BAIANOS

Agdá
Rua Orlando Moscoso, 1, Boca do Rio, 461-3375, (150 lugares). 11h30/16h (seg.); 11h30/18h (ter. a dom.). Cc.: A e V. T.: todos. Estac. c/manobr. Entrega em domicílio. Aberto em 1968.
Inaugurado há 32 anos, o restaurante ainda preserva traços de quando funcionava numa cabana de palha, com piso de ardósia. Na decoração prevalecem os móveis de vime e peixes feitos de louça. Logo na entrada, quem chega é surpreendido por um aquário com dezenas de peixes ornamentais. As garçonetes, sempre atenciosas, usam trajes típicos de baiana, que ajudam a compor o ambiente que privilegia a simplicidade. No cardápio, os destaques são a moqueca de camarão (R$ 32,60, para duas pessoas) e a mariscada (R$ 49,70, para três pessoas). Para os que preferem pratos mais leves ou evitam o azeite-de-dendê, uma boa pedida são os ensopados à brasileira, preparados sem o óleo nem leite de coco. $$

Bargaço
Rua P, quadra 43, lotes 18 e 19, Jardim Armação 12h/0h (seg. a dom.), 231-5141 (450 lugares). Cc.: todos. Estac. Aberto em 1972.
Considerado um dos melhores restaurantes de comida baiana, possui filiais em Brasília, São Paulo, João Pessoa e Recife. No ano passado foi escolhido pelo júri de VEJA como o melhor restaurante de comida baiana e o de melhor pescado da cidade. Neste ano, recebeu três citações de jurados na modalidade "o melhor baiano", além de outras duas em "o melhor pescado". Dividido em três ambientes – varanda coberta, american bar e salão interno –, tem ar condicionado, no salão principal, e ventilador, na área externa. O cardápio, impresso em português e inglês, ensina como se faz uma "moqueca sem segredos". Entre as diversas opções estão o camarão frito em alho e óleo (R$ 24,75), a ostra crua (R$ 13,20), servida com gelo; e o grelhado misto (R$ 45,87, para duas pessoas), preparado com lagosta, peixe e camarão, acompanhado de legumes, molho de alcaparras, arroz, farofa e pirão. Serve uma boa variedade de vinhos, entre portugueses, chilenos, italianos, franceses e californianos. $$$

Bar e Restaurante Lagoa de Pituaçu
Avenida Otávio Mangabeira, s/nº, Pituaçu, 363-4088. (800 lugares). 9h/22h (ter. a dom.). Cc.: A, D, M e V. Aberto em 1998.
A casa é mais conhecida como Ristorante d'Luca e funciona em uma área aberta dentro do Parque Metropolitano de Pituaçu, de onde os clientes podem admirar toda a beleza do lugar. Os destaques do cardápio são os grelhados e frutos do mar. Prove a moqueca de peixe (R$ 19,00, para duas pessoas) ou ensopado de peixe (R$ 19,00, para duas pessoas). Quem prefere uma boa carne pode optar pelo churrasco misto (R$ 18,00, para três pessoas), preparado com bisteca, picanha, calabresa e filé de peito de frango, que acompanha salada à vinagrete, arroz, feijão-tropeiro e farofa; ou pela picanha (R$ 20,00, para duas pessoas). São servidos vinhos e uísques nacionais e importados, além de cerveja gelada (R$ 1,50). $

Camafeu de Oxossi
Praça Cairu, 250, 1º andar, Mercado Modelo, Comércio. 242-9751 (200 lugares). 9h30/19h30 (seg. a sáb.); 9h30/17h (dom.). Cc.: todos. T.: todos. Aberto em 1972.
Casada com um português, a angolana Fernanda Mendes chegou ao Brasil há 25 anos e trouxe consigo diversas influências para o seu caldeirão. A casquinha de siri (R$ 3,90), por exemplo, leva temperos portugueses, baianos e africanos, um toque globalizado para o petisco mais vendido no restaurante. O camarão tropical (R$ 25,50, para duas pessoas), um dos pratos mais apreciados do lugar, é servido numa casca de coco, ao molho branco, acompanhado de purê de batata e decorado com flores de legumes. A mariscada (R$ 43,50, para quatro pessoas) também é um dos pratos principais. Na sobremesa, abuse das compotas de jaca, goiaba e caju (R$ 3,00). Uma das atrações é a bargirl, que ensina os freqüentadores a fazer coquetéis tropicais. Para simbolizar os orixás, as cores da toalha das mesas mudam de acordo com o dia. Tem uma belissíma vista para Baía de Todos os Santos. $$

Cantinho do Mar
Avenida Iemanjá, 100, Boca do Rio, 230-8346 (150 lugares). 11h45/0h (seg. a dom.). Cc.: A, D, M e V. T.: todos. Aberto em 1985.
Parte das mesas do restaurante fica do lado externo, no passeio da estreita Rua Iemanjá, em frente do Aeroclube. No restaurante, o único barulho é o da conversa dos clientes, desde que os fiscais da prefeitura reclamaram da música alta e o proprietário resolveu quebrar o aparelho de som. A moqueca de camarão (R$ 33,95, para três pessoas) e a mariscada (R$ 57,95, para seis) são os pratos preferidos dos clientes, que antes petiscam uma casquinha de siri (R$ 2,95). Para acompanhar, uma cervejinha gelada (R$ 1,85). Receitas caseiras compõem o cardápio de sobremesas, como cocada, doce de banana e de leite (R$ 3,25). $$

Cozinha da Jô
Rua das Laranjeiras, 48, Pelourinho, 321-9344 (28 lugares). 11h30/último cliente. Cc.: V. T.: Cc, Ta, Tc, Tr, Va, Vr e Vt. Aberto em 1997.
O antigo Chapa's House mudou de nome, de dono e passou por uma reforma, mas manteve o perfil do restaurante original. O mezanino continua deixando o ambiente pouco iluminado, mas quem prefere um pouco mais de claridade pode se sentar em uma das três mesas na calçada. Antes da refeição, experimente a casquinha de siri (R$ 4,00) ou um dos caldos de mariscos (R$ 2,50). Outra opção é a carne-de-sol com pirão de aipim (R$ 12,00). Para o prato principal, peça o bobó de camarão (R$ 17,00, para três pessoas) ou a peixada à brasileira (R$ 14,00, para duas pessoas), peixes em postas ao molho de ovos, batatas e azeitona, servido com arroz branco e purê de batatas. Para sobremesa, doces caseiros de goiaba e de banana (R$ 1,50). $$

De Comer
Rua Boa Vista, 49, Itapuã, 249-9823 (120 lugares). 12h/16h e 18h/0h (qui. e sex.); 12h/19h (sáb. e dom.). Aberto em 1990.
Situada numa bucólica rua sem saída, a casa onde funciona o restaurante tem mesas no jardim, à sombra de uma frondosa amendoeira, que reforça o clima interiorano. O cardápio, com quinze opções, serve pratos exóticos como o maniçoba (R$ 21,00, para duas pessoas), preparado com folhas moídas de mandioca, cozidas com carne. Para quem prefere algo mais leve, a sugestão é o camarão ou o peixe marinado com cebola roxa (R$ 11,50, para uma pessoa). O restaurante serve também fondue de queijo (R$ 20,00), de camarão (R$ 22,00) ou de carne (R$ 21,00). Como sugestão de entrada, a lambreta (R$ 4,60), regada a vinho e mostarda. De sobremesa, doces de frutas em compota, como a de abacaxi e goiaba, e ambrosia (R$, 3,00). $$

Dona Chika-ka
Rua João Castro Rabelo, 10, Pelourinho, 321-1712 (60 lugares). 18h/1h (seg. a sáb.). Cc.: A, D, M e V. Couvert: R$ 4,00. Aberto em 1990.
Para entrar no restaurante, o cliente precisa atravessar um corredor com piso de madeira, que parece uma ponte sobre um mar de luzes. No andar térreo, encontra dois ambientes, com paredes decoradas por estatuetas que formam um friso em todo o salão. Na área do fundo, existe um grande quadro e fotos antigas. Os guardanapos são enrolados e arrumados dentro das taças, enfeitando as mesas juntamente com as tulipas de flores. Os lustres feitos de lata iluminam suavemente a casa. Bolinhos de acarajé e de charque são servidos como entrada (R$ 5,00 a porção com oito unidades). Os pratos principais são à base de camarão, como o bobó e a moqueca (R$ 21,90, para duas pessoas). Na sobremesa, prove os quindins, as cocadas e as compotas. (R$ 2,40). $ $

Ki-Mukeka
Avenida Otávio Mangabeira, 907, Pituba, 240-0192 (155 lugares). Estac.: 40 vagas. Avenida Otávio Mangabeira, 36, Jardim Armação, 461-7333 (160 lugares). Estac.: 40 vagas. Rua do Vento Sul, quadra 3, lote 05, Itapuã, 374-9109, (200 lugares). Estac.: 30 vagas. 11h30/0h (se. a sáb.). Cc.: todos. T.: todos. Aberto em 1978.
O primeiro restaurante da rede foi inaugurado em Feira de Santana e hoje existem mais três casas em Salvador. É decorado com objetos folclóricos, que criam um ambiente propício para saborear um dos oitenta pratos da culinária baiana. A mariscada é um dos pratos mais pedidos e também o mais farto (R$ 39,90, para quatro pessoas), servido com porções de pirão, arroz, feijão e farofa. O cliente tem ainda a opção da meia porção (R$ 28,80). Outra especialidade é a tradicional moqueca de camarão (R$ 29,88, para duas pessoas). De entrada, peça o caldo de camarão (R$ 2,50) ou a porção de acarajé e abará (R$ 3,70, com seis unidades). Para a sobremesa, musses de cupuaçu (R$ 3,00), pavês e cocadas (R$ 2,50 a unidade). $$

Maria de São Pedro
Praça Cairu, 250, Mercado Modelo, Comércio, 242-5262 (200 lugares). 11h/20h (seg. a ter.); 11h/22h (qua. a sáb.); 11h/17h (dom.). Cc.: A, M e V. T.: Nt, Tc, Tr e Vr. Couvert art.: R$ 2,00 (qui. a sáb.) Aberto em 1923.
A quituteira Maria de São Pedro começou com uma quitanda na ladeira da Barroquinha. De lá para cá, o seu restaurante se firmou como uma verdadeira atração em Salvador. Freqüentado basicamente por turistas, recebeu no passado figuras históricas, como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Aldous Huxley e Pablo Neruda. São dois ambientes, o salão interno e a varanda, de onde se tem uma bela vista da Baía de Todos os Santos. Quarta-feira tem videoquê e, de quinta a sábado, o repertório musical varia entre o forró, a dança de salão e o samba. O prato preferido dos clientes é a moqueca de camarão (R$ 25,00), acompanhada de farofa e arroz. Para os estômagos mais sensíveis, a opção é o frango grelhado (R$ 13,00) ou a salada de polvo à vinagrete (R$ 25,00, para duas pessoas). De entrada, a casquinha de siri (R$ 4,00). Experimente o doce de jaca (R$ 3,50). $$

Mini Cacique
Rua Ruy Barbosa, 29, Centro, 243-2419 (60 pessoas), 11h30/15h30 (seg. a sex.). Cc.: D e M. T.: todos. Aberto em 1980.
Depois que o tradicional restaurante O Cacique fechou as portas, em 1975, o ex-gerente Luiz Martins Esteves abriu o próprio restaurante, que foi batizado em homenagem a seu antecessor. O ambiente é decorado por quadros dos artistas César Romero, Mário Cravo, Calazans Neto e Emanuel Araújo. Cada dia da semana tem um prato em destaque. Segunda-feira é dia de lombo (R$ 8,50); terça, de frango ao molho pardo (R$ 7,50); quarta, de feijoada (R$ 10,00); quinta, de cozido (R$ 11,20); e sexta, de paella (R$ 26,00) e moqueca de camarão (R$ 22,00). Não deixe de experimentar o creme mármore (R$ 2,00), preparado com maisena, leite de coco, chocolate em pó, açúcar e sal, ou a cocada puxa de abacaxi (R$ 2,00). $$

Moenda
Rua P, quadra 28, lote 21, Loteamento Jardim Armação, 230-6786 e 231-7915 (350 lugares). 20h/0h (seg. a sáb.). Cc.: A, M e V. Couvert: R$ 4,00. Couvert art.: R$ 12,00. moenda@ig.com.br. Aberto em 1970.
Restaurante e casa de shows, com apresentação de espetáculos folclóricos, como capoeira, candomblé, bumba-meu-boi, maculelê e puxada de rede. Surgiu há trinta anos como ponto de encontro de amigos, boêmios e profissionais liberais, que se reuniam para beber, conversar e cantar. Hoje, o lugar é freqüentado basicamente por turistas. As mesas são arrumadas para receber grandes grupos. Oferece cardápio variado, composto de frutos do mar, pratos regionais e internacionais, servidos à la carte e em sistema de rodízio (R$ 22,00 por pessoa). Como prato principal, destaque para o peixe à brasileira (R$ 15,00, para duas pessoas). Para a sobremesa, peça a porção de frutas, cocadas ou ambrosia (R$ 4,00). $$

Paraíso Tropical
Rua Edgar Loureiro, 98 B, Travessa Nossa Senhora do Resgate, Cabula, 384-7464. 11h30/23h30 (seg. a dom.). Cc.: V. T.: todos. Aberto em 1997.
A chácara tem 26 000 metros quadrados e fica situada numa rua pouco movimentada, no retirado bairro do Cabula. O proprietário cultiva um pomar formado por 1 600 pés de frutas típicas e raras, como a cherimólia, rambotã, bacupari e ingá de metro. É freqüentado por políticos, artistas, cantores. Caetano Veloso, Luana Piovani e Aloizio Mercadante são algumas das figurinhas carimbadas da casa. Peça a frigideira de maturi com creme de palmito fresco (R$ 39,90, para duas pessoas) ou a moqueca preparada com a fruta do dendê, coco verde batido e folha de frutas (R$ 29,00, para três pessoas). Aproveite e prove as roskas (R$ 5,50), feitas com as frutas do próprio pomar do restaurante. A sobremesa é por conta da casa: pode-se escolher entre as dezesseis frutas que a casa serve.

Quereres Café e Arte Bar e Restaurante
Rua Frei Vicente, 7, 1º andar, Pelourinho, 321-1616 (110 lugares). 12h/17h (seg. a qui.); 12h/18h e 20h/2h (sex. e sáb.); 12h/0h (dom.). Cc.: D, M e V. T.: todos. Couvert art.: 5,00 (qua. a sáb.) www.inbahia.com.br. Aberto em 1995.
O salão é estreito e longo, incluindo um american bar e um pequeno palco. As paredes não têm reboco, deixando os tijolos à mostra. À noite, o ambiente recebe a luz suave de luminárias de ferro fundido, no estilo romano. De quarta a sábado, há shows de MPB, pop rock e dance. Para petiscar, prove os caldos de camarão e sururu (R$ 3,00). Os pratos (R$ 8,80) podem ser montados com uma opção de carne e mais cinco de acompanhamentos. A picanha – assada na chapa – é servida à la carte (R$ 12,00 a porção de 200 gramas). Prove ainda a culinária baiana, como a mariscada (R$ 28,00 para duas pessoas). De sobremesa, pavês, musses e doces de frutas (R$ 3,00). Entregas somente no Pelourinho, durante o horário comercial. $

Quincas Berro d'Água
Praça Quincas Berro d'Água, 28, Pelourinho, 321-8179 (35 lugares). 11h/último cliente. Cc.: todos. T.: todos. Aberto em 1997.
O pequeno restaurante fica escondido em um dos cantos da Praça Quincas Berro d'Água, no coração do Pelourinho. Os móveis são de madeira maciça e as cadeiras acolchoadas, forradas com veludo. As cortinas nas janelas deixam o ambiente mais reservado, e talvez por isso seja bem procurado por casais. Todos os pratos são suficientes para duas pessoas. Os preferidos são o bobó (R$ 26,00) e a moqueca de camarão (R$ 25,00). De entrada, o cardápio oferece casquinhas de siri (R$ 4,00), lagosta (R$ 6,00) e ostra (R$ 5,00). Experimente o drinque da casa, feito com suco de fruta, creme de leite e abacaxi. Para adocicar a boca, doces em compota – abacaxi, carambola, jaca e goiaba (R$ 2,50). $$

Quiosque Janaína

Rua Engenheiro Aristides Milton, 516, Itapuã, 375-9333, (400 lugares). 9h/0h (seg. a dom.). Cc.: A, D, M e V. Couvert art.: R$ 4,00 (sex. a dom.) Aberto em 1974.
O restaurante, que de quiosque não tem nada, é um dos points de Itapuã, com uma bela vista para o mar. Para quem pretende ficar por lá até a noite, uma opção é o salão de dança no 2º piso, onde são realizadas serestas. Para os desavisados, um recado: é proibido entrar de short, camiseta e sandálias nesse ambiente. Os destaques do cardápio são a moqueca de camarão (R$ 18,10, para duas pessoas) e caranguejo com pirão (R$ 4,99, com seis unidades), que está em promoção por tempo indeterminado. A escolha do marisco é quase um ritual. Existe no restaurante um tanque onde o cliente aponta os caranguejos que irão para sua mesa. $

Restaurante-Escola Senac
Praça José de Alencar, 13 a 19, Pelourinho, 321-5502 (250 lugares). 11h30/15h30 e 18h30/22h30 (seg. a sáb.); 11h30/15h30 (dom.). Cc.: todos. Aberto em 1975.
Ocupa dois espaços no 1º andar dos quatro casarões do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). É decorado com quadros que retratam o Pelourinho e cadeiras de palhinha. Ao lado do restaurante, no térreo, funciona o teatro de arena, onde são apresentados shows folclóricos (R$ 7,00) todas as quintas, sextas e sábados. Os alunos do Senac são responsáveis tanto pela cozinha quanto pelo atendimento, sempre atenciosos com os clientes. São quarenta pratos da culinária baiana, como caruru, vatapá e arroz de coco. O bufê (R$ 17,90 por pessoa) inclui catorze opções de sobremesa. Durante o almoço é servido um bufê (R$ 10,00 o quilo) com quatro pratos quentes e quatro saladas. $$

Sorriso da Dadá
Rua Frei Vicente, 5, Pelourinho, 321-9642 (25 lugares). 12h/17h e 19h/1h. Cc.: A, D, M e V. Aberto em 1999.
O nome do restaurante deriva da marca característica da quituteira mais famosa da Bahia: seu sorriso. Depois que rompeu a sociedade com o ex-marido, que ficou com o restaurante do Corsário e o direito de uso do nome do famoso Tempero da Dadá, a cozinheira rebatizou o restaurante do Pelourinho e reabriu outro no lugar onde havia começado com seus quitutes. O Sorriso fica em uma casa antiga, com mesas espalhadas até o quintal, um bom lugar para fazer a refeição nos dias de céu aberto. No cardápio, a tradicional culinária baiana. De entrada, carne-de-sol, caldos, bolinhos e acarajé. Como prato principal, prove a mistura da dadá (R$ 49,90, para três pessoas), com camarão, mexilhão, arroz, couve-flor e azeite. Para beber, experimente alguns dos drinques que levam nomes no mínimo sugestivos. Tem o sacanagem da dadá (R$ 6,50), preparado com frutas e vodca; e o pau nas coxas (R$ 3,50), com canela e cravo. $$

Yemanjá
Avenida Otávio Mangabeira, 4655, Boca do Rio, 461-9008 (260 lugares). 11h30/0h (dom. a qui.); 11h30/1h (sex. e sáb.). Cc.: A, D, M e V. Estac. Couvert: R$ 6,70. restauranteyemanja@svn.com.br. Aberto em 1974.
Funciona num casarão em frente ao mar, que no passado foi uma espécie de casa de veraneio, onde os coronéis descansavam na capital. Dona Anália, a antiga proprietária da pensão, ficou famosa pelos banquetes que preparava. Com o passar do tempo, o que era antes reservado apenas aos figurões do cacau transformou-se em um dos melhores restaurantes da cidade. Decorado com mesas e cadeiras de vime acolchoadas, tem painéis que retratam oferendas a Iemanjá e objetos relativos ao mar. As garçonetes completam a composição, vestindo-se de baiana para servir os clientes nos dois salões. No couvert, miniacarajés, beiju com queijo ralado, pães, vatapá, polvo à vinagrete, pasta de atum e manteiga. Se ainda assim preferir uma entrada, peça a casquinha de lagosta (R$ 4,40) ou o siri mole à milanesa (R$ 9,90). O prato principal preferido é a moqueca de camarão (R$ 32,60, para duas pessoas), que também sai em meia porção (R$ 23,70), acompanhado de arroz, pirão e farofa. $$$

 

Varal da Dadá

Fernando Vivas

Talento é a receita da rainha dos quitutes


O restaurante da quituteira mais famosa da Bahia foi eleito como a melhor cozinha baiana e o melhor pescado de Salvador. Cultuado como um dos altares da boa comida da cidade, o Varal da Dadá é hoje sinônimo de comida baiana. Herança do extinto Tempero da Dadá – restaurante em que a costureira consagrou os seus dotes, fechado há um ano, depois da separação do marido. Considerado um "restaurante de amigos", o Varal da Dadá é freqüentado por admiradores do tempero inigualável que faz das iguarias de Dadá obras capazes de arrebanhar admiradores de todos os cantos do mundo. Diferentemente de outro restaurante que ela coordena no Pelourinho, freqüentado basicamente por turistas e gente à procura de badalação, o Varal mantém as características de quando começou a funcionar, há catorze anos, no quintal da casa da cozinheira. Experimente o bobó de camarão (R$ 30,90 para duas pessoas). O filé com molho de espinafre (R$ 23,50 para duas pessoas) é uma opção para quem prefere uma boa carne bovina. De sobremesa, cocadas e doces (R$ 3,90). Foi eleito pelo júri de VEJA como o sétimo melhor restaurante de Salvador.

Rua Teixeira Mendes, 55, Alto das Pombas, Federação, 332-1777 (100 lugares). 12h/17h e 19h/1h (ter. a dom.). Cc.: A, D, M e V. Aberto em 2000. $$

 

 
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