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  O empurrão que falta para o país voltar a crescer


  Os brasileiros têm mais educação, mais saúde e mais renda
  A vida de 40% dos brasileiros melhorou de 1980 para cá
  Há 10 000 programas sociais tocados nas três esferas do governo
  A medicina nacional de padrão americano
  O Brasil de quem tem mais de 60
  A Igreja Católica perde terreno e surgem 7 milhões de pessoas sem religião
  Um milhão de brasileiros tentam a sorte em países vizinhos
 
 
  Nas grandes empresas, 1 000 pessoas disputam uma vaga
  As cidades não sabem como lutar contra os bandidos
  Por que a Justiça não consegue andar mais rápido
  Os negros têm expectativa de vida menor e adoecem mais
  O brasileiro está ficando mais alto


  O Brasil aprendeu que desenvolvimento econômico combina com meio ambiente


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A rede de proteção está maior

Claus Meyer/Tyba
Antonio Siqueira
Índios aprendem a língua falada por seus avós: apoio de ONGs Meninas que moravam na rua: aula de balé em Brasília

Parece até que foi tudo ensaiado. De alguns anos para cá, os governantes passaram a tratar a assistência social com mais seriedade e menos roubalheira. A sociedade civil, por sua vez, montou um exército que trabalha no campo da filantropia. O país conta hoje com 220.000 organizações não-governamentais, a maioria visando a fazer o bem, e algo como 20 milhões de pessoas que dedicam no mínimo algumas horas a quem precisa de ajuda. Há trabalho para todos os tipos de voluntário. Existe um programa em Brasília que dá aulas de balé a crianças de rua. Outro, no Paraná, ensina aos índios a língua de seus avós.

O papel do Estado tem sido fundamental nesse terreno. As três esferas de governo são responsáveis por 10.000 programas sociais. Calcula-se que ONGs melhorem a vida de 9 milhões de pessoas. Os números ligados ao governo são incomparavelmente maiores. A aposentadoria do INSS beneficia 20 milhões de cidadãos. As escolas públicas educam 50 milhões de crianças e o sistema de saúde do governo está aberto para 100 milhões de pessoas. A filantropia e o assistencialismo jamais vão resolver os problemas da pobreza e da má distribuição de renda. Mas o trabalho voluntário e a vigilância da sociedade sobre a ação do governo nesse campo podem diminuir a dor dos menos favorecidos.