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A
rede de proteção está
maior
Claus Meyer/Tyba
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Antonio Siqueira
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| Índios
aprendem a língua falada por seus avós: apoio de ONGs |
Meninas
que moravam na rua: aula de balé em Brasília |
Parece
até que foi tudo ensaiado. De alguns anos para cá,
os governantes passaram a tratar a assistência social com
mais seriedade e menos roubalheira. A sociedade civil, por sua vez,
montou um exército que trabalha no campo da filantropia.
O país conta hoje com 220.000 organizações
não-governamentais, a maioria visando a fazer o bem, e algo
como 20 milhões de pessoas que dedicam no mínimo algumas
horas a quem precisa de ajuda. Há trabalho para todos os
tipos de voluntário. Existe um programa em Brasília
que dá aulas de balé a crianças de rua. Outro,
no Paraná, ensina aos índios a língua de seus
avós.
O papel do Estado tem sido fundamental nesse terreno. As três
esferas de governo são responsáveis por 10.000 programas
sociais. Calcula-se que ONGs melhorem a vida de 9 milhões
de pessoas. Os números ligados ao governo são incomparavelmente
maiores. A aposentadoria do INSS beneficia 20 milhões de
cidadãos. As escolas públicas educam 50 milhões
de crianças e o sistema de saúde do governo está
aberto para 100 milhões de pessoas. A filantropia e o assistencialismo
jamais vão resolver os problemas da pobreza e da má
distribuição de renda. Mas o trabalho voluntário
e a vigilância da sociedade sobre a ação do
governo nesse campo podem diminuir a dor dos menos favorecidos.
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