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Melhores bares por categoria

Boa bebida, gente inquieta, comidinhas, música e muita conversa fiada. É mais ou menos essa a receita comum entre os muitos bares espalhados por todo o Recife. Mas basta visitar alguns deles para perceber que existem infinitas formas de combinar esses elementos. É justamente isso que dá personalidade a cada lugar. Os resultados vão desde um efervescente botecão lotado e ruidoso até um cantinho charmoso e tranqüilo aonde se deve ir bem acompanhado, de locais só freqüentados por determinadas turmas a espaços ecléticos onde se celebra tudo o que possa valer um brinde...

No Recife tem tudo isso e muito mais. O melhor da cidade 2000-2001 traz 105 dicas de bares – quinze a mais que na edição anterior. Três desses novatos foram eleitos campeões entre as dez categorias destacadas pelo júri de VEJA. O Alcatraz foi escolhido como o melhor para dançar. Desbancando o Biruta, vencedor do ano passado, o Uruguay Club é o melhor para ir a dois. O terceiro dessa leva é o Boteco, um fenômeno de público onde se bebe o melhor chope da cidade. O Dowtown Pub conquistou dois destaques de uma só vez: é o melhor lugar para paquerar e, pelo segundo ano consecutivo, o que oferece a melhor música ao vivo. Merecem destaque ainda dois bicampeões: o Bar da Fava, reconduzido ao pódio na categoria boteco, e o Pina de Copacabana (fim de noite/boemia). A eleição mostra também que ocorreram mudanças na noite. Até 1999, a maioria das casas se concentrava no eixo Recife Antigo–Centro. Agora, vê-se uma tendência à descentralização. Mas, seja lá em que bairro for, o recifense que gosta de barzinhos não pode reclamar da falta de opções. Basta conferir as dicas desta seção e escolher aonde quer ir hoje à noite.

Bons e baratos Fim de noite Para ir a dois
Botecos Guaiamum Praia
Cachaçaria Happy hour Variados
Caldinho Música ao vivo Uisqueiras
Choperia Para dançar

 

BONS E BARATOS

As Galerias, Avenida Marquês de Olinda, 58, Recife Antigo, 224-2362. 6h/0h (seg. a sáb.) e 15h/22h (dom.). T.: todos. O maltado mais famoso da cidade nasceu em abril de 1928. A bebida é preparada com uma mistura de sorvete, malte e leite, em três sabores: baunilha, morango e chocolate (R$ 2,00, o copo de 300 ml). Para acompanhar, bolinho de amendoim (R$ 0,80). Fotos antigas do Recife cobrem as paredes. Como uma galeria, o bar tem duas portas: uma na Avenida Marquês de Olinda e outra na Rio Branco. Daí o nome. $

Gambrinus, Avenida Marquês de Olinda, 263, Recife Antigo, 224-0466. 8h/19h. T.: T. Inaugurado em agosto de 1930, é considerado o bar mais antigo da cidade. Fica na zona portuária e é freqüentado por boêmios. Experimente a canja de galinha (R$ 1,00) e o filé à Gambrinus – com arroz, feijão, macarrão e verduras (R$ 10,00), uma refeição completa e barata, suficiente para duas pessoas. $

A Porteira, Rua Dr. José Maria, 896, Rosarinho, 9959-1485. 17h/3h (dom. a qua.) e 17h/5h (qui. a sáb.). T.: C, T, TA, V e VA. O forte aqui são carnes na brasa. Peça a maminha com molho verde, farofa e cebola na brasa (R$ 6,90). Enquanto espera, mande vir uma cerveja geladinha (R$ 1,50). Às sexta-feiras, o público jovem lota o bar. $

Bar do Zezinho, Rua Prof. Sílvio Rabelo, 852, Candeias, 469-4623. A partir das 9h (ter. a dom.). T.: todos. Estac. Funciona num amplo galpão. É um dos mais tradicionais do bairro. Há vinte anos, a clientela costuma pedir cerveja gelada (R$ 1,50) para acompanhar o delicioso chambaril. O prato, para quatro pessoas, custa R$ 10,00. Se quiser apenas petiscar, fique com a porção menor, que sai por R$ 7,00. $

BOTECOS

Simples e autêntico

Boa combinação de comidinhas espertas, cerveja e caipiroscas

Gente de todas as idades e estilos costuma desfrutar este legítimo botecão. Simples e bem-cuidado, tem atendimento atencioso. Aqui, o freqüentador encontra cerveja gelada para regar um bom papo e a receita que fez o sucesso da casa: uma fava sem igual. O grão, alvinho e massudo, é colocado na panela com água ainda fria, que deve ser trocada toda vez que escurece. Do contrário, a fava fica amarga.

Foto:  Geyson Magno/Lumar
A leguminosa que dá nome à casa: é preciso saber fazer

Há várias opções de acompanhamento, de bode guisado a galinha à cabidela. Com carne-de-sol, arroz branco, farofa e vinagrete, custa R$ 22,00 e dá para cinco pessoas. Os petiscos são de dar água na boca: arrumadinho de charque, queijo de coalho acebolado e macaxeira frita bem sequinha. A caninha gelada com limão e a impagável caipirosca nevada de graviola são as melhores biritas.

BAR DA FAVA, Rua Padre Oliveira Rolim, 37-A, Jardim Beira-Rio, Pina, 326-3309. 11h/23h (ter. a qui.), 11h/0h (sex. a sáb.) e 11h/18h (dom.). $

Bar da Beata I, Rua Visconde de Araguaia, 81, Poço da Panela, 268-4828. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 12h (sáb. e dom.). A simpatia da proprietária, Severina de Azevedo, é uma das marcas desse lugar simples que já tem vinte anos de história. Ela prepara, na casa vizinha à sua, camarão ao alho e óleo (R$ 6,00) e uma agulhinha de primeira (R$ 1,00 a unidade). O público, quase sempre bem jovem, é movido a cerveja. $

Bar da Beata II, Rua Marechal Bittencourt, 185-A, Poço da Panela, 268-0478. 18h/0h (ter. a sáb.) e 9h/18h (dom.). Não é filial da Beata I, mas é tão agradável quanto. Trata-se daquele típico botecão que muita gente adora: ambiente despojado, com banquinhos e mesas surradas em uma pequena área aberta. As fatias de carne de porco aceboladas, servidas em porção generosa, custam apenas R$ 4,00. Pelo mesmo preço, saboreia-se a galinha à cabidela. $

Bar dos Cornos, Mercado da Madalena, Rua Real da Torre, s/nº, Madalena, 445-1170. 5h/16h (seg. a sáb.). Nasceu de uma brincadeira entre amigos, em 1978, e eles juram que tudo não passa disso. Tem até a Associação dos Cornos do Mercado da Madalena. Os membros se reúnem no bar, todo 11 de agosto, para eleger a nova direção da entidade. O pleito é regado a aguardente e a uma boa rabada (R$ 4,00). $

 Bar dos Quatro Cantos, Rua Prudente de Moraes, 458, Carmo, Olinda, 439-4335. A partir das 21h. T.: todos. Alceu Valença costuma aparecer de vez em quando nesse ponto de encontro de artistas e intelectuais – que costuma atrair também turistas em visita à Cidade Alta. Na terça, a proprietária, Dona Darci, põe a velha radiola para funcionar. São mais de 200 discos de vinil, com repertório que passa por Orlando Silva, Roberto Carlos e coisas do gênero. $

Komida Kaseira, Rua Claudino dos Santos, 11, Afogados, 428-3597. 10h/23h (ter. a sáb.) e 10h/17h (dom. e seg.). T.: todos. Misto de bar e restaurante, o Komida é simples e correto. Prova disso são o pernil de cabrito (R$ 19,90) e a costela de boi (R$ 15,90) ao forno, com arroz, feijão, salada e farofa matuta (farinha de mandioca, cebola, cebolinha e água quente), para três pessoas. As carnes são temperadas apenas com alho, cebola e limão, mas o sabor é divino. Para acompanhar, uma loira suada que ninguém é de ferro. $

Largura, Rua Jerônimo de Albuquerque, 166, Casa Forte, 9961-6625. 10h/0h (seg. a dom.). Você se espremeria num corredor de apenas 70 centímetros só para tomar uma cerveja? Nem pensar? Pois os profissionais liberais e estudantes universitários, que sempre aparecem no Largura, garantem: é bom demais. Além do corredor, onde fica o balcão, o barzinho dispõe de área arborizada nos fundos da casa. Enquanto toma uma gelada (R$ 1,50, a garrafa com 600 ml), prove o arrumadinho de charque. $

Mingau da Bebé, Rua Faisão, Quadra C-11, Lote 10, Ouro Preto, Olinda, 439-4019. A partir das 9h. T.: todos. A clientela é quase da família: o bar funciona na casa da dona, Lenice França, a popular Bebé. Quanto ao nome do lugar, não se trata do alimento à base de leite, mas de uma iguaria feita com chambaril, mão-de-vaca, ovo de codorna, alho e pimenta. É o mingau de cachorro, um caldinho com sustância e que dizem ser afrodisíaco (R$ 0,70 o copo). No almoço, junte-se a três amigos e peça a dobradinha com arroz (R$ 8,00). Dá e sobra. $

CACHAÇARIA

Apurado, Rua da Moeda, 57, Recife Antigo, 424-7170. A partir das 18h (qua. a dom.). T.: todos. As prateleiras comportam quase 120 garrafas do precioso líquido, da pernambucana Carvalheira, cuja dose (50 ml) custa R$ 1,50, à mineira Havana, de R$ 10,00. Todas acompanham bem o fundo musical de samba de raiz. Prove a Bagaceira, portuguesa com certeza. Sai por R$ 2,50. $

CALDINHO

A força do feijão

Receita incrementada com paio, lingüiça, toucinho e charque

Maria José Paiva, a Zezé, usa a mesma receita com a qual faz sucesso desde o início de 1989, quando começou a vender caldinho em uma barraca. Sua fórmula é simples. Leva feijão-mulatinho cheio de caldo, incrementado com paio, lingüiça, charque, toucinho e nada mais. O resto é adereço, que fica a cargo do freguês: ovo de codorna, azeitona ou camarão, azeite, charque, molho inglês ou pimenta.

Foto: Geyson Magno/Lumar
Servido com cana e os adereços

Acompanhado de caninha com limão, o tira-gosto ganha nome novo: ele-ela (R$ 1,00). A clientela variada dá conta de pelo menos 2 000 xícaras de caldinho por semana, que consomem 25 quilos de feijão no preparo. Há também a versão turbinada, maior, servida em copo americano (R$ 1,50). Serve ótima carne-de-sol, de fabricação caseira. A manta de colchão mole é temperada com leite e sal e fica curtindo dois dias, ao sol e no sereno.

CALDINHO DA ZEZÉ, Rua Marquês de Baependi, 122, Campo Grande, 242-1572. A partir das 10h. Cc.: H e V (acima de R$ 15,00). T.: todos. Estac.

Alambique Caldinho, Avenida Bernardo Vieira de Melo, 2326, Piedade, 474-6634. A partir das 16h (seg. a sex.), a partir das 10h (sáb.) e 10h/18h (dom.). T.: todos. Serve mais de 1 500 xícaras de caldinho por semana. Dos dezesseis sabores preparados na casa, seis são oferecidos a cada dia (R$ 0,80 o pequeno e R$ 1,60 o grande). Os de camarão, dobradinha, feijão e quiabo com maxixe são fixos no cardápio. $

Caldinho da Codorna do Amigo Rogério, Rua da Hora, 95, Espinheiro. 16h/23h (seg. a sex.) e 11h/23h (sáb.); Rua Luiz de Carvalho, 701, Bairro Novo, Olinda. 16h/23h (ter. a sáb.). T.: todos. Em pé, junto a pequenas mesas de apoio, os freqüentadores servem-se do delicioso ele-ela (R$ 0,95). Funciona deste modo: primeiro, toma-se "ela", a caninha que vem no copo de 50 ml. Em seguida é a vez do caprichado caldinho de feijão, "ele" (em copo de 100 ml), que tira o gosto da aguardente. Para acompanhar, há várias opções de camarão, charque torrada, ovo de codorna, milho e azeitona. $

Caldinho do Gordo, Rua Engenheiro José Brandão Cavalcanti, 998, Imbiribeira, 339-5448. 17h/0h (ter. a qui.), 11h/5h (sex. e sáb) e 11h/1h (dom.). T.: T, TA, V e VA. Couvert art.: R$ 1,50 (individual). O lugar é meio quente, por causa das telhas de alumínio, mas o ventinho que sopra da Lagoa do Araçá refresca um pouco. São cinco sabores de caldinho (feijão-mulatinho, feijoada, camarão, peixe e maxixe com charque), vendidos por R$ 0,80 e R$ 1,40. Quer um petisco mais substancioso? Peça carne de charque cozida com fava: ambos vão juntos para a panela. O prato sai por R$ 6,80 e dá com folga para duas pessoas. $

Caldinho e Cervejaria Export, Estrada do Encanamento, 323, Parnamirim, 269-7311. A partir das 14h (seg. a qui.) e a partir das 12h (sex. a dom.). T.: todos. Estac. Receita de sucesso, sem muito mistério: o famoso caldinho, eleito duas vezes o melhor pelos Amigos Degustadores do Caldinho do Brasil (ADCB), tem como espessante o próprio feijão. Para cada quilo do grão que permanece inteiro, adicionam-se 500 gramas para amassar e engrossar o caldo. São cinco opções: feijão-preto, cebola, camarão, feijão-mulatinho e cabrito (R$ 0,70). $

Caldinho do Henrique, Rua do Hospício, 46, Boa Vista, 421-4523. 16h/1h (seg. a sex.). É uma boa alternativa no centro da cidade. Caldinhos de peixe, feijão, camarão e sururu (o melhor) saem por R$ 0,50 a xícara de 50 ml. Oferece boas opções de frutos do mar, como o filé de siri ao molho de coco (R$ 5,00, para dois). $

Caldinho Saideira, Rua Dom João de Souza, 360, Madalena, 227-1358. 11h30/15h e a partir das 18h (seg. a sáb.). T.: todos. É o único na cidade com caldinho no esquema self-service. São oito tipos: carne, cebola, feijoada, feijão light (sem carne de porco, só com charque), maxixe, marisco, peixe e siri. Custa R$ 0,70 (xícara) e R$ 1,30 (copo) e pode ser incrementado com mais de quinze acompanhamentos, como azeitona, milho verde e ovo de codorna. Também vende tira-gostos a quilo (R$ 9,00) e almoço (R$ 6,50). $

Caldoido, Avenida General Polidoro, 567, Cidade Universitária, 272-6287. A partir das 16h (seg. a sex.) e a partir das 11h (sáb. e dom.). T.: todos. Tem a maior variedade de caldinhos da cidade. São doze, disponíveis diariamente: aratu, camarão, caranguejo, cebola, dobradinha, feijão, feijoada, lagosta, marisco, ostra, peixe e sururu. Custam entre R$ 0,90 e R$ 1,20 e vêm em copinhos de 100 ml. A codorna na brasa (R$ 1,00, a unidade) e a patola de caranguejo à milanesa (R$ 8,00, a porção com 350 gramas) são dois petiscos obrigatórios. $

O Caldíssimo, Rua Visconde de Jequitinhonha, 2237, Boa Viagem, 326-0172. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 12h (sáb. e dom.). Cc.: A, C, D, H e M. T.: T. Pavilhão amplo, onde se come uma deliciosa galinha à cabidela, com arroz, feijão macassa, farofa e macaxeira cozida ou frita (R$ 14,90). Aqui, o caldo é gigante (vem em xícaras de 150 ml) e tem seis sabores: feijão-preto e mulatinho, camarão, peixe, mocotó e cabeça-de-galo (R$ 1,35). Serve almoço aos sábados e domingos. $

CHOPERIAS

Macio feito veludo

As virtudes do Boteco vão além do colarinho cremoso

É um fenômeno. Decorado no melhor estilo despojado-chique, com azulejos nas paredes e mesas de madeira, o ambiente é dominado por aquele característico rumor produzido por grupos de amigos que se dedicam a duas atividades básicas: entornar um chopinho e jogar conversa fora. Habitat de mauricinhos e patricinhas (adolescentes, trintões ou quarentões), o salão é uma passarela onde a turma exibe suas roupas de grife. Mesmo quem não se enquadra nessa linha sente-se à vontade por aqui, desde que se disponha a esperar em média vinte minutos por uma mesa. Quem entra demora a sair, já que, além do melhor chope, o Boteco serve o melhor pastel e o melhor salgado do Recife (leia mais na página 88).

Foto: E. Queiroga/Lumar
Chega ao copo a exatos 3 graus centígrados

O chope (R$ 1,80) é bem tratado desde os barris, que passam pelo menos 24 horas na câmara frigorífica. Dali só saem para a chopeira, onde a serpentina recebe gelo sem economia: 400 quilos por dia, socados com capricho a cada vinte minutos. Renato Bertolino é mestre na hora de tirar a bebida. Ele controla a pressão do gás do cilindro diariamente para garantir o colarinho supercremoso do chope, que chega ao copo com exatos 3 graus centígrados. O resultado é um líquido levíssimo. Desce pela garganta macio feito veludo. Para a hora em que, digamos, a bebida pede passagem, o bar fez uma boa inovação. No banheiro dos homens, há uma superfície almofadada, parecida com um encosto de sofá, logo acima do mictório. É ali que os marmanjos repousam a cabeça na hora de expelir o chope antes de voltar ao salão e pedir mais um penúltimo – e mais um, e mais um...

BOTECO, Avenida Boa Viagem, 1660, 2º Jardim, Boa Viagem, 325-1428. A partir das 17h (seg. a qui.) e a partir das 12h (sex. a dom.). Cc.: C, D e M. $$

Arsenal do Chopp, Praça do Arsenal, 59, Recife Antigo, 224-6259. A partir das 17h. Cc.: C, D e M. Couvert art.: R$ 1,50. É um dos primeiros bares que se vêem ao chegar ao pólo do Recife Antigo. O chope (R$ 1,80, caneca com 300ml) sai estupidamente gelado, graças às duas máquinas refrigeradas a gelo, onde a bebida é mantida desde o início do dia. $

Cia. do Chopp, Avenida Conselheiro Aguiar, 2775, Boa Viagem, 465-9066. 11h/15h, 17h/0h (dom. a qua.), 17h/1h (qui.) e 17h/3h (sex. e sáb.). Cc.: todos. T.: todos. Estac. Os engravatados de fim de tarde que vão ao local tomam o chope padrão: servido em tulipas de 300 ml, com dois dedos de colarinho e bem gelado (R$ 1,59). O burburinho acontece mesmo de segunda a quinta (17h/19h), quando a bebida vem em dose dupla a cada pedido. $

Rota do Chopp, Rua do Bom Jesus, 35, Recife Antigo, 424-2916. A partir das 17h (fecha seg.). Cc.: todos. Cons. mínima: R$ 20,00 por mesa. Couvert art.: R$ 1,50. Barzinho despojado. As mesas na calçada são sua marca registrada. É nelas que uma pequena multidão dá conta de nada menos que 500 copos de chope todo fim de semana. O líquido, bem tirado, é servido em tulipas de 300 ml. Custa R$ 1,70. Como nem só de chope vive o homem, peça um tradicional filé com fritas. $

FIM DE NOITE

Ferveção na oca

Pina reúne todas as tribos e reedita o sucesso da saudosa Soparia

O dono da casa é o agitador cultural Roger de Renor, que ficou famoso com a antiga Soparia, no bairro do Pina. Suas festas estendiam a badalação madrugada adentro. O Pina de Copa nasceu quase por acaso. Inicialmente, a proposta era fazer apenas uma festa no Carnaval de 1999. Deu tão certo que virou point fixo de notívagos e da galera manguebeat. Pronto! Estava trocado o endereço da boemia recifense. No caminhão da mudança, Roger trouxe a indefectível radiola de fichas, alguns objetos decorativos e a tradição de promover shows de bandas locais, como a Textículos de Mary.

Foto: Geyson Magno/Lumar
É festa: radiola e apresentações de bandas locais

Na mesma linha alternativa da Soparia, aqui se encontram todas as tribos urbanas para fazer um fim de noite descontraído e com muita paquera. Às quintas-feiras, a banda de rock anos 70 Má Companhia toma conta do palco (R$ 2,00 por pessoa). No dia seguinte, é a vez da discoteca pomba-gira, com som mecânico, tocando música latina sem parar.

PINA DE COPACABANA, Rua da Moeda, 121, Recife Antigo, 9127-9435. A partir das 19h (qua. a sáb.) e a partir das 18h (dom.). T.: todos. Couvert: R$ 2,00. $

Bar Savoy, Avenida Guararapes, 147, Santo Antônio, 224-2291. 9h/22h. Cc.: C e D. T.: todos. Fundado em 1946, um dos mais antigos da cidade chama atenção por duas relíquias: 1) versos originais do poeta Carlos Pena Filho pendurados em molduras nas paredes; 2) um painel todo de azulejos pintados a mão, do artista plástico Corbiniano. Quartel- general de boêmios, que não resistem a um chopinho (R$ 1,00) acompanhado de salada de bacalhau, com batata e verduras (R$ 12,00). $

Empório Sertanejo, Rua da Hora, 34, Espinheiro, 9977-4438. A partir das 12h (ter. a sáb.). Cc.: H e V. Desde dezembro de 1992, políticos, executivos e profissionais liberais tomam a última cerveja da noite no Empório, um dos mais movimentados botecões da cidade. Se passar por lá, não deixe de pedir o bode guisado, que vem com farofa de cuscuz e pão. Sai por R$ 7,00. Com um pouco de sorte, ainda dá para curtir um forrozinho do sanfoneiro que, vez ou outra, faz show na casa. $

Royal, Rua Mariz e Barros, 181, Recife Antigo, 224-5854. 8h/18h (seg. a qua.) e a partir das 8h (qui. a sáb.). Cc.: todos. T.: Tr e V. Quer terminar bem a noite? Passe no Royal. A cerveja é sempre geladíssima. Antes de ser vendida, a loirinha (R$ 1, 70 a grande e R$ 1,20 a long neck) passa pelo menos 48 horas no freezer. Criado em agosto de 1944, o bar é simples, com cadeiras espalhadas na calçada. Para petiscar, carne-de-sol com fritas. No fim de semana os clientes só vão embora quando o dia começa a raiar. $

SPTZ, Rua Joaquim Nabuco, 534, Loja 1, Graças, 9142-1551. A partir das 19h (ter. a dom.). Estac. A alta rotatividade do público – em boa parte GLS – faz com que o lugar seja um passadouro a caminho da boemia. É ideal para começar ou terminar a noite em grande estilo, por causa do ambiente despojado e das rápidas opções do cardápio. Quer dicas? Peça o sunrise, drinque preparado com vodca, orange curaçau e concentrado de laranja (R$ 3,60). Para acompanhar, as exclusivas muchachas, crocantes anéis de cebola empanados (R$ 3,50, a porção com 200 gramas). Detalhe do nome da casa: a sigla é composta de consoantes da palavra espermatozóide. $

GUAIAMUM

Do mangue à mesa

O crustáceo recebe tratamento especial antes de ir à panela

Dentro das enormes garras do guaiamum, existe uma carne branquinha, adocicada e com baixo teor de gordura. Para preparar, usam-se apenas água, sal, cebola, coentro e tomate. Do caldo é feito o pirão, bastante requisitado como acompanhamento (R$ 2,00 para quatro pessoas).

Foto: Geyson Magno/Lumar
No preparo usam-se apenas água, sal, cebola, coentro e tomate

Os bichos ficam expostos em tanques, onde recebem tratamento vip, à base de fubá, dendê, abacaxi e coco. Custam entre R$ 2,00 (150 gramas) e R$ 7,00 (600 gramas). Toda semana a casa vende cerca de 1 200 unidades do crustáceo, trazido da Bahia e do Espírito Santo, já que foi extinto em Pernambuco. O Tepan é famoso pelo guaiamum, mas prepara também bons grelhados e pratos da culinária japonesa, como o combinado de sushis e sashimis, com trinta peças (R$ 19,00).

TEPAN, Rua Dr. José Maria, 151, Encruzilhada, 427-4187. 18h/ 1h30 (seg. a sex.); 12h/1h30 (sáb.); e 12h/0h (dom.). T.: C, TA, T e V. $

Bar do Guaiamum, Avenida Ministro Marcos Freire, 1023, Bairro Novo, Olinda, 429-3383. 9h/0h (dom. a qui.) e 9h/2h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Diógenes Pereira abriu o restaurante em setembro de 1963 e até hoje mantém a tradição de servir guaiamuns de bom tamanho. Aproveite, o crustáceo aqui custa de R$ 3,00 a R$ 5,00. O camarão com arroz e purê de batata (R$ 21,50) é refeição completa para dois. $

Casa do Guaiamum, Rua Eng. Oscar Ferreira, 336, Casa Forte, 268-5240. 17h/1h (ter. a qui.) e 17/2h (sex. e sáb.). Cc.: todos. O detalhe pitoresco é a calçada, que – na linha galeria da fama – tem cerâmicas com nomes de Lenine, Chico Science e Aramis Trindade. Os guaiamuns vêm em três tamanhos: o pequeno custa R$ 1,50; o médio, R$ 2,20; e o grande, R$ 3,90. Pode-se pedir ainda uma posta de cavala ou beijupirá. Dá para quatro pessoas e custa R$ 7,00. Às sextas, as mesas são muito disputadas. $

Guaiamum Gigante, Rua Dr. José de Góes, 299, Parnamirim, 441-1509. A partir das 18h (ter. a sex.) e a partir das 11h (sáb.). Cc.: todos. T.: todos. Aqui se degusta um dos melhores guaiamuns do Recife. Bem cevados, custam entre R$ 1,50 e R$ 5,00, dependendo do tamanho. Camarão ao alho e óleo é outro bom petisco (R$ 14,00 o prato com meio quilo). Conseguir lugar à noite é uma proeza. Por isso, saia cedo de casa. $

Guaiamum nº 1 ­ Sushi bar, Rua Desembargador João Paes, 1021, Boa Viagem, 465-1383. 18h/1h (ter. a sex.) e 12h/1h (sáb. e dom.). Cc.: A, D e V. Aqui o recifense encontra dois de seus petiscos prediletos: guaiamum (R$ 2,00 a R$ 6,00) e caranguejo (R$ 1,00). Se a idéia é almoçar ou jantar, fique com a moqueca de camarão, com arroz e pirão, ou as postas de arabaiana ou garoupa na chapa, com arroz e fritas. $

Guaiamundo, Estrada do Encanamento, 1580, Casa Forte, 441-7428. 17h/0h (qua e qui.), 11h/1h (sex. e sáb.) e 11h/16h (dom.). Cc.: A, C, D, M, S e V. Delícia de bar. Simples e arrumadinho, serve guaiamuns de vários tamanhos e preços: vão de R$ 1,60 a R$ 6,00. Prepara ainda bons pratos da culinária baiana, como vatapás e acarajés. Às quartas, tem comida japonesa. O sushi super, com quinze unidades, custa R$ 13,00. $

Ilha do Guaiamum, Rua Maria Carolina, 68, Boa Viagem, 466-2222. 9h30/2h (dom. a qui.) e 9h30/4h (sex. e sáb). Cc.: A, C, D, H, M e V. T.: todos. Estac. Ambiente ventilado e agradável, com grande variedade de petiscos. Guaiamuns (R$ 2,00 a R$ 8,50) e ensopado de sururu (R$ 6,90) estão entre as melhores opções. No almoço, prefira o filé de garoupa à moda, com arroz à grega e purê de batata (R$ 16,40). $

Socaldinho Guaiamum. Avenida Conselheiro Aguiar, 112, Pina, 326-3766. 17h/2h (seg. a qua.), a partir das 17h (qui. e sex.) e a partir das 11h (sáb. e dom.). Cc.: A, H e V. Estac. Foi durante muito tempo o point de jovens da classe média da cidade. Agora está de cara nova: aboliu a música ao vivo e passou a servir refeições. Boa opção para o almoço é a cioba na grelha, com arroz, purê e batata à dorê (R$ 13,95). Guaiamuns (R$ 1,50 a R$ 8,00) e caipirosca nevada de kiwi (R$ 2,30) formam uma exótica combinação. O caldinho de feijão continua irresistível. $

Só Crustáceos, Rua Marquês do Paraná, 209, Espinheiro, 426-7871. 17h/0h (ter. a qui.), 11h/2h (sex.), 11h/0h (sáb.) e 11h/19h (dom.). Cc.: D, H, M e V. T.: T, VA e V. Couvert art.: R$ 1,00. Você não resiste a um camarão ao alho e óleo? Então faça um pit stop neste simples e espaçoso bar. A porção, com 500 gramas, custa R$ 9,00. Quer mais? Tem caranguejo e guaiamum. A música ao vivo no sábado é um convite a mais para os casais. $

Universidade do Guaiamum, Estrada de Aldeia, km 10, Aldeia, Camaragibe, 459-1205. 11h/0h (seg. a qui.); 11h/2h (sex.); 7h/2h (sáb.) e 7h/22h (dom.). Cc.: A, H e V. Couvert art.: R$ 1,50. Estac. Às vezes é um pouco difícil encontrar por aqui os crustáceos que batizam a casa. Quando são oferecidos, custam de R$ 2,50 a R$ 6,00. A porção de camarão ao alho e óleo para petisco (500 gramas) sai bem em conta: R$ 12,00, para três pessoas. Bolinhos de bacalhau, charque ou queijo também são legais. Música ao vivo nas sextas. Aos sábados e domingos, serve café da manhã regional. $

Veleiro do Guaiamum, Rua Barão do Caiara, 10, Casa Forte, 268-2459. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 10h (sáb. e dom.). Cc.: A, C, H e V. T.: todos. Estac. Não tem veleiro. Mas um minibarzinho, flutuando sobre o Capibaribe, já quebra o galho. A clientela, jovem e animada, manda ver no guaiamum. Cerca de 1 500 unidades são trazidas do Rio de Janeiro toda semana. Os preços variam de R$ 1,80 a R$ 4,50. Se tiver tempo, faça um passeio de catamarã pelo rio (R$ 5,00, por pessoa). Música ao vivo de quarta a domingo, com couvert artístico e consumação livres, um dos motivos da lotação constante. $

HAPPY HOUR

Mix de estilos

O lugar certo para ver o dia que acaba e a moçada que passa

Quando o sol se põe, o Empório é tomado por alegre burburinho. O agito é ainda maior diante do sobrado onde o bar se instalou em 1997. Mas o ponto estratégico para ver o vaivém de gente bonita e animada é mesmo a calçada. Diferentemente do que acontece em outros lugares de sucesso na happy hour, seu público não é atraído por promoções do tipo "segundo drinque grátis".

Foto: Geyson Magno/Lumar
Empório: O quente é a calçada

Tampouco por causa da música, pois aqui rola apenas um tímido som ambiente. A ebulição parece ser fruto da boa mistura de freqüentadores, um pessoal que reúne as mais diversas preferências – muitos artistas, executivos e intelectuais. Esse povo todo contribui para manter a casa com certo jeitão moleque e ousado. A miscelânea cultural vai de lançamentos de livros e exposições de artes plásticas a venda de artesanato. Chope correto, destilados em geral e vinhos garantem a variedade etílica que dá ao Empório uma jovial cara de boteco.

EMPÓRIO BOM JESUS, Rua do Bom Jesus, 183-A, Recife Antigo, 424-7474. A partir das 10h (seg. a sex.); a partir das 17h (sáb.); e a partir das 16h (dom.). Cc.: A, C, D, M e V. $

Alfandegário, Rua do Bom Jesus, 5058, Recife Antigo, 224-6507. A partir das 17h30 (seg. a sáb.). Cc.: C, D e M. A coisa funciona assim: no aparelho de som, rola uma seleção de jazz & blues. Nas prateleiras há 90 garrafas de Johnnie Walker, todas com o número de seus donos, geralmente um pessoal de 30 e tantos ou 40 e poucos. Quando a noite cai, os tais donos das garrafas vão chegando. Eles fazem parte do clube do uísque organizado por essa casa, que abriu em maio de 1999. Não é necessário pertencer ao grupo para ir tomar um drinque no Alfandegário, onde a dose do red custa R$ 4,20 e a do gold, R$ 16,00. $

Café Cordel, Rua Domingos José Martins, 18, Recife Antigo, 224-1843. 17h/2h (ter. a sáb.). Cercado pelo etílico bairro do Recife Antigo, o Cordel caiu no gosto dos boêmios. O forte são as infusões de frutas em aguardente (R$ 1,50 a dose). Para petiscar, arrisque o escondidinho de charque com purê de macaxeira (R$ 9,00, para duas pessoas). Aos sábados, há apresentações de grupos de baião, chorinho, samba e viola. Existem folhetos de literatura de cordel pendurados em barbante. O atendimento deixa a desejar. $

MÚSICA AO VIVO

Cabaret, Rua do Bom Jesus, 125, Recife Antigo, 224-2902. A partir das 20h (qua. e qui.) e a partir das 22h (sex. e sáb.). Cc.: C, D e H. R$ 8,00. Cortinas pretas, colunas com detalhes dourados e paredes rosa-choque justificam o nome desse simpático cabaré estilizado. No térreo ou no mezanino, o público jovem diverte-se na "quinta sem lei", quando há bandas de forró. Gosta de pagode e rock? Então apareça na "sexta maluca", quando também há shows de grupos locais. Dica: na sexta, até a meia-noite, mulher não paga entrada. O cabarock completa a semana e comanda o agito dos roqueiros. O bar abre espaço para festas particulares na quarta. $

Depois Dancing Bar, Avenida Rio Branco, 66, Recife Antigo, 424-9058. A partir das 20h (qua. a sáb.). Cc.: A, C, D, M, S e V. R$ 10,00. Está sob nova administração desde agosto de 1999, quando passou a mirar um público, digamos, mais velho – a partir de 25 anos. Às quartas, tem show da banda Túnel do Tempo, que revive sucessos dos anos 60 e 70. Savinho do Acordeón anima as quintas. Nas sextas, o grupo Os Anjos também faz revival setentista. Aos sábados a casa sempre lota. Renato Campelo e banda comandam a noite, com repertório pra lá de eclético. $$

Marinho's, Avenida Herculano Bandeira, 77, Pina, 465-4742. 11h/2h (dom. a qui.) e 11h/4h (sex. e sáb.). Cc.: todos. T.: T e V. Estac. O show de chorinho, com Dalva Torres e quarteto Boemia, é o grande destaque das sextas-feiras. São quatro hobas de apresentação, que arrasta o público – na casa dos 30 anos – para o meio do salão. Para repor as energias, costuma-se pedir o coquetel sexo na praia, vodca, curaçau, suco de limão e soda (R$ 3,20). $

Papillon Bar, Rua Doutor João Dourado Filho, 20, Piedade, 341-7298. A partir das 19h (qui. a dom.). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00 e R$ 6,00. Estac. A seleção musical é eclética: vai do bolero ao forró, do axé à MPB. Aos domingos, videokê e pagode animam a galera. Para acompanhar uma cervejinha bem gelada, peça o filé à papillon, com molho madeira e torradas (R$ 11,90). $$

Pernambucanamente, Avenida Ministro Marcos Freire, 739, Bairro Novo, Olinda, 429-1977. A partir das 11h. Cc.: todos. T.: T e VA. Couvert art.: R$ 2,00 (dom. e seg.); R$ 3,00 (ter. a sáb.); Rua do Bom Jesus, 206, Recife Antigo (1º andar), 424-7145. A partir das 20h (seg. a sáb.). Cc.: H. T.: T e VA. Quer um arrasta-pé com forró pé-de-serra? Ou um bom show de coco-de-roda, maracatu e caboclinho? Tudo isso é oferecido aqui, um barzinho com Pernambuco em estado de espírito. Depois da dança, reponha as energias com o escondidinho de camarão (R$ 7,00). $

Ritmo e azaração

Ao som de rock, blues e jazz, a troca
de
olhares aumenta a temperatura
desse eclético pub


A paquera sempre rolou solta no pub mais transado da cidade. Desde que abriu, em janeiro de 1997, o lugar reúne tanto maurícios e patrícias quanto roqueiros, surfistas e afins. Há certa predominância em visuais, digamos, caprichadinhos: pretinhos básicos, calças boca-de-sino, camisas baby-look, tênis ou saltos plataforma. Sempre movimentado, o bar tem capacidade para 700 pessoas. Quando lota, fica difícil sair do lugar e o corpo-a-corpo às vezes ajuda a conseguir um par. O público feminino é sempre maior. Quem quiser lançar seu charme pode arriscar uns passinhos na pequena e improvisada pista de dança na frente do palco, onde há shows diários de bandas de rock, blues e jazz, a partir das 23 horas.


Foto: Geyson Magno/Lumar
Downtown Pub: público feminino é maioria

O som alto e limpo é ouvido em qualquer lugar da casa. No escurinho, sob o ritmo cadenciado e a fumaça no ar, a azaração é indispensável para fazer uma simples noite tornar-se grande. Depois de ferver na pista, siga para o mezanino, lugar ideal para a inevitável troca de telefones. Quem quer ficar mais próximo da cerveja deve tentar um lugar no balcão. O Downtown de Porto de Galinhas só abre no período de veraneio, de dezembro a janeiro, em julho e para festas esporádicas. O bar tem uma minipraça de alimentação, com quiosques de crepes e comida japonesa e mexicana.

DOWNTOWN PUB, Rua Vigário Tenório, 105, Recife Antigo, 424-6317. A partir das 22h (qua. a dom.). R$ 10,00; Loteamento Merepe 5, s/nº. Porto de Galinhas, 552-1430. A partir das 21h. Cc.: todos. $

PARA DANÇAR

Atrás das grades

Nesta casa com jeitão de presídio, a galera só sai da pista de manhã

O novo point da moçada bonita abriu em setembro de 1999 e funciona no mesmo endereço da antiga Doktor Froid. Seu nome faz alusão ao legendário presídio americano. Os seguranças vestem-se como guardas, os funcionários como detentos e trabalham no balcão atrás de grades. Sob o comando dos DJs Mostarda e Sapo, a pista ferve ao som de muito tecno, trance, house e adjacências. O agito começa para valer depois da meia-noite e vai até o sol raiar. Quinta-feira é exceção, pois rolam shows de banda local até a 1 hora. Nessa noite mulher não paga, mas também não leva.



Alcatraz: tecno, trance, house e adjacências

A chance de conseguir sair acompanhada é três vezes menor que nas demais. Às sextas-feiras são para os saudosos que querem curtir os grandes sucessos dos anos 80. Só tem flashback. De quebra, também tocam algumas músicas setentistas. No sábado, a casa fica apinhada de gente dançando ao som mecânico. Os DJs capricham no rythm and blues. Quem quiser fazer um intervalo deverá subir ao 1º andar, onde funciona o bar. Lá, o repertório é variado. Vai do rock jurássico dos anos 70 até as paradas do momento.

Alcatraz, Rua das Ninfas, 125, Boa Vista, 221-3034. A partir das 23h (qui. a sáb.) e 16h/22h (dom.). R$ 10,00 (mulheres não pagam qui.). Cc.: C, D, H, M e V. $

Bierhaus Oktoberfest, Rua do Bom Jesus, 156/160, Recife Antigo, 224-0396. A partir das 18h (qua. a sáb.). Cc.: D e M. Entrada: R$ 5,00. Com música ao vivo ou sob a batida de som mecânico, a danceteria costuma lotar nos fins de semana. Petiscos alemães, como a salsicha de vitela com salada de batata e mostarda (R$ 6,50), são ótimos para beliscar. Tudo regado a chope geladinho, um dos trunfos da casa para segurar a freguesia. $

Calypso Club, Rua do Bom Jesus, 147, Recife Antigo, 224-4855. 22h/4h (qui. a dom.). Entrada: R$ 5,00. Cons. mínima: R$ 5,00. Música caribenha, forró, axé, pagode e até rock lotam o salão do Calypso, onde gente de todas as idades dança ao som da banda Saigon. O público é eclético, mas os alternativos passam longe do lugar. Aos sábados, o movimento aumenta e a casa, que comporta até 1 000 pessoas, segue em festa até o amanhecer. A cerveja long neck custa R$ 1,50. $

Cat's Night Club, Rua do Brum, 85, Recife Antigo, 424-3150. A partir das 22h (qui. a sáb.). Cc.: C. Aberta em dezembro de 1999, a boate é um dos redutos GLS do Recife. Tem dois mezaninos e um dark room, onde os mais assanhados se aventuram. Na pista, tocam os hits do momento, do tecno ao pop. Um enorme balcão fica ao lado do dancing, o que facilita na hora de pegar um drinque. A hostess Maria do Céu Kelner, que costuma circular entre os clientes, gosta de promover festas esporádicas aos domingos, a partir das 19 horas. $

Refúgio do Pagode, Rua José Bonifácio, 318, Madalena, 9996-9285. 17h/22h30 (sáb.). Couvert art.: R$ 6,00 e R$ 7,00. O imenso espaço ao ar livre, com uma tenda armada bem no meio, é todo dos pagodeiros, que vão ao delírio com três bandas do gênero todo sábado. Para aplacar o suor produzido pelo rebolado, cerveja ultragelada. A promoção da casa – quatro latinhas por R$ 5,00 – deixa muita gente chamando urubu de meu louro. $

Sala de Reboco, Rua Gregório Júnior, 264, 228-7052. A partir das 18h (ter. a sáb.) e a partir das 15h (dom.). Couvert art.: R$ 5,00. O chão de cimento liso facilita na hora de dançar o legítimo forró pé-de-serra, único ritmo tocado por aqui. Ambientada no estilo rústico, a casa já recebeu estrelas da música nordestina, como Alcimar Monteiro e Novinho da Paraíba. Shows apenas de quinta a sábado, com consumo livre. $

Uau! Dancing Bar, Rua Real da Torre, 1013, Torre, 227-4466. A partir das 21h (qui. a sáb.). Cc.: todos. R$ 15,00. Cons. mínima: R$ 10,00. Dos onze ambientes da extinta Fun House restaram apenas sete. A Uau! abre as portas em julho de 2000 e promete fazer do Muchacha Mexican um de seus maiores atrativos. O Hooter's Vídeo é um prato cheio para os aficionados em clipes que caem na gandaia ao som mecânico, depois da 1 da manhã. The Pub promete show de jazz nos fins de semana. Quem gosta mesmo de agito deve ir direto para a pista do Manicômio. Bandas locais terão vez no espaço Woodstock, com apresentações de quinta a sábado. $$

PARA IR A DOIS

Olhos nos olhos

O ambiente conspira para os sussurros
ao pé do ouvido

Responda rápido: qual a receita do bar ideal para um namorico? Nenhuma idéia? Então visite o Uruguay Club, de preferência acompanhado. Aqui você encontra um ambiente à meia-luz, sóbrio e confortável. No salão, mesas bem distanciadas umas das outras – com cadeiras de assento de couro – possibilitam conversas mais íntimas sem que ninguém mais ouça. Quadros com o escudo das vinte províncias uruguaias revestem as paredes. Ao lado da adega climatizada (com predominância de rótulos uruguaios), há quatro mesinhas para quem quer ainda mais discrição.


Meia-luz, conforto e discrição para namorar

Até o volume da música ambiente conspira a favor do casalzinho que consegue trocar confidências sem precisar responder "o quê?". Mas, se a intenção é mesmo namorar, evite as quintas-feiras e os sábados, quando a Contrabanda Jazz Quartet se apresenta, lotando a casa. Voltemos às mesas. Peça um bom camarão ao vinho branco (R$ 16,00), escolha um vinho e faça um brinde olhos-nos-olhos.

Uruguay Club, Rua Prudente de Morais, 281, Carmo, Olinda, 439-8552. 18h30/0h (seg. a qua.) e a partir das 18h30 (qui. a sáb.). Cc.: A, C, D e M. Estac.: c/ manobr. (R$ 2,50). Couvert: R$ 10,00 a R$ 50,00. $$

Curupira, Estrada Velha dos Macacos, 48, Dois Irmãos, 269-3115. 10h/0h (ter. a qui.), 10h/4h (sex. e sáb.) e 10h/22h (dom.). O nome vem de uma entidade mítica indígena que tem os pés virados para trás, protetor da selva e dos bichos. Simples e atraente, este esconderijo fica no meio da mata de Dois Irmãos. Ideal para casaizinhos apaixonados. Entre um brinde e outro, peça o dourado frito, delicioso e crocante, servido com farofa e vinagrete (R$ 5,00). $

Capitania dos Frios, Rua do Bom Jesus, 143, Recife Antigo, 424-5183. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 17h30 (sáb.). Cc.: A, D, M e S. É um porto seguro para quem é fã de temas náuticos. Os documentários sobre mares e ocenos no telão e os funcionários, todos vestidinhos de marinheiro, dão o toque especial ao discreto e tranqüilo bar. Na parte interna, funciona a meia-luz. Para mastigar, peça o trio nordestino: carne-de-sol, queijo coalho e macaxeira frita. Custa R$ 12,00. Vale provar ainda a tábua de frios mista, com peito de peru defumado, presunto, provolone, queijo-do-reino e torradas. $

Casa de Banhos, Arrecifes do Porto do Recife, km 1, Brasília Teimosa, Pina, 467-9951. 11h/23h (qua. e qui.), 11h/2h (sex. e sáb.) e 11h/19h (dom.). T.: todos. Estac. Aqui a burguesia recifense se reunia para tomar banho e bater papo no final do século XIX. O conhecido "Bar do Dique" nasceu em 1887 e quase foi destruído por um incêndio em 1924. No cais da Praça do Marco Zero pega-se um barquinho para fazer o traslado de 10 minutos até o dique (R$ 2,00, ida e volta, por pessoa). Se der sorte, você avistará golfinhos nadando ao redor do barco durante a travessia. Chegando ao bar, vê-se o Recife Antigo por um ângulo diferente. Decorado com bandeiras e bóias de navegação, o lugar tem um mirante, ponto predileto dos casais. Na cozinha, predominam frutos do mar, com destaque para a moqueca de arraia, desfiada ao molho de coco (R$ 8,00). Os produtos chegam fresquinhos aos sábados, direto dos pescadores. Oferece passeios de catamarã (R$ 7,00, individual), pelo Rio Capibaribe, até a Casa da Cultura. $

Espaço Antônio Maria, Rua do Bom Jesus, 163, Recife Antigo, 424-1081. 17h30/2h. Couvert art.: R$ 3,00. O nome é uma homenagem ao grande poeta pernambucano. De quinta a sábado, um saxofonista e um tecladista levantam o público – geralmente veteranos na faixa dos 40 aos 60 anos. Ao som de clássicos, bossa nova e MBP, esses pés-de-valsa tomam conta do salão. Para manter a energia, costumam pedir a porção de patola à milanesa. Vem com vinte unidades e custa R$ 13,00. $$

London Pub, Rua do Bom Jesus, 207, Recife Antigo, 424-9255. 12h/16h (seg. e ter.), a partir das 12h (qua. a sex.), a partir das 20h (sáb.) e a partir das 15h (dom.). Cc.: A, C, D e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00. Anúncios de produtos ingleses do começo do século, sino e capacete britânicos decoram o bar, criado em maio de 1997. O forte são os shows de blues, jazz e rock, nas sextas e sábados. Toda semana novas bandas se apresentam. O chope, sempre gelado, custa R$ 1,80 (caneca de 300 ml). Você é chegado a um forrozinho pé-de-serra? Então apareça por lá na quinta, quando há apresentação de sanfoneiro. $$

Marola Bar, Travessa Dantas Barreto, 66-B, Carmo, Olinda, 429-7079. A partir das 10h (ter. a dom.) Corra com sua cara-metade para este simpático barzinho à beira da praia, que serve pescados com maestria. No escurinho, tendo o mar como cenário, a Lua por testemunha e as ondas fazendo a trilha sonora, peça polvo ao alho e óleo ou ao vinagrete (R$ 13,00, para dois). Fora isso, ainda tem camarão, caranguejo, lagosta, marisco, ostra, peixes e sururu. Tudo comprado sem atravessador, de pescadores da colônia vizinha. $

Sushi Yoshi, Rua Padre Luiz Marques Teixeira, 155, Boa Viagem, 462-2748. 11h30/14h30 e 19h/23h30 (seg. a sáb); 12h/15h e 19h/22h30 (dom.). Cc.: A. Estac. Parece uma casinha de boneca, de tão pequeno. É isso que faz do Yoshi o lugar ideal para um encontro a dois. Enquanto rola o flerte, peça o combinado simples de sushis e sashimis – 23 peças, incluindo missoshiro, por R$ 22,90 – preparado pelo dono da casa, Masayoshi Matsumoto, que chegou ao Recife em 1964. $

 PRAIA

Brisa sob o luar

Belo cenário, som discreto e boa cozinha
são os trunfos do Biruta

Boa Viagem pode ser a melhor praia do Recife, mas não é a que tem o melhor bar, na opinião do júri de VEJA. Aberto em março de 1994, o Biruta fica na entrada da favela de Brasília Teimosa. Parece ser exatamente esse um de seus segredos. A fachada assemelha-se a um cenário de novela, apesar de a Praia do Pina ser poluída – o que, eventualmente, deixa o ar um tanto carregado.



Construído sobre palafitas, tem quatro ambientes

Construída sobre palafitas, a casa de madeira tem quatro ambientes. Em todos se contempla um belo pôr-do-sol. Na área interna rola um som discreto, que vai do jazz à MPB. Nos fins de semana pode-se dar uma esticada na praia e almoçar por ali. A sinfonia marítima, com camarão, peixe, sururu, polvo, siri e aratu, mais arroz e purê de batata, custa R$ 26,80 e serve bem duas pessoas.

Biruta, Rua Bem-te-vi, 15, Brasília Teimosa, Pina, 325-5321. A partir das 17h (seg. a qui.) e a partir das 11h (sex. a dom.). Cc.: todos. Estac. Cons. mínima: R$ 20,00 (sex. e sáb.). Couvert: R$ 8,00 a R$ 12,00. $

Embarcação, Avenida Bernardo Vieira de Melo, 728, Piedade, 361-2686. A partir das 8h. A beira-mar de Piedade é o cenário ideal para experimentar a caipirosca nevada Titanic, com polpa de tangerina (R$ 2,86). Enquanto isso, belisque bolinhos de camarão ou charque. Legal para ir de bermuda e chinelos de dedo. $

Itapoã, Avenida Ministro Marcos Freire, 897, Bairro Novo, Olinda, 429-1713. A partir das 10h. Cc.: C, D, H, M e V. T.: todos. Estac. Espaço amplo de frente para o mar, bom para encerrar um dia de trabalho. Bermuda e sandálias são o traje habitual aqui. Peça um galeto empanado, frito ao alho e óleo (R$ 7,00), enquanto toma um drinque. $

 Kalamar, Rua Bem-te-vi, 17, Brasília Teimosa, Pina, 9964-6471. 8h/0h (dom. a qui.) e 8h/4h (sex. e sáb.).Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 2,00 (por mesa). Embora não fique exatamente na beira do mar, tem todo um ar praiano, da decoração à comida. Filés de arabaiana e sirigado – peixes de carne bem branca e suculenta – são a base dos pratos aqui. Um deles é a farta peixada, com arroz, pirão, legumes e ovos: custa R$ 14,00 e dá para quatro pessoas. Quem vai só para petiscar, fica com o siri mole ao alho e manteiga (R$ 9,00 a porção com 600 gramas). $

Marisqueira, Avenida Ministro Marcos Freire, 521, Bairro Novo, Olinda, 439-2499. 8h/6h. Cc.: todos. T.: todos. Estac. Fecha apenas duas horas para limpeza. Se não estiver chovendo, prefira o Pier, do outro lado da avenida. Lá você degusta frutos do mar enquanto ouve as ondas batendo no paredão. Os petiscos primam pela variedade: há 45 tipos. Entre os de carne, os melhores são coelho na brasa, charque ao leite de coco e carne-de-sol de porco. $

Pier 729, Avenida Ministro Marcos Freire, 729, Bairro Novo, Olinda, 493-0046. A partir das 10h (ter. a dom.). Cc.: A, C, D e S. Couvert art.: R$ 3,00. Barzinho simpático, sem maiores destaques. Bom para pedir um petisco, tomar uma cerveja e relaxar. Aposte no camarão ao alho e óleo (R$ 9,95 a porção de meio quilo). $

25ª DP, Avenida Beira-mar, s/nº, Brasília Teimosa, Pina, 465-7552. 9h/0h (seg. a qui.) e 9h/2h (sex. a dom.). Calma! Não se trata de uma delegacia. É o 25ª Delícias Populares, freqüentado por gente de cuca tão fresca quanto o marzão em frente. Essa galera costuma pedir filé de agulha (R$ 1,00 a unidade) e sururu (R$ 6,00, para três pessoas) para fazer par com a cervejinha. $

VARIADOS

Bar 28, Rua Alfredo Lisboa, 172, Recife Antigo, 224-3518. A partir das 9h. Tem mais de 40 anos. O nome vem do fundador, Antonio da Silva Filho, que trabalhava como policial e era conhecido pelo número 28. O bar atinge mais o público de meia-idade, que costuma dar uma volta por lá antes do almoço e no fim da tarde. A dose do escocês custa R$ 4,00. O tostex do 28, sanduíche de queijo-do-reino e molho inglês, é uma das boas opções para petiscar. $

Berrante, Rua Capitão Sampaio Xavier, 453, Tamarineira, 426-7189. A partir das 17h (seg. a sáb.), a partir das 16h (sex.) e 17h/2h (dom.). Cc.: H e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 1,00. Mesas ao ar livre e música ao vivo com muita MPB garantem o sucesso deste bar bem despojado. Na sexta, a moçada enche o lugar e fica impossível arrumar uma simples cadeira. Para incrementar a noite, o coração de galinha, com 35 unidades, faz a combinação perfeita com a cerveja gelada (R$ 7,00) $

Blues Bar, Rua do Bonfim, 66, Carmo, Olinda, 439-8563. 18h/1h (dom e ter. a qui.) e 18h/3h (sex. a sáb.). Batata gratinada com molho branco e recheio de frango defumado (R$ 11,50, para dois) é o carro-chefe da casa, que fica em uma pacata rua na Cidade Alta. Ideal para curtir um fim de noite ou ir a dois. Tem boa variedade de cervejas, incluindo a preta, meio rara por aqui. $

Capibar, Rua Tapacurá, 101, Casa Forte, 268-2643. 16h/1h (ter. a qui.), 16h/3h (sex.) e 14h/4h (sáb. e dom.). Quer uma boa dica? Sente-se no tablado que fica sobre o Capibaribe e contemple a beleza do rio enquanto espera o pedido. Pode ser, por exemplo, o escândalo da mandioca, feito de macaxeira cozida, acompanhada de charque com cebola (R$ 8,00, para quatro pessoas). Em vez de charque, o prato pode vir com filé ou picanha. $

Cantinho das Graças, Rua Guilherme Pinto, 37, Graças, 421-8087. A partir das 21h. Cc.: C e H. T.: todos. Couvert art.: R$ 1,00 (qui e sex.) e R$ 2,00 (sáb.). Está sob nova administração desde janeiro de 2000. Ganhou churrasqueira nova e passou a investir em carnes na brasa. No despojado ambiente, com televisão e música ao vivo de quinta a sábado, a clientela não deixa de pedir o galeto completo (R$ 8,70, para duas pessoas). Vem acompanhado de vinagrete, farofa, arroz e feijão. $

Challé 597, Rua Dr. José Maria, 597, Rosarinho, 241-5387. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 11h (sáb.). Há mais de três décadas encanta pela simplicidade e atmosfera aconchegante. Todos os cômodos da casa fazem parte do bar. Para petiscar, peça o arrumadinho. Custa R$ 11,00 e serve até quatro pessoas. Quarta-feira é dia de oficina de frevo, quando artistas como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Claudio Almeida dão o ar da graça, tocam e compõem canções. $

Corisco e Dadá, Rua Eng. Oscar Ferreira, 338, Casa Forte, 9933-4359. A partir das 16h (seg. a sáb.) e 11h/20h (dom.). T.: todos. O nome é uma homenagem ao legendário casal sertanejo. Todos os funcionários, inclusive o dono, circulam com o nome estampado no boné. O caldão à moda é delicioso. Tem feijão, salsa e um ingrediente especial, mantido em segredo. Vale experimentar e repetir! Custa R$ 1,60. O espetinho de carne na brasa (R$ 1,20) é sempre bem-vindo. $

Entre Amigos, Rua Marquês de Valença, 50, Boa Viagem, 466-2023. A partir das 11h. Cc.: todos. T.: todos. Estac. Conhecido como "Bar do Bode", o local é especialista em servir a carne do caprino. Tem para todo gosto. A tradicional buchada, com arroz e pirão, sai por R$ 7,95. Já a opção mais metida a besta (assado na brasa, fatiado, ao molho de catupiry, com arroz piemontês e batata sauté) custa R$ 20,90, para quatro pessoas. A lingüiça e a paçoca de bode também valem a visita. $

Espeto de Pau, Rua Pessoa de Melo, 198, Madalena, 227-3515. A partir das 16h (seg. a sex.), a partir das 11h (sáb.) e 11h/18h (dom.). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 1,00. Aqui se consegue a combinação ideal para o domingão: cerveja gelada (R$ 1,50), uma boa partida de futebol no telão e petiscos na brasa. A picanha argentina completa, com arroz, feijão-verde, macaxeira, molho verde e farofa, sai por R$ 19,90. Os jovens costumam encher o lugar na sexta, quando há show de MBP. $

Estação Casa da Moeda, Rua da Moeda, 150, Recife Antigo, 224-2182. A partir das 18h (ter. a dom.). Cc.: A, C, H e M. A antiga Dalí Whiskeria, que funcionava em Boa Viagem, acaba de estrear endereço novo no Recife Antigo. Intimismo continua sendo a tônica do lugar, que pretende reunir um público mais alternativo. Na carta de bebidas há boa variedade de uísques escoceses e drinques como o dalí, feito com vodca, cointreau, um lance de groselha e suco de limão (R$ 3,50). Entre os petiscos, ganha disparado o carpaccio. Quer um conselho? Fique com as versões regionais, de carne-de-sol e surubim (R$ 7,00, cada uma). $

Bar do Bode, Rua do Farol, s/nº, Carmo, Olinda, 439-0783. A partir das 17h (seg. a qui.), a partir das 12h (sex. e sáb) e 12h/0h (dom.). T.: C, T, TA, Tr, V e VA. Pouca gente sabe onde fica o Cory's Burguer's, nome verdadeiro do lugar. O apelido (Bar do Bode) vem de sua especialidade: carne de caprino. Proveniente do sertão pernambucano, a carne de bode recebe tempero à base de alecrim, noz-moscada e sal. São quatro versões: na brasa, guisado, como buchada ou lingüiça. Meio quilo grelhado vem com farofa e vinagrete (R$ 8,50), suficiente para quatro. Se é um sortudo, vá às sextas: você pode ganhar um prato de petisco como cortesia e de quebra tomar caldinho grátis. $

Florestal Bar, Rua Pianista Isnar Mariano, 11, Imbiribeira, 9108-4382. A partir das 17h (ter. a sex.) e a partir das 11h (sáb. e dom.). T.: TA e VA. Sob árvores e coqueiros, bata um papinho ou jogue uma partida de sinuca. No intervalo entre a prosa e a diversão, peça o Florestal, mistura descompromissada de salame italiano, ovo de codorna e azeitona (R$ 3,00). $

Kioske Frios, Rua Dr. José Maria, 836, Galeria João de Deus, loja 2, Rosarinho, 445-1984. 18h/2h (seg. a sáb.) e 17/0h (dom.). T.: TA. As carnes e os queijos são especialidade da casa, que tem mesas espalhadas pela calçada da galeria. Comece com o carpaccio, que custa R$ 7,00. Depois mire a picanha completa, com farofa e vinagrete (a de 500 gramas sai por R$ 17,00). Quer mais? Então tente a tábua completa com dez frios. $

Galeto Amélia, Rua Amélia, 80, Espinheiro, 221-2343. 9h30/18h30 (seg. a sáb.) e 8h30/15h30 (dom.). T.: T e V. Enquanto espera o delicioso galeto, a clientela aproveita para sentar e tomar uma cervejinha. A ave completa custa R$ 9,50 e acompanha farofa, molho vinagrete, arroz e feijão. $

La Strada, Rua do Apolo, 213, Recife Antigo, 224-7893. A partir das 17h (ter. a dom.). Ao entrar, olhe logo para cima. O enorme e inusitado lustre do teto, feito pelo próprio dono, o argentino Raul Montini, tem 120 garrafas coloridas. Um charme. Inaugurada em fevereiro de 2000, a casa é bem espaçosa. No balcão ou nas mesas, a moçada curte os shows de voz e violão, que no final da noite terminam com canjas de cantores de bares vizinhos. A cerveja long neck custa R$ 1,50. $

Manguetown, Rua das Ninfas, 112, Boa Vista, 231-0816. A partir das 18h (ter. a dom.). Cc.: todos. T.: T. Entrega em domicílio. Nada de luminárias estilizadas ou espadas de samurai. Apesar de servir 29 pratos orientais, a decoração aqui é na base de palha e caranguejos do mangue. O sushi simples vem com porções de salmão, camarão e polvo (dez unidades por R$ 14,60). Se quiser algo mais brasileiro, peça o tradicional filé com fritas. Costuma ser ponto de encontro da galera alternativa da cidade. $

Maria Maria, Rua do Sol, 225, Carmo, Olinda, 9996-1139. A partir das 19h (qua. a sex.) e a partir das 18h (sáb. e dom.). T.: TA. A maior freqüência aqui é do público GLS, que encontra neste pequeno e discreto ambiente um lugar perfeito para ficar sem constrangimento. Para os mais tímidos, o mezanino é a solução. Para matar a fome, peça o prato da casa: macaxeira com carne-de-sol e queijo de coalho (R$ 10,00). $

Meu Quintal, Avenida Dr. Malaquias, 231-A, Aflitos, 426-6162. 18h/1h (ter. e qua.) e 18h/2h (qui. a sáb.). Cc.: H. T.: todos. Conquista pelo aconchego. Em novembro de 1998, a proprietária Vânia de Moura reformou os fundos da casa e montou o bar. A idéia deu certo e, hoje, podem-se degustar suas deliciosas receitas. A abóbora gratinada, com camarão e requeijão, dá para duas pessoas e custa R$ 9,40. $

Oitão, Rua São Vicente, 245, Parnamirim, 268-9447. A partir das 18h (ter. a qui.), a partir das 11h (sex. e sáb.) e 11h/18h (dom.). Cc.: C, D, H, M e V. É crime chamar de barzinho. Tem de ser barzão. Famoso por já haver sediado pagodes animados, o Oitão agora faz a linha família. A criançada se esbalda no arborizado quintal e deixa os pais despreocupados e livres para escolher a comida. Especialidade da casa: bode guisado, com arroz, feijão-verde, farofa e vinagrete (R$ 12,90, para duas pessoas). Às quartas, tem a promoção do clone: peça uma bebida e ganhe outra. $

Parceria, Rua Desembargador Martins Pereira, 132, Aflitos, 241-1260. A partir das 17h (seg. a qua.) e a partir das 11h (qui. a dom.). T.: VA. Ideal para quem procura um lugar bem à vontade. A cerveja gelada e o carneiro na brasa (R$ 17,40) costumam ser o atrativo principal. $

Picanha do Futuro, Rua do Futuro, 974, 268-9657. A partir das 11h. Cc.: C, H e V. A localização é um dos grandes atributos da Picanha. Em frente ao movimentado Parque da Jaqueira, podem-se apreciar o verde do lugar e a moçada bonita que caminha por ali. Ouvindo clássicos da bossa nova, a clientela saboreia a picanha com macaxeira, molho verde e farofa. Custa R$ 16,80 e dá para três pessoas. $

Picanha do Tio Dadá, Avenida Bernardo Vieira de Melo, 1188, Piedade. 11h/3h (seg. a qui.), 11h/3h30 (sex. e sáb.) e 11h/0h (dom.). Estac.; Rua Baltazar Pereira, 100, Boa Viagem, 11h/1h (seg. e ter.) 11h/2h30 (qua. e qui.), 11h/3h (sex. e sáb.) e 11h/0h (dom.); Rua da Esperança, 167, Porto de Galinhas, 462-2020 e 465-0986/552-1319. Diariamente, a partir das 11h. Cc.: A, C, D, M e V. Picanha, maminha e lingüiça são o que há de melhor por aqui. A picanha simples, com meio quilo de carne, serve duas pessoas (R$ 16,92). Fatiada na mesa, a peça volta para a churrasqueira, para ser mantida quentinha. Prove as já famosas caipiroscas de cajá, limão ou tangerina. Amplo e de frente para o mar, o endereço da Piedade é o mais badalado da rede. O restaurante de Porto de Galinhas é o único que oferece peixes e frutos do mar. $

Recanto do Araçá, Rua Pianista Isnar Mariano, 12, Imbiribeira,
471-9617. A partir das 16h. Cc.: V. T.: TA e VA. Couvert art.: R$ 2,00 (por mesa).
Enche nos fins de semana, quando a música ao vivo e os petiscos variados atraem os fregueses. Para acompanhar a cerva, eles pedem o atum em postas com salada. É uma porção com 350 gramas de pescado, que custa R$ 5,00 e dá para duas pessoas. $

Sombra e Água Fresca, Rua Bezerra Cavalcanti, 119-B, Jaqueira, 267-7104. A partir das 16h (seg. a sex.) e a partir das 12h (dom.). T.: VA. Reúna os amigos e assista aqui à final do campeonato do time do coração. Há três aparelhos de TV espalhados pelo salão aberto, à margem do Rio Capibaribe. Se a fome apertar, mande vir um frango inteiro desossado. Sai por R$ 7,50. Cerveja, por R$ 1,30 (600 ml). $

Sushiguá Picanha, Rua Dom José Lopes, 1200, Boa Viagem, 466-6428. 18h/2h (seg. a qui.), 18h/3h (sex.), 11h/3h (sáb.) e 11h/1h (dom.). Cc.: todos. T.: TR. Estac. Para quem não sabe o que quer, ou quer de tudo um pouco, este é o lugar ideal. A mistura inusitada de sushi, guaiamum e picanha deu certo e o lugar vive lotado. Tem o combinado de sushi e sashimi, guaiamuns de vários tamanhos (de R$ 2,90 a R$ 6,90). A picanha completa (R$ 17,90) acompanha arroz, feijão, maionese, molho verde e farofa. $

Taberna Amsterdã, Rua 27 de Janeiro, 69, Carmo, Olinda, 439-8543 (100 lugares). A partir das 19h (qua. a sáb.) e a partir das 17h (dom.). A cineasta carioca Ruth Pinho abriu a casa exatamente no dia que dá nome à rua: 27 de janeiro, data em que os holandeses deixaram Pernambuco. A culinária é a do país dos moinhos de vento, com toques marcantes da cozinha indonésia. Na hora de escolher, fique com o bami goreng, macarrão frito com camarão, frango, bacon, champignon, ervilha, batata e molho indonésio (R$ 12,00, para duas pessoas). $$

Tapa de Cuadril, Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 117, Parnamirim, 269-2035. 18h/1h (ter. e qua.) e 18h/2h (qui. a sáb.). Cc.: A. T.: VA. Estac. Couvert art.: R$ 3,00 (por mesa). Um lugarzinho para fugir da badalação e saborear bons petiscos, apreciando a beleza do Rio Capibaribe. O nome é uma expressão argentina para picanha, carro-chefe do cardápio. A completa vem com farofa, vinagrete e cebola na brasa (R$ 16,00). Mas antes prove o boliviano, bolinho de galinha, passas, pimenta e azeitona. A porção vem com dez unidades. De quinta a sábado, há show de MPB. $

O Vagão, Rua do Espinheiro, 462, Espinheiro, 426-5455. 17h/1h (ter. a qui.), 17h/2h (sex.), 11h/2h (sáb.) e 11h/23h (dom.). Cc.: todos. Um vagão antigo, reformado, compõe o visual deste bar simples, com mesas e cadeiras espalhadas na calçada. Não há quem saia dali sem provar a deliciosa picanha argentina (R$ 16,40), que acompanha molho verde, farofa, salada de batata e cebola na brasa. $

Zepellin, Rua do Bom Jesus, 206, Recife Antigo, 424-4344. A partir das 18h (qua. a sex.) e 19h/3h (sáb.). Cc.: A, C, D, M e V. Cons. mínima: R$ 12,00, na sexta, e R$ 20,00, no sábado (mesas externas). Couvert art.: R$ 2,00. Os jovens habitués economizam psicanálise soltando o gogó no karaokê promovido nas sextas e sábados, quando há música ao vivo. Depois, molham a garganta com o chope gelado, de R$ 1,80, ou apostam no teka blue, coquetel de curaçau blue, soda, cereja e hortelã (R$ 3,50). $

UISQUERIAS

Uisqueria da Praça, Rua Pedro Américo Galvão, 105, térreo, 326-9593. A partir das 17h (seg. a sex.) e a partir das 19h (sáb.). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 3,50 a R$ 5,00. Estac. Ambiente refinado, com poltronas reclináveis em vez de cadeiras. Completa um ano em julho de 2000, servindo uísques de todas as marcas e preços. O público é, digamos assim, mais experiente – inclusive do ponto de vista etílico. A dose do Johnnie Walker Red sai por R$ 3,90. A Blue só é vendida em garrafas fechadas: R$ 450,00. $

Whiskeria Scotch House, Rua do Apolo, 152, Recife Antigo, 3074-1764. 12h/23h. Lota às sextas, quando o público, na faixa de 40 a 60 anos, estica a happy hour e põe a conversa em dia ao som de Dorival Caymmi e Ângela Maria. Com a animação, os clientes chegam a verter cerca de 1 000 doses por semana. Há dez opções de uísque. A de Johnnie Walker Red custa R$ 3,50. $

 
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