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  O empurrão que falta para o país voltar a crescer


  Os brasileiros têm mais educação, mais saúde e mais renda
  A vida de 40% dos brasileiros melhorou de 1980 para cá
  Há 10 000 programas sociais tocados nas três esferas do governo
  A medicina nacional de padrão americano
  O Brasil de quem tem mais de 60
  A Igreja Católica perde terreno e surgem 7 milhões de pessoas sem religião
  Um milhão de brasileiros tentam a sorte em países vizinhos
 
 
  Nas grandes empresas, 1 000 pessoas disputam uma vaga
  As cidades não sabem como lutar contra os bandidos
  Por que a Justiça não consegue andar mais rápido
  Os negros têm expectativa de vida menor e adoecem mais
  O brasileiro está ficando mais alto


  O Brasil aprendeu que desenvolvimento econômico combina com meio ambiente


  Conheça mais sobre o Brasil na internet
 
     
   
   
 

Vida mais longa e mais saudável

Kiko Ferrite

Robôs e computadores ajudam a equipe médica no centro de urologia da Escola Paulista de Medicina: cirurgias mais rápidas e chance de êxito maior

A taxa de mortalidade infantil é um dos melhores indicadores para avaliar o nível de desenvolvimento econômico e social de um país. O Brasil está entre os que mais avançaram nessa área. Vinte e cinco anos atrás, o padrão de mortalidade das crianças brasileiras era parecido com o das que nasciam nos países africanos, na faixa de 100 mortes para cada 1.000 nascidos vivos. O último estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde revela que o Brasil atingiu um índice de 33 mortes por 1.000 nascimentos, taxa parecida com a de seus vizinhos na América do Sul. Mais de 200.000 crianças foram salvas da morte na última década. Segundo os especialistas, existe um grande desafio pela frente: oferecer qualidade de vida a essas pessoas na velhice. Médicos sanitaristas costumam dizer que países pobres devem se preocupar com as doenças e os ricos com a saúde. O Brasil está no meio do caminho. A expectativa de vida do brasileiro aumentou e as causas de mortalidade no Brasil já são semelhantes às dos países ricos. As principais são as doenças do coração e o câncer. O problema é que as despesas com a saúde após os 70 anos de idade são três vezes mais altas que as necessárias para cuidar de uma criança. Tecnologicamente, o país está preparado para enfrentar procedimentos complexos. Uma vítima de ataque cardíaco atendida em um bom hospital de São Paulo tem a mesma chance de sobreviver que uma pessoa socorrida em Nova York. A dificuldade será ampliar esse serviço para todos. O Sudeste ainda concentra o que a medicina tem de melhor. Existem mais aparelhos de tomografia na Avenida Paulista que na cidade de Paris. No Norte e no Nordeste ainda faltam equipamentos básicos.