon, ervilha, batata e molho
indonésio (R$ 12,00, para duas pessoas). $$
Tapa
de Cuadril, Rua
Leonardo Bezerra Cavalcanti, 117, Parnamirim,
269-2035. 18h/1h (ter. e qua.) e 18h/2h (qui. a sáb.). Cc.:
A. T.: VA. Estac. Couvert art.: R$ 3,00 (por mesa).
Um lugarzinho para fugir da badalação e saborear bons
petiscos, apreciando a beleza do Rio Capibaribe. O nome é
uma expressão argentina para picanha, carro-chefe do cardápio.
A completa vem com farofa, vinagrete e cebola na brasa (R$ 16,00).
Mas antes prove o boliviano, bolinho de galinha, passas, pimenta
e azeitona. A porção vem com dez unidades. De quinta
a sábado, há show de MPB. $
O
Vagão, Rua
do Espinheiro, 462, Espinheiro,
426-5455. 17h/1h (ter. a qui.), 17h/2h (sex.), 11h/2h (sáb.)
e 11h/23h (dom.). Cc.: todos.
Um vagão antigo, reformado, compõe o visual deste
bar simples, com mesas e cadeiras espalhadas na calçada.
Não há quem saia dali sem provar a deliciosa picanha
argentina (R$ 16,40), que acompanha molho verde, farofa, salada
de batata e cebola na brasa. $
Zepellin,
Rua
do Bom Jesus, 206, Recife Antigo,
424-4344. A partir das 18h (qua. a sex.) e 19h/3h (sáb.).
Cc.: A, C, D, M e V. Cons. mínima: R$ 12,00, na sexta, e
R$ 20,00, no sábado (mesas externas). Couvert art.: R$ 2,00.
Os jovens habitués economizam psicanálise soltando
o gogó no karaokê promovido nas sextas e sábados,
quando há música ao vivo. Depois, molham a garganta
com o chope gelado, de R$ 1,80, ou apostam no teka blue, coquetel
de curaçau blue, soda, cereja e hortelã (R$ 3,50).
$
UISQUERIAS
Uisqueria
da Praça, Rua
Pedro Américo Galvão, 105, térreo,
326-9593. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 19h (sáb.).
Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 3,50 a R$ 5,00. Estac.
Ambiente refinado, com poltronas reclináveis em vez de cadeiras.
Completa um ano em julho de 2000, servindo uísques de todas
as marcas e preços. O público é, digamos assim,
mais experiente inclusive do ponto de vista etílico.
A dose do Johnnie Walker Red sai por R$ 3,90. A Blue só é
vendida em garrafas fechadas: R$ 450,00. $
Whiskeria
Scotch
House,
Rua
do Apolo, 152, Recife Antigo,
3074-1764. 12h/23h.
Lota às sextas, quando o público, na faixa de 40 a
60 anos, estica a happy hour e põe a conversa em dia ao som
de Dorival Caymmi e Ângela Maria. Com a animação,
os clientes chegam a verter cerca de 1 000 doses por semana. Há
dez opções de uísque. A de Johnnie Walker Red
custa R$ 3,50. $
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