BRASILEIROS

Não existem, no mundo, cozinhas nacionais, mas conjuntos de várias cozinhas regionais. No Brasil não poderia ser diferente. Pouco a pouco, aumentam em São Paulo os restaurantes que servem culinária paraense, nordestina (que varia conforme a origem), mineira, capixaba. Há até comida de botequim à moda do Rio de Janeiro. Faltam mais pratos paulistas. O cuscuz, por exemplo, é iguaria de categoria internacional, nem sempre fácil de preparar bem e ainda mais difícil de achar nos restaurantes. Surge, timidamente, uma cozinha brasileira de autor ­ de que é exemplo marcante o restaurante Joana Francesa. Eis um caminho a desbravar.

Amaralina
Rua Borges Lagoa, 803, Vila Mariana, 5549-1552, Metrô Santa Cruz (80 lugares). 18h/0h (sex. e sáb. também almoço 11h30/15h; dom. só almoço 11h30/16h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. www.amaralinarest.com.br. Aberto em 1976. $$
Logo na entrada, atrás do tabuleiro, uma baiana em trajes típicos dá as boas-vindas à freguesia e se encarrega dos acarajés (R$ 4,00 cada um). Do lado de dentro, podem-se provar pratos como frigideira de camarão (R$ 38,00), moqueca de peixe acompanhada com arroz de coco e pirão (R$ 26,00) e carne-seca com quiabo (R$ 24,00). As porções servem duas pessoas. Como se sabe, a culinária baiana é vigorosa e apimentada, mas nesta casa, comandada por um paulistano, a pimenta-malagueta vem em cumbucas à parte.

Andrade
Rua Artur de Azevedo, 874, Pinheiros, 3064-8644 e 3062-0967 (300 lugares). 12h/15h e 19h/2h (qui. até 3h; sex. e sáb. até 4h; dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: todos (só no almoço de ter. a sex.). Manobr. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 12,00 (a partir das 21h30). www.restauranteandrade.com.br. Aberto em 1980. $$
Com forró a partir de 21h30 e aos domingos no almoço, este lugar simples entoa sua assumida condição nordestina. Atenção: serve carne-de-sol e não apenas carne-seca (a primeira tem menos sal, é vermelha e deve ser consumida numa semana). Carne-de-sol com macaxeira (mandioca), jerimum (abóbora) e batata-doce, R$ 37,50 para dois. A famosa manteiga de garrafa (líquida, na temperatura ambiente, conservada na garrafa) é tempero importante. Baião-de-dois é o nome do acompanhamento contendo feijão-de-corda cozido junto com arroz (R$ 16,50).

Bargaço
Rua Oscar Freire, 1189, Jardim Paulista, 3085-5058 e 3082-2626 (140 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sex. e sáb. até 1h; sáb. e dom. sem intervalo; seg. só jantar). Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 5,00). Aberto em 1992. $$$
Filial paulistana da rede originária de Salvador, comandada pelo pernambucano Leonel da Rocha. A grande variedade de moquecas é um dos principais atrativos da casa. São catorze versões em porções para duas pessoas. Entre elas, de camarão (R$ 41,90), de sururu (R$ 29,75) e de lula (R$ 32,45). Casquinha de siri (R$ 3,10), acarajé (com vatapá, camarão seco e vinagrete R$ 10,29, dois bolinhos) e pratos como bobó de camarão (R$ 41,90) completam o extenso cardápio.

Bolinha
Avenida Cidade Jardim, 53, Jardim Paulistano, 3061-2010 (240 lugares). 11h/1h. Cc.: todos. T.: T e V. Estac. c/manobr. (R$ 6,00; grátis após 18h). Couvert: R$ 4,30. Entrega em domicílio ( 5081-9300). www.bolinha.com.br. Aberto em 1946. $$$
Restaurante especializado em feijoada, que é oferecida em duas versões. A tradicional vem com todos os tipos de pertences e a outra, denominada magra, é livre de pé, rabo, orelha e bacon. Chegam à mesa em cumbucas de barro fumegantes, que são trocadas pelos garçons à medida que o feijão esfria ou que se desejem novos acompanhamentos. Custa R$ 27,60 (de segunda a sexta) e R$ 34,60 (sábado, domingo e feriados). O cardápio traz ainda uma lista de pratos da cozinha internacional, como o filé ao molho rosado com maçã gratinada (R$ 30,00).

O Caipira
Rua Amazonas da Silva, 21, Vila Guilherme, 6905-4455 (180 lugares). 11h30/15h30 e 19h/23h (sex. e sáb. até 0h; dom. só almoço até 17h; seg. e ter. só almoço). Cc.: todos. T.: T e V. Estac. c/manobr. Aberto em 1996. $
Construído como uma sede de fazenda, o salão tem detalhes de madeira e fogão a lenha. Em quatro bufês, incluindo o da feijoada, estão dispostas receitas variadas. Há especialidades mineiras, como tutu de feijão e leitão à pururuca, e caprichado balcão com saladas, como aqueles montados pelos rodízios de carne. Além disso, um churrasqueiro assa doze tipos de corte numa grelha. Toda essa comilança sai por R$ 15,90, de segunda a quinta; R$ 17,90, sexta e sábado; R$ 19,90, domingo e feriados. Entre as sobremesas, tem ambrosia, curau, doce de leite, sagu, pudim, compotas...

O Compadre
Shopping Lar Center, 6222-3131 (400 lugares). 12h/15h e 19h/23h (dom. só almoço até 18h). Cc.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. www.compadre.com.br. Aberto em 1993. $
Música sertaneja de fundo, telão com cenas de rodeio e moringas cheias de água sobre as mesas. É nesse clima, digamos, caipira que se encontram cerca de trinta pratos dispostos em bufê. Sem dia certo para aparecer, há quiabo refogado, costelinha de porco, vaca atolada, feijão-tropeiro, cuscuz à paulista, tutu de feijão e lombo assado, todos servidos sobre um fogão a lenha. R$ 14,90 (segunda a quinta e no almoço de sexta), R$ 18,90 (sexta no jantar e sábado) e R$ 21,90 (domingo). Inclui carnes grelhadas e sobremesas.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74, Pinheiros, 3064-3882 (90 lugares). 12h/1h (dom. até 0h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 2,00 por hora). Rua Cônego Eugênio Leite, 504, Pinheiros, 3898-3241 (80 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb. sem intervalo até 1h; dom. só almoço até 18h). Cc.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 2,00 por hora). Entrega em domicílio (taxa de R$ 2,00). www.consuladomineiro.com.br. Aberto em 1991. $
Aprecie, se faz seu gênero, 43 aguardentes mineiras artesanais, servidas em doses de R$ 2,00, muitas de Salinas, incluindo a legendária Havana (R$ 13,00, mais cara que uísque Chivas, R$ 8,00). É aconselhável não provar todas de uma vez. Tutu (R$ 26,50), feijão-tropeiro (com lombo, couve, torresmo e arroz, R$ 26,50) e frango com quiabo, couve, angu e arroz (R$ 26,50) são servidos em porções fartas, para dois. A casa da Rua Cônego Eugênio Leite é arejada e a cozinha trata bem os ingredientes, tentando alcançar um preparo mais apurado.

Dona Lucinha
Avenida dos Xibarás, 399, Moema, 5051-2050 (95 lugares); Rua Bela Cintra, 2325, Jardim Paulista, 3082-3797 (95 lugares). 12h/15h e 20h/0h (sáb. almoço até 16h30; dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: T e V. Manobr. (R$ 5,00 no Jardim Paulista; grátis em Moema). Entrega em domicílio ( 5081-9300). Aberto em 1992. $$
Maria Lúcia Clementino Nunes, a dona Lucinha, tem a matriz de seu restaurante em Belo Horizonte. Conhece a história e as receitas de Minas Gerais. A cozinha da fazenda, com caldos, molhos e verduras, e a cozinha do tropeiro, itinerante, mais seca, formaram-se entre morros e veredas, com pouca influência do exterior. Nos dois endereços paulistanos, serve bufê (R$ 20,90), onde se comem frango ao molho pardo, com quiabo, ensopado; boi (vaca atolada, rabada, carne de panela, dobradinha), muitas verduras e doces. Embora o bufê não permita picar e refogar na hora, a arte de dona Lucinha quase faz esquecer esse importante detalhe.

Espírito Capixaba
Rua Francisco Leitão, 57, Pinheiros, 3085-4396 (107 lugares). 12h/15h e 18h30/0h (sáb. sem intervalo; dom. só almoço até 18h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 3,00 de ter. a sex. no almoço; R$ 5,00 nos demais horários). Aberto em 1997. $$
Em termos práticos, a culinária do Espírito Santo em São Paulo reduz-se à moqueca (ensopado de frutos do mar). Aqui há onze tipos (de R$ 28,30 a R$ 48,00). Diferente da baiana, que usa leite de coco e dendê, a capixaba é mais leve, com azeite doce e urucum. A torta capixaba de frutos do mar (espécie de suflê, R$ 42,70) é servida às sextas-feiras, mas há uma versão diária, chamada tortinha, por R$ 13,00.

Feijoada da Lana
Rua da Consolação, 3288, Jardim Paulista, 3081-8359 (105 lugares). 12h/15h30 (sáb. e dom. 12h30/18h; fecha seg.). Cc.: D e M. Estac. no nº 3282 (R$ 4,00 por uma hora). Aberto em 1996. $$
Numa casinha simples, situada na faixa nobre dos Jardins, há feijoada disposta no bufê. O caldo é menos espesso porque Lana conseguiu dar leveza, fervendo ingredientes mais de uma vez. Para mais substância, basta lançar mão da farinha, pimenta e molhos incrementados, oferecidos à parte, que aquecem e engrossam o feijão ao gosto. Sai por R$ 30,00 (quartas, sábados, domingos e feriados) e R$ 15,00 (nos demais dias), crianças até 5 anos não pagam.

Galinhada do Bahia
Rua Azurita, 46, casa 8, Canindé, 3315-8614 (70 lugares). 11h30/16h (sáb., dom. e feriados até 18h). Cc.: V. T.: todos. Aberto em 1992. $
Para quem está acostumado com restaurantes arrumadinhos, confortáveis ou badalados, esse lugar pode provocar um certo choque. Pitoresco, fica na frente da casa de Raimundo Souza Soares, o "Bahia". As mesas são alinhadas como num refeitório e um forró alto toca o tempo inteiro. Da cozinha saem pratos do sertão nordestino. A buchada de carneiro (bucho recheado com miúdos) e a galinhada caipira (cozida em pedaços na própria gordura, com pirão e coentro) estão entre as atrações. A refeição completa, sem sobremesa, varia de R$ 12,00 a R$ 15,00 por pessoa.

Graça Mineira
Rua Machado Bitencourt, 75, Vila Mariana, 5579-9686, Metrô Santa Cruz (120 lugares); Avenida dos Carinás, 333, Moema, 5041-5760 (120 lugares). 11h30/15h e 18h30/23h (sex. até 0h; sáb. sem intervalo até 0h; dom. só almoço até 16h30; fecha seg.). Cc.: todos. T.: todos. Manobr. (R$ 3,50 só na Vila Mariana). Aberto em 1993. $
O casal Graça e Antônio Rossi serve receitas triviais caprichadas, que lembram comida materna. Vão de entradinhas chamadas de beliscos (torresmo, R$ 7,90) a doces (ambrosia, R$ 2,80). As porções são fartas e satisfazem duas pessoas. Entre elas, costelinha de porco ensopada com quiabo (R$ 23,80) e carne-de-sol desfiada com feijão, couve, tutu, torresmo, banana frita e arroz (R$ 23,90). Os pratos podem ser pedidos em meia-porção. Às quartas e aos sábados, tem feijoada (R$ 28,60).

O Profeta
Alameda dos Aicás, 40, Indianópolis, 5051-2547 (120 lugares). 11h30/0h30. Bufê, 11h30/16h e 19h/0h. Cc.: V. T.: todos. Manobr. (R$ 3,00). Aberto em 1971. $$
É um dos mais antigos do gênero em São Paulo e durante alguns anos foi considerado a referência da culinária mineira na cidade. Hoje não tem mais o mesmo apelo, mas a clientela cativa mantém-se fiel aos seus pratos. Dispostos em bufê (R$ 19,90), estão lombo assado, feijão-tropeiro, costelinha de porco com canjiquinha e carne-seca com jiló. Conta ainda com serviço à la carte e sugestões como o medalhão imperial (ao molho de vinho com crepe de palmito, R$ 24,90).

Raízes do Maranhão
Rua Voluntários da Pátria, 4861, Mandaqui, 6975-2230 (72 lugares). 18h/0h (sex. até 1h; sáb. 11h30/1h; dom. 11h30/18h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. T.: todos. Couvert: R$ 5,00. Couvert art.: R$ 3,00 (sex. e sáb. a partir das 21h). Aberto em 1999. $$
Entre as especialidades, o cuxá (R$ 8,00) e arroz de cuxá (R$ 10,00). Cuxá veio da Guiné. São folhas de vinagreira (azedinha) cozidas na água, depois picadas, acrescentando-se gergelim torrado e socado, farinha de mandioca, azeitonas, camarão seco. Volta ao fogo, mexendo-se sempre. Outras atrações: galinha ao molho pardo (R$ 21,00), galinha de parida (R$ 23,00) e peixada maranhense (R$ 35,00).

Templo da Bahia
Largo do Arouche, 200, centro, 3224-8773, Metrô República (160 lugares); Avenida Padre Antônio José dos Santos, 1346, Brooklin, 5505-7252 (160 lugares); Alameda Campinas, 720, Jardim Paulista, 287-7277 (150 lugares). 12h/15h e 18h/0h (sáb. e dom. sem intervalo). Cc.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. Aberto em 1999. $$
A cozinha baiana tem fama de não viajar bem e enfrenta dificuldades, principalmente com ingredientes, à medida que se afasta das origens. Esta casa é uma exceção. Siri-mole frito (R$ 13,95), acarajé (R$ 10,29), bobó de camarão com vatapá (R$ 38,50) e moqueca de siri-mole (R$ 38,80) – bem melhor que as moquecas de lagosta e pitu, que são mais caras. O serviço é correto e as porções servem duas pessoas.

Tucupy
Rua Bela Cintra, 1551, Jardim Paulista, 3082-6799 (80 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb. sem intervalo; dom. sem intervalo até 23h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: C, T e V. Entrega em domicílio ( 5081-9300). Aberto em 1995. $$
A cozinha do Pará tem vertente indígena e pequena influência de correntes externas (da Europa, da África). São sabores fortes, quase inusitados, que podem surpreender. No sábado e domingo apresenta, no almoço, um bufê (R$ 22,80) com pratos servidos nos outros dias. Tacacá (papa de goma de tapioca com tucupi, R$ 8,00). Pato no tucupi (suco leitoso da raiz de mandioca-brava, ralada, espremida e fervida, R$ 22,00). Entre as sobremesas, obrigatório o sorvete de cupuaçu (R$ 5,00).

As Véia
Estrada de Santa Inês, 3000, Mairiporã, 4485-4195/1330 (500 lugares). 12h30/16h (qui. a sáb. também jantar 20h/0h). T.: todos. Estac. (grátis no almoço de seg. a sex.; R$ 5,00 nos demais horários). Aberto em 1995. $
Pronuncie assim, errado, como se diz na roça, e entre no espírito da casa. Funciona em enorme galpão bagunçado, em meio a um bricabraque com peças de construção e objetos decorativos. Sirva-se direto no fogão. Comida farta, tipo da que se come na fazenda. Feijão, lentilhas, embutidos, ovos estrelados, couve, toucinho, carnes, galinhas, mais um sortido balcão de antepastos, bufê de saladas e de sobremesas. No fim de semana, há churrasco. De segunda a quinta, o almoço custa R$ 8,00; na sexta, acrescido de peixes, sobe para R$ 12,00; no sábado e nos feriados, R$ 16,00; no domingo, R$ 17,00. Jantar de quinta a sábado, R$ 10,00. Lotado, perde a graça. Procure ir contra a corrente e sem pressa.

Xopotó
Rua Doutor Fadlo Haidar, 136, Vila Olímpia,
3849-1267 (60 lugares). 12h/15h e 18h/23h (sex. até 0h; sáb. sem intervalo; dom. só almoço até 18h; fecha seg.). Cc.: todos. T.: todos. Manobr. (grátis no almoço de ter. a sex.; R$ 5,00 nos demais horários). Couvert art.: R$ 5,00 (sex. a partir das 21h). Aberto em 1999. $$
Traz receitas caseiras, originárias de várias regiões de Minas. A carne-seca em cubos com moranga, couve, arroz, torresmo e tutu ou feijão-tropeiro (R$ 26,00), por exemplo, vem do norte do Estado, na divisa da Bahia. Da Zona da Mata, apresenta a galinhada da tia dedé (arroz com frango desossado, milho, ervilha, cenoura e farofa, R$ 29,00). A carta lista cinqüenta marcas de cachaça. Entre elas, a Seleta (R$ 2,00 a dose) e a Canarinha (R$ 3,00 a dose). Às sextas, as noites são embaladas com uma típica seresta.

 

Tordesilhas


Fotos Mario Rodrigues
A chef Mara Salles: excursões por diversas veredas de nossa cozinha


É um ótimo restaurante, que se pode chamar de pan-brasileiro. Empatou com o Joana Francesa na escolha do júri e faz excursões por várias veredas da nossa cozinha. Tem traços caipiras. Passa por Minas e Paraná também. Entre os petiscos, estribinho de carne-seca (desfiada, acebolada, com jiló crocante, R$ 9,80) e língua de boi em molho espesso (R$ 12,00). Nas especialidades, bobó de camarão (R$ 24,50, para uma pessoa), carne-seca guisada, com pirão de mandioca (R$ 14,50 para uma pessoa), barreado (do Paraná, preparado na panela de barro) e PF mineiro, prato feito, com lombo, ovo, arroz, couve, tutu e torresmo (R$ 11,00). As receitas mais elaboradas, como o pato ao tucupi (do Pará), devem ser encomendadas. Há boa feijoada aos sábados e bufê aos domingos.

Rua Bela Cintra, 465, Consolação, 3107-7444, Metrô Consolação (90 lugares). 12h/15h e 19h/23h (sex. até 2h; sáb. almoço até 17h e jantar até 2h; dom. só almoço até 17h; seg. só almoço). Cc.: todos. T.: todos. Manobr. (R$ 5,00 no jantar; sáb. e dom. no almoço). Couvert: R$ 2,00. Entrega em domicílio ( 5081-9300). Aberto em 1990. $$

 

Joana Francesa


Cozinheiro Raimundo de Souza: fotos indicam a montagem dos pratos

Responsável pelo cardápio do Joana Francesa, a chef Chuca Cardoso soube promover uma cozinha de autor, à brasileira, recriando sabores e experimentando ingredientes. Foi uma surpresa no meio gastronômico. Hoje, Chuca atua apenas como consultora da casa, mas seus pratos continuam lá. Entre as entradas, prove o escondidinho (R$ 8,00), que reúne mandioca, carne-seca e queijo cremoso gratinado, o pastel de carne-seca e queijo de coalho (R$ 7,00), ou o siri à brasileira (R$ 8,00), desfiado, com azeite extravirgem e farofa de mandioca. A carne-seca à Joana Francesa (R$ 28,00) é uma das especialidades da casa. Leva quiabo frito, arroz com leite de coco e molho de camarão seco. Convém adicionar boas gotas de pimenta. Ótimas sobremesas, como a ambrosia com calda de gengibre e sorvete de limão (R$ 9,00). O restaurante divide a escolha do júri com o Tordesilhas, que tem proposta bem diferente.

Avenida Horácio Láfer, 150, Itaim Bibi, 3842-1178 (54 lugares). 12h/16h e 19h/22h (sex. e sáb. até 23h; dom. só almoço até 17h; seg. só almoço). Cc.: todos. T.: todos. Couvert: R$ 4,00. Entrega em domicílio ( 5081-9300). www.joanafrancesa.com.br. Aberto em 2000. $$

 
Alemães Cozinha rápida Judaicos
Árabes Cubano Marroquinos
Armênio Escandinavo Naturais
Asiático Espanhóis Peixes e frutos do mar
Brasileiros Franceses Pizzas
Carnes Grego Portugueses
Carnes/rodízios Indianos Quilo
Chineses Italianos Sérvio
Coreanos Italianos/cantinas Suíços
Cozinha contemporânea Japoneses Variados

 

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