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Leitor
O drama de Darfur "As nações
mais desenvolvidas não enxergam a África como
continente-mãe, apenas a vêem como uma terra
digna de pena, sem nada fazer para apoiar sua recuperação." Ao tomar conhecimento
das barbáries cometidas em Darfur ("Darfur
À espera de um salvador", 24 de dezembro), e diante
da minha pequenez e total impotência, sinto-me como
verme rastejante sobre a terra. Até quando o ser humano
permanecerá tão distante do seu criador? Que
Deus possa entrar nos corações dos homens de
Darfur, e que a paz possa reinar entre aquele povo. Que força e sentimento
tem a imagem da capa de VEJA! A mãe tem os olhos baixos
como se a absurda situação fosse responsabilidade
dela. O bebê, olhos grandes bem abertos fixando o futuro
inexistente. Será difícil passar o Natal sem
pensar nesses irmãos e sua tragédia. Gostaria de parabenizar
VEJA por ter tirado do esquecimento o drama de Darfur. O papa
Bento XVI com freqüência nos lembra do persistente
desastre humanitário no Sudão, mas infelizmente
suas palavras (e ações) só são
divulgadas quando podem provocar alguma polêmica. Parabenizo VEJA por essa
reportagem sobre o Sudão e o genocídio praticado
na região de Darfur, mostrando uma situação
que parece nunca terminar. Dá-nos um sentimento de
culpa por não saber nem como reagir a isso.
Holofote Fiquei muito surpresa
ao ler, na coluna Holofote ("Os outros também
têm medo", 10 de dezembro), uma nota envolvendo
meu nome. Nunca procurei nem fui procurada pela revista para
me pronunciar ou comentar as informações, cuja
fonte desconheço.
Reinaldo Azevedo Se formos minimamente
racionais, veremos que a fome, a miséria e a dor continuam
existindo durante o ano inteiro, e não apenas em dezembro,
com a chegada do Papai Noel. Nos campos de refugiados em Darfur,
nas ruas de Brasília, nos morros do Rio de Janeiro,
sempre é tempo de ajudar a quem precisa!
Família Magalhães A família
Magalhães se disse profundamente constrangida com o
episódio da descoberta de um filho não reconhecido
de Luis Eduardo (e suas conseqüências legais).
Constrangido se sente todo brasileiro comum, que trabalha
diária e honestamente (e provavelmente jamais ganhou
ou ganhará 8 255 reais por mês), por saber
que, mais uma vez, arcou com um salário tão
alto, dessa vez para que a senhora Siméia ficasse em
casa cuidando do filho ("Um candidato à família
Magalhães", 24 de dezembro). Interessante como ACM
e ACM Neto cuidaram do rebento de Luis Eduardo Magalhães.
Empregaram a mãe no Congresso, recebendo um belo salário
(até aumento ela teve!), para ficar em casa cuidando
da criança. Só tem um problema: quem pagou a
conta como sempre fomos nós. Quero meu dinheiro de
volta!
Política versus cassação Que bom seria se
esta moda pegasse e ficasse mais fácil afastar aqueles
que praticam outras modalidades de infidelidade: aos programas
partidários, às promessas de campanha e, principalmente,
à ética.
Encontro de líderes na Bahia Achei perfeito
o título da reportagem que mostrou a relevância do
encontro de chefes de estado latino-americanos e caribenhos na
Costa do Sauípe ("Só faltou Esteban",
24 de dezembro). Parece piada a resposta medíocre
que o governo e a diplomacia brasileira têm dado
aos calotes em dívidas, quebras de contratos e outros abusos
e ilegalidades praticados pelos "companheiros" presidentes
de alguns países vizinhos. Na falta do que fazer, nosso
presidente aproveitou o tempo livre para fazer piada com os
sapatos atirados no Bush, que está em final de mandato.
Espero que os eleitores brasileiros façam o mesmo de
maneira civilizada em 2010, através das urnas, atirando
o candidato a presidente de Lula para bem longe do segundo
turno. A reportagem resumiu o
que foi a reunião dos chefes de estado latino-americanos.
De fato, um festival de piadas. Num lampejo piadista, o presidente
do Equador, Rafael Correa, propôs que as reservas cambiais
de todos os países latino-americanos se tornassem uma
única reserva, com a finalidade de equilibrar todas
as balanças comerciais. Hermano? Pero no mucho!
Jeremy Rifkin A entrevista com
Jeremy Rifkin ("Somos viciados em petróleo",
24 de dezembro) aplica-se ao Brasil, de longa data. As indústrias
e os serviços públicos de água e esgoto, por
exemplo, são perdulários inveterados no consumo
de energia elétrica. Somam-se a isso a ineficiência
dos equipamentos e a falta de estrutura operacional que
permita reduzir o consumo energético.
J. R. Guzzo O comportamento
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da camaradagem
cleptoPTista é de pessoas inebriadas pelo poder ("O
vento leva", 24 de dezembro). O vocabulário de
sua Excelência é abominável até
para um presidente de conselho comunitário. Ele já
aboliu do seu cérebro a censura, que serve para moderar
o comportamento em sociedade. Podia, pelo menos, seguir o
protocolo.
Lya Luft O artigo ("Acreditar
no Natal", 24 de dezembro) trata de assunto muito conhecido,
mas Lya Luft teve o dom de harmonizá-lo num texto maravilhoso.
É uma mensagem de otimismo e confiança no meio
de tantas notícias desagradáveis. Será
um texto de cabeceira para novas leituras. Correção: por erro da revisão de VEJA, um trecho da reportagem "Darfur À espera de um salvador" (24 de dezembro) ganhou sentido dúbio. Na página 101, a frase "Foi quando o sul e o norte iniciaram as conversações de paz que estourou uma nova guerra civil em Darfur" foi indevidamente alterada para "Foi quando o sul e o norte iniciaram as conversações de paz, que deflagraram uma nova guerra civil em Darfur". Isso dá a impressão errônea de que as negociações de paz deram início a um conflito entre o norte e o sul sudaneses.
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