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Apresentação
O nascimento dos
pais
Como
aquela coisinha amassada e de olhos
fechados vai mudar completamente a sua vida
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| Roupa:
Na Barra da Saia; Edredon: Veranda Linens |
Sempre que nasce uma criança, nascem
também um pai e uma mãe. É sobre esse nascimento
triplo que trata a edição especial VEJA-Sua
Criança. Desde muito cedo, seu filho irá amá-los
sem perguntas ou pedidos. É um amor desinteressado e
sincero, como nem sempre se consegue experimentar em
outras relações. Ele acredita em vocês, na sua força,
na sua capacidade. Sente-se diante da perfeição.
Ninguém deixa o filho mais tranqüilo do que o pai ou a
mãe. Curiosamente, embora a criança dependa dos pais,
ela quase sempre demonstra ser o elo mais seguro da
relação. O bebê percebe rápido que basta chorar para
mamar ou ter a fralda trocada. Já o pai e a mãe ficam
sem saber muito bem o que fazer quando aquela coisinha de
cara amassada e olhos fechados fica com cólica, mama
muito pouco ou acorda de madrugada. Quanto mais você
aprende sobre ele, muito mais ele estará aprendendo
sobre você. Rapidamente o bebê percebe que o fato de
ser pequeno dá a ele o poder de chamar a atenção com
um choro manhoso aqui, um "não qué" para uma
comida acolá. Quando os pais percebem isso, normalmente
já atravessaram uma noite em claro porque o filho se
recusa a dormir e também já brincaram de aviãozinho
para tentar fazê-lo comer aquele restinho de sopa.
VEJA-Sua Criança concentrou-se
sobre temas de interesse de quem tem filhos de até 5
anos de idade. A escolha dessa faixa etária ampara-se em
trabalhos científicos. Os cinco primeiros anos são os
mais vibrantes de toda a vida. É a fase das descobertas.
Nessa etapa, as crianças lançam as bases da formação
da personalidade, inclusive características como uma
certa tendência para ser mais extrovertidas ou
envergonhadas. O cardápio desta revista é bastante
variado. Para quem está esperando um bebê, entre outras
reportagens, há uma explicando como a medicina fetal
garante uma gestação mais segura e elimina quase todas
as dúvidas sobre a saúde da criança que vai nascer.
Para os pais de recém-nascidos, há artigos contando por
que os bebês deste final de século se desenvolvem mais
rápido do que seus pais e avós. Para os que têm filhos
em torno dos 2 anos de idade, há uma reportagem sobre
como funciona o raciocínio infantil e por que eles
inventam personagens e amigos invisíveis. Pais de
crianças mais velhas podem-se interessar mais em ler
sobre o comportamento delas numa reportagem que conta por
que algumas são malcriadas e outras bem-comportadas. A
maior parte dos textos, no entanto, interessa a todos os
pais de crianças dessa faixa de idade.
Como forma de oferecer um serviço ao
leitor, há várias dicas sobre o que a mulher pode e o
que não pode fazer durante a gravidez, truques para as
crianças comerem melhor, para escolher a escola onde os
pais querem matricular os filhos, para impor limites em
casa, entre outros. E também alguns testes: seu filho é
hiperativo? Você é superprotetor? Você sabe o que seu
filho vê na televisão? Espalhadas pelas reportagens, o
leitor vai observar fichas com o resultado de uma
pesquisa nacional feita com pais de crianças entre zero
e 5 anos. Vai encontrar ainda quadros com perguntas e
respostas em que são esclarecidas as principais dúvidas
dos pais sobre como criar os filhos. As respostas,
obtidas junto a uma dezena de especialistas, são sempre
claras e objetivas.
A preocupação de VEJA foi realizar um
trabalho jornalístico, e não substituir o papel de
médicos e psicólogos. Em outras palavras, as
informações aqui publicadas não são mais importantes
do que a palavra do pediatra de sua confiança. Até
porque a criação dos filhos opera sob a mesma máxima
da Justiça. Cada caso é um caso. O que a revista se
propõe a realizar é um serviço útil, principalmente
depois que a popularização da psicologia e o folclore
educacional contribuíram para difundir certas idéias
exageradas a respeito de criar filhos. Durante as duas
últimas décadas, virou consenso entre pediatras e
psicólogos que dar um tapa num filho deveria ser tratado
como um quase crime, ainda que se estivesse falando de
uma palmada mais forte na mão. Há cerca de um mês, a
Academia Americana de Pediatria decidiu rever essa
posição radical. A prestigiada entidade já aceita que
uns tapas dados sem violência podem ter algum efeito
pedagógico nos casos de rebeldia mais graves. Outra
corrente entendia que as crianças sofrem terremotos
afetivos ao menor sinal de desatenção dos mais velhos.
Quem não ouviu alguma história sobre crianças que se
transformaram em adultos egoístas ou inseguros por culpa
de pais ausentes?
São mudanças de
postura que produzem intranqüilidade. Segundo
especialistas, os pais vão ganhando alguma segurança
enquanto seu filho se desenvolve fisicamente, mas nunca
estão muito seguros a respeito do desenvolvimento
emocional e intelectual da criança. Nessa brecha, é
comum que recebam sugestões freqüentes sobre como
estimular os filhos com o auxílio de brinquedos, jogos,
exercícios, computador etc. Estimulação é palavra
tão repetida que fica parecendo que pai e mãe devem
transformar sua casa numa espécie de laboratório, onde
a criança deve ser iniciada em tudo: línguas, esportes,
contato com cartões coloridos, entre outras coisas.
Claro que os bebês e as crianças precisam de certa
estimulação. Mas ela pode ser obtida no dia-a-dia, nas
brincadeiras, passeios, viagens, na escola, nas visitas
aos avós no final de semana, nas festinhas. Não há
nenhuma prova científica de que a estimulação
intensiva pode fazer seu filho ficar mais inteligente ou
esperto. Sobre esse e outros assuntos fica difícil
separar verdades e mentiras, fatos e boatos e
concentrar-se unicamente naquilo que importa, desprezando
o resto. É isso que faz VEJA-Sua Criança.

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