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TV sob medidaÀ venda nos Estados Unidos, o PVR promete revolucionar a forma de ver televisão
Cristiane Guerrera
Você acaba de ser apresentado ao Personal Video Recorder (PVR), um computador que grava, em imagens digitalizadas, até trinta horas de programação da TV e oferece uma coleção de recursos capaz de envergonhar o videocassete. Desenvolvida pelas empresas ReplayTV e TiVo, a novidade é fabricada pela Panasonic, pela Philips e pela Sony e vendida, por enquanto, só nos Estados Unidos, por um preço que varia de 500 a 1.000 dólares. Dizer que o PVR é um aperfeiçoamento do videocassete é pouco. Além dos avanços no tempo e na qualidade de gravação, ele permite organizar os programas num disco rígido, como se administram arquivos em diretórios de um computador pessoal. Conectado por telefone a uma central de serviços, captura a grade de programação das emissoras, garantindo informações atualizadas sobre horários e canais. No modelo da TiVo, o telespectador avalia as atrações com sinais de positivo ou negativo. O fabricante garante que, com o tempo, o aparelho "aprende" a recomendar programas de acordo com o gosto do usuário.
Ainda não há previsão sobre quando o PVR vai chegar ao Brasil. Nos Estados Unidos, acredita-se que a maioria dos domicílios terá a máquina em dez anos. A grande aposta é no casamento do PVR com a TV digital, ou com o DVD, em um só aparelho. Um dos obstáculos é o medo de que a tecnologia se massifique a tal ponto que os telespectadores passem a assistir a quase tudo eliminando os intervalos comerciais, graças ao botão de avanço rápido. Há também um desafio a vencer para que o PVR emplaque. Para conquistar os usuários, será preciso dobrar a resistência da grande maioria, que hoje não perde tempo sequer para ajustar o videocassete.
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