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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Domingo, Maio 11, 2008 |
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LEIAM ABAIXO
- Raposa Serra do Sol 1 – Fala o governador de Roraima; - Raposa Serra do Sol 2 - Prisão de arrozeiro acirra clima entre índios; - Raposa Serra do Sol 3 - O que pede o governo de Roraima; - República Sindical 1 - "Endereço de trabalho" de lobista preso era o gabinete de Paulinho; - República Sindical 2 - Grampos mostram ação de grupo em 20 cidades de SP; - República Sindical 3 - União cobra R$ 59 milhões da Força, diz PF; - República Sindical 4 - ONGs sindicais na mira da PF; - Mensagem enviada por vazador revela que dossiê estava anexado; - Funcionário da Casa Civil se diz vítima de armação e avisa que reagirá; - Terceiro choque do petróleo já ameaça a economia mundial; - No vermelho, setor externo põe crescimento em xeque; - "A inflação está mais disseminada"; - Os problemas do “fundo soberano à brasileira”; - Eleição nos EUA 1 - Obama ignora Hillary e abre campanha contra McCain; - Eleição nos EUA 2 - "Desliguem TV", recomenda Hillary |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:37
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Raposa Serra do Sol 1 – Fala o governador de Roraima
Por Leonel Rocha, no Correio Braziliense |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:29
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Raposa Serra do Sol 2 - Prisão de arrozeiro acirra clima entre índios
Por Loide Gomes, no Estadão: Ao contrário do que se esperava, a prisão do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, líder dos arrozeiros, não serviu para amenizar os conflitos na terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Durante toda a semana, os índios que exigem a expulsão dos não-índios avançaram sobre a Fazenda Tatu, ao bloquear uma estrada e impedir o trânsito de funcionários e a entrada de sementes, fertilizantes e combustível. O produtor Ivo Barilli foi obrigado a parar de trabalhar. Os índios consentiram apenas na retirada do arroz que já estava colhido. Amanhã será a vez de os funcionários de Quartiero pararem, quando a Polícia Federal deve executar a interdição das atividades na Fazenda Depósito, determinada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sexta-feira. O prefeito foi multado em R$ 30,6 milhões por crime ambiental. (...) O recrudescimento da ação dos indígenas também é mais uma pressão sobre os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisam uma série de ações contrárias à demarcação da Raposa Serra do Sol. Para os que defendem a saída dos arrozeiros da área da Raposa Serra do Sol, simplesmente tirar Quartiero de cena não traz tranqüilidade. “Nós queremos ele fora da nossa terra”, diz o tuxaua Dejacir Melkior da Silva, da aldeia Maturuca. Já os integrantes da Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos do Norte de Roraima (Sodiurr) pintaram a cara e saíram às ruas de Boa Vista com seus cocares na sexta-feira, pedindo justiça para o prefeito e a saída da PF da reserva. Dividiram o mesmo espaço com funcionários dos arrozais e empresários cujos negócios se alimentam da rizicultura. Para eles, Quartiero é uma espécie de herói da resistência à demarcação da Serra do Sol em área contínua, com a saída obrigatória de todos os não-índios da área. Mas os arrozeiros são um capítulo recente no conflito em que Roraima mergulhou por causa da terra indígena Raposa Serra do Sol. Há 30 anos os índios brigam entre si pela demarcação em ilhas ou numa imensa faixa contínua de 1,7 milhão de hectares, como foi homologada pelo decreto do presidente Lula em 2005. Em 1977 foi fundado o Conselho Indígena de Roraima (CIR), na aldeia Maturuca, sob o estímulo de missionários católicos. A disputa pelo poder fez vários dissidentes, que fundaram outras organizações. Eles se acusam mutuamente de terem se tornado instrumento de manipulação dos arrozeiros ou dos estrangeiros e das ONGs. O índio macuxi Sílvio da Silva, 42 anos, presidente da Sodiurr, diz que o CIR está a serviço dos estrangeiros. A seu favor, ele tem mais três entidades que reúnem, nas suas contas, 13 mil pessoas e os pastores das igrejas evangélicas. Sílvio é a favor dos arrozeiros. “São eles que garantem a produção e o desenvolvimento na região.” Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:17
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Raposa Serra do Sol 3 - O que pede o governo de Roraima
No Estadão: |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:15
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República Sindical 1 - "Endereço de trabalho" de lobista preso era o gabinete de Paulinho
Por Fausto Macedo, no Estadão: Apontado como artífice do desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e preso há 17 dias pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, o lobista João Pedro de Moura abria portas de repartições públicas e gabinetes de autoridades estaduais, municipais e federais dando como referência sua estreita ligação e amizade com o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). A seus interlocutores entregava sempre o cartão de apresentação, no qual se identifica como assessor de gabinete do deputado. Seu endereço de trabalho, que consta do cartão, é o gabinete 217 do Anexo 4 da Câmara. É o gabinete de Paulinho. Telefone para contato e número de fax que ele dava em suas andanças pelo poder são os da sala do parlamentar. No rastro de Moura, a PF passou a suspeitar de Paulinho. Pegou conversas do lobista com outros integrantes da organização falando em divisão de dinheiro. “Tem a parte do Paulinho”, disse Moura, mais de uma vez. Para a Polícia Federal, Paulinho é Paulo Pereira da Silva. Leia mais aqui (link aberto) |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:07
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República Sindical 2 - Grampos mostram ação de grupo em 20 cidades de SP
Por Roberto Almeida, no Estadão: Alvos da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, acusados de usar contatos e influência para obter financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com pagamento de propina, citam nos grampos ações em pelo menos 20 cidades - todas paulistas. São contatos com prefeitos, vereadores e assessores, ou sondagens com funcionários das prefeituras. Todos foram procurados pelo Estado para explicar os diálogos descritos nos grampos. A Procuradoria da República em São Paulo já enviou documento à Justiça Federal pedindo investigação em 9 delas: Caieiras, São João da Boa Vista, Itapira, Conchal, São Sebastião da Grama, Nova Odessa, Praia Grande, Itu e Guarujá. As gravações apontam ainda contatos em outros 11 municípios: Atibaia, Jarinu, Cubatão, Pariquera-Açu, Guarulhos, Cananéia, Francisco Morato, Jundiaí, Iguape, Peruíbe e Paraíso. O então assessor do deputado Roberto Santiago (PV), José Brito de França, exonerado do cargo após as denúncias da PF, peregrinou por diversas prefeituras paulistas. Em Francisco Morato, na Grande São Paulo, ele propôs um contrato de iluminação pública para Joel Aquino, assessor da prefeita Andrea Pelizari (PSDB). Aquino trocou e-mails com Marcos Mantovani, da Progus Consultoria, com cópia para Brito, nos quais eram discutidos valores do projeto. Mantovani, considerado pela PF o consultor da quadrilha, esperava uma resposta oficial de Aquino. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:05
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República Sindical 3 - União cobra R$ 59 milhões da Força, diz PF
Por Rubens Valente, na Folha: Uma conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, que investiga prostituição internacional e fraudes com verbas públicos, revela que o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, e outras duas pessoas estão sendo cobradas em R$ 59 milhões pela União por supostas irregularidades em convênios mantidos pela Força Sindical com o Ministério do Trabalho. O telefonema é de 22 de fevereiro. João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho que está preso, ligou para Valéria, identificada pela PF como "secretária de João Pedro na Força". Segundo a transcrição, a mulher contou que "chegou do ministério a comissão especial reprovando todos os contratos que a gente [Força] fez com o Ipec em 2000, pedindo a devolução do dinheiro [ao] Paulinho, Nassini e o Roque". Conforme a PF, Valéria disse que "tem três dias para responder, e dá em torno de R$ 59 milhões". Valéria teria dito que "reprovaram [as contas] porque o Ipec não apresentou nota porque contratamos o Ipec com dispensa de licitação". O Ipec foi uma ONG contratada pela Força para executar o convênio do Planfor (Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador), programa financiado pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para treinamento de mão-de-obra. Os presidentes das centrais eram os responsáveis legais pela comprovação dos gastos. Os contratos de 2000 são suspeitos de fraudes desde 2001, quando a pasta do Trabalho criou um Geip (Grupo Especial de Investigação Preliminar). Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:03
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República Sindical 4 - ONGs sindicais na mira da PF
Por Edson Luiz, no Correio Braziliense: As organizações não governamentais (ONGs) ligadas aos sindicatos serão o próximo alvo das investigações da Polícia Federal, que suspeita que as entidades podem estar sendo usadas para a realização de fraudes. Segundo investigadores que trabalharam na Operação Santa Tereza, que desvendou um esquema de desvios de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as entidades podem ter sido usadas para lavar o dinheiro fraudado. O que chamou a atenção dos investigadores foi a preocupação dos envolvidos com notícias envolvendo ONGs ligadas aos sindicatos, como foi registrado em escutas telefônicas feitas pela PF com autorização judicial. “João Pedro sempre fica muito preocupado. Demonstrando, no mínimo, que sabe a verdade sobre as referidas notícias. Portanto, esse poderá esclarecer, no futuro, sobre tais denúncias”, diz o relatório da PF, analisando uma conversa entre João Pedro Moura e um empresário, em 12 de março. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:01
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Mensagem enviada por vazador revela que dossiê estava anexado
Por Leonardo Souza, na Folha:
A mensagem com o dossiê vazado pelo secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, revela que havia dois arquivos anexados ao e-mail. A cópia integral da correspondência, obtida com exclusividade pela Folha, contradiz Aparecido, que havia dito não ter enviado a planilha com gastos do ex-presidente FHC para o servidor do Senado André Fernandes, assessor do tucano Álvaro Dias (PR).Na mensagem, encaminhada no dia 20 de fevereiro, às 10h47, do e-mail funcional de Aparecido no Palácio do Planalto, há um documento em Word e outro em Excel. O primeiro é um texto sobre supervisão ministerial. O outro é o dossiê, intitulado "Suprimento de Fundos 1998-2002".Aparecido havia admitido apenas ter enviado um texto, mas não o arquivo em Excel. Na mensagem, ele escreveu: "André, leia o texto". Não há menção ao dossiê nem a gastos do governo passado na mensagem. O texto em Word é da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil, mas não aborda assuntos de natureza sigilosa.Na quinta-feira, contudo, o servidor do Senado havia confirmado à Folha que tinha recebido a mensagem com o dossiê anexado. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:59
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Funcionário da Casa Civil se diz vítima de armação e avisa que reagirá
Por Denise Madueño, no Estadão: O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, já contratou um advogado de defesa e, em conversas com amigos petistas, disse que vai usar todos os recursos legais e técnicos para provar que não foi o responsável pelo vazamento do dossiê com detalhes sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aparecido se diz “vítima de uma armação” do grupo da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Eduardo Toledo, que foi o advogado contratado, aconselhou Aparecido a não se manifestar e a esperar os próximos movimentos da CPI dos Cartões, da Polícia Federal e do Palácio do Planalto. O secretário tem dito a interlocutores com quem já trabalhou que a experiência dele como auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) e assessor de várias CPIs do Congresso não o deixariam cometer o erro primário de enviar por e-mail um dossiê da Casa Civil do governo Lula para um computador de um assessor (André Eduardo da Silva Fernandes) de um senador tucano, Álvaro Dias (PR). A perícia feita pelo Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), a pedido da Casa Civil, indicou que o dossiê saiu do computador pessoal de Aparecido, depois de várias trocas de mensagens eletrônicas com André. O advogado de Aparecido pode pedir uma perícia no 1computador do assessor tucano para servir de contraprova à perícia do ITI. O secretário de Controle Interno avalia que integrantes da Casa Civil teriam arquitetado a trama do envio de documentos para o assessor de Ávaro Dias porque precisavam emplacar a tese de que não houve a elaboração de um dossiê e culpar alguém de dentro pelo envio de informações selecionadas do banco de dados, com o objetivo de prejudicar a ministra Dilma Rousseff. Seguindo nesse raciocínio, a culpa cairia sobre ele, um funcionário que não faz parte do grupo de Erenice, principal auxiliar de Dilma. Só isso explicaria a conclusão de que teria propiciado o vazamento um documento “de forma tão primária e ingênua”. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:57
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Terceiro choque do petróleo já ameaça a economia mundial
Por Leandro Modé, no Estadão: A escalada dos preços do petróleo já leva muitos analistas a considerar factível uma hipótese que algum tempo atrás pareceria risível: que o mundo esteja caminhando para um terceiro choque da commodity. Seu impacto na economia global não seria tão forte como na década de 1970, quando ocorreram os dois choques anteriores. Mas uma redução no ritmo de crescimento é dada como certa. Se serve de consolo, o Brasil, segundo especialistas, está mis bem preparado para enfrentar o cenário de águas turbulentas. Na semana passada, o barril do tipo leve (WTI) para entrega em junho bateu recorde todos os dias na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Ao final da sexta-feira, valia US$ 125,96, o maior valor da história, mesmo em termos reais, ou seja, descontada a inflação. A alta na semana foi de 8,3%. Em 2008, chega a 33% e, nos últimos 12 meses, a 81%. Já há até quem diga que a disparada pode ir mais longe. Na terça-feira, um relatório do Banco Goldman Sachs chacoalhou o mercado ao prever que a cotação pode bater nos US$ 200. “A chance de um barril entre US$ 150 e US$ 200 nos próximos 6 a 24 meses parece estar aumentando”, afirmou um texto assinado pela equipe de analistas de petróleo. Os investidores prestaram atenção ao alarme porque esse mesmo time publicou um relatório em 2005 segundo o qual as cotações podiam alcançar US$ 105 nos anos seguintes - o que ocorreu. “Se estamos ou não vivendo o terceiro choque do petróleo depende da forma como conceituamos esse movimento”, pondera o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires. “ Se considerarmos que em 1973 e 1979 os preços dispararam de um dia para o outro por causa da falta de oferta, a resposta é não”, diz. “Mas, se interpretarmos esse nível de preço como conseqüência de oferta reprimida e da falta de novos investimentos em produção, seria um choque parecido com o de 1979.” Ministro da Fazenda na época do primeiro choque, o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-deputado federal, Delfim Netto é menos cauteloso. “Provavelmente, sim”, diz, em resposta à questão sobre o terceiro choque. Leia mais mais aqui (link aberto) |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:55
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No vermelho, setor externo põe crescimento em xeque
Por Fernando Canzian, na Folha: Puxada pela explosão das importações, a rápida e surpreendente deterioração das contas externas no último bimestre já traz dúvidas sobre a sustentabilidade da atual fase de crescimento da economia brasileira. Alguns economistas ouvidos pela Folha vêem a necessidade de pisar no freio do crescimento já para evitar uma crise externa mais à frente. Para eles, o que mais assusta não é tanto o tamanho, mas a velocidade dessa deterioração. Outra corrente crê que o atual rombo externo é plenamente financiável por fontes alternativas de dólares, como investimentos estrangeiros produtivos ou especulativos. Pela primeira vez desde 2002 (último ano do governo FHC), o Brasil voltou ao vermelho no saldo em dólares de sua relação com o resto do mundo -a chamada conta de transações correntes. O saldo positivo de US$ 1,4 bilhão em 2007 deve cair a US$ 23,4 bilhões negativos neste ano; e a US$ 27 bilhões, também negativos, em 2009. A virada ocorre porque as exportações brasileiras não vêm acompanhando o crescimento exponencial das importações -puxadas por uma demanda interna que a indústria nacional não dá conta de atender. O dólar barato, pressionado pelos juros elevados no país que atraem capital estrangeiro e, agora, pelo grau de investimento, deve manter a tendência das importações em alta. Há uma relação direta entre o saldo comercial (exportações menos importações) e a conta de transações correntes: quanto menor o saldo, maior o rombo (ver gráficos). Reservas são seguro Em 2008, o saldo comercial brasileiro tende a cair para cerca de US$ 18 bilhões. Em 2009, pode ficar abaixo de US$ 9 bilhões, ampliando ainda mais o buraco nas contas externas. Em 2002, com as contas externas no vermelho e com um país praticamente sem reservas internacionais, o dólar quase atingiu R$ 4. Neste ano, com uma previsão de US$ 23,4 bilhões de déficit, o dólar se mantém controlado em torno de R$ 1,70. A grande mudança no período foi o acúmulo de reservas em dólares no Banco Central, que atingiram US$ 196 bilhões no mês passado. "Com reservas nesse patamar, dá para uns quatro anos de besteiras", afirma o economista Antonio Delfim Netto. Como uma crescente fonte de dólares para o Brasil são as exportações de produtos agrícolas e minerais, Delfim pondera que "tudo vai depender" de como o crescimento do mundo vai se comportar. Se o mundo continuar crescendo, diz, o saldo comercial brasileiro tende a ficar no azul, atenuando os déficits em conta corrente e a necessidade de financiamento em dólares. Trajetória preocupante Para Cláudio Haddad, presidente do Ibmec-SP, "é perfeitamente natural" que o Brasil tenha déficit em suas transações com o resto do mundo. "Não vejo como o atual déficit em conta corrente possa preocupar. É normal que um país como o Brasil, com baixo nível de poupança interna, tenha déficit externo", afirma. Já o economista José Márcio Camargo, da PUC-RJ, afirma que "não é o nível do déficit que preocupa". "O que preocupa, e muito, é a trajetória." "Podemos estar saindo de um superávit equivalente a 1% do PIB (Produto Interno Bruto) para um déficit de 2% em pouco mais de um ano. É um ritmo insustentável e um sinal inequívoco de que a economia brasileira está crescendo muito além do que pode hoje", diz. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:53
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"A inflação está mais disseminada"
Por Pedro Soares, na Folha: A inflação está mais "disseminada", o que "sugere" uma alta mais intensa dos juros. A avaliação é de Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), nos 12 meses encerrados em abril, cravou 5,04%, acima do centro da meta de inflação do governo para 2008 (4,5%, com dois pontos para cima ou para baixo). "A inflação saiu da condição de estar concentrada em alimentos, mas não passou, de uma tacada só, à condição de generalizada." Atingiu, segundo ele, preços industriais e de serviços. FOLHA - A alta dos alimentos no atacado já chegou totalmente ao varejo? SALOMÃO QUADROS - Não. Algumas coisas vão aparecer mais. É o caso do arroz, que ainda tem um repasse que não é desprezível. São aumentos que podem chegar a 50% no atacado. Existem outros itens que ainda estão no ciclo de repasses. Eu cito laticínios, carnes e a cadeia do trigo, cujo repasse não está completo, exceto talvez o do pão francês. FOLHA - Mas as commodities agrícolas no exterior já não mostram desaceleração, o que pode ser um alívio nos próximos meses? QUADROS - Apesar da queda do trigo, a demanda está crescendo, e os estoques não estão no ponto [certo]. A soja não está caindo. O milho também não. O quadro não é de estabilidade nem de desaceleração. FOLHA - Existem outros focos de pressão? QUADROS - Não é só alimentos. Na indústria, existe uma onda de aumentos, como minérios, fertilizantes, automóveis, siderurgia e outros metais. Esses aumentos são mais de insumos, por isso, a chegada é mais demorada e suavizada no varejo. Ficam mais diluídos. Na alta de alimentos, o repasse é direto. No varejo, há também uma pressão de serviços, que não é descontrolada, mas existem alguns elementos [de alta]. O resultado do IGP-DI de abril diversificou um pouco mais a inflação. A [alta] mais persistente é a de alimentos, mas existem outras. A inflação saiu da condição de estar concentrada em alimentos, mas não passou, de uma tacada só, à condição de generalizada. Ela está mais disseminada agora. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:51
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Os problemas do “fundo soberano à brasileira”
Por Érica Fraga, na Folha: |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:49
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Eleição nos EUA 1 - Obama ignora Hillary e abre campanha contra McCain
Por Sérgio Dávila, na Folha: Enquanto o comando da campanha de Hillary Clinton ainda planejava gastar o fim de semana com a calculadora na mão, contando delegados e superdelegados, o de Barack Obama passou sutilmente a mencionar menos e menos a ex-primeira-dama em suas aparições públicas e a centrar fogo em John McCain, virtual candidato republicano à eleição presidencial de 4 de novembro. Ao mesmo tempo, o senador adota iniciativas de candidato escolhido. Com a bênção do presidente do Partido Democrata, Howard Dean, lançou dois projetos nacionais que teoricamente beneficiarão quem quer que seja o indicado do partido da oposição para a disputa da sucessão de George W. Bush, mas que na prática estão sendo tocados pelo pessoal de Obama, a partir de sua base política, Chicago. Um deles reproduz nacionalmente o modelo bem-sucedido de arregimentação de voluntários, um dos diferenciais da campanha do senador. Chama-se "Organizing Fellows" (de sentido duplo, companheiros organizadores ou organizando companheiros) e começou ontem, com cem eventos nos 50 Estados americanos. O outro é a aplicação em escala nacional do "Vote for Change" (vote para mudar), um dos responsáveis pelos sucessivos recordes no número de eleitores de primeira viagem neste ciclo eleitoral. Além disso, Obama passará a incluir em suas paradas de campanha Estados além dos cinco que ainda realizarão prévias -Porto Rico, a sexta locação, é um Estado associado. "Não vamos acordar na manhã seguinte à indicação e descobrir que estamos despreparados", disse David Plouffe, coordenador de campanha do senador. De acordo com declarações recentes do time, essa manhã seguinte deve ser o dia 21 de maio, após as prévias de Oregon e Kentucky. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:47
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