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31 de outubro de 2007
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Silicone a jato

Médico americano implanta prótese
de mamas em apenas meia hora

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Até virar realidade, o sonho de entrar numa clínica de cirurgia plástica e sair com novos e imponentes seios costuma demorar alguns dias ou até semanas – o período do doloroso e restritivo pós-operatório. O cirurgião plástico texano John Tebbetts garante ter a solução, que divulga em congressos médicos mundo afora: uma técnica ultra-rápida de implante de prótese de silicone. Desenvolvido há sete anos e aplicado em cerca de 2 000 pacientes até agora, o método consiste em planejar em minúcias a cirurgia e depois executá-la em apenas meia hora, contra a média de duas horas da operação normal. Tebbetts também recorre a procedimentos pouco invasivos para reduzir a recuperação a não mais que 24 horas (a recomendação-padrão é de uma semana de repouso absoluto, durante a qual é proibido dirigir e fazer movimentos bruscos com os braços). Nesse ponto, o pós-operatório indicado pelo médico americano entra no campo do arriscado. "Mando as pacientes ir para casa, tirar um cochilo de duas horas, comer, tomar banho, lavar a cabeça e, à noite, sair e se divertir. É importante que elas se movimentem", disse Tebbetts a VEJA. Acabada a noitada, a indicação é dormir de bruços "para acomodar o tecido da pele".

Rapidez, segundo o médico, é o segredo da sua cirurgia de mamas a jato. "Por ser rápido o método, a dose de sedativos é baixa, o que agiliza a recuperação, e o sangramento é mínimo", afirma. A escolha adequada da prótese é essencial, diz: tem de ter o tamanho certo para não forçar a pele e agredir ainda mais a área operada. "A cicatrização depende do trauma gerado durante a cirurgia. Na minha técnica, esse trauma é bem pequeno." As pacientes vão para casa só com um pequeno curativo na região do corte, sem drenos nem sutiãs especiais. A única proibição, limitada a duas semanas após a cirurgia, é a prática de esportes e atividades que exigem maior esforço. Tebbetts esteve no Brasil em 2004 apresentando sua técnica, mas não convenceu os colegas, que vêem alto risco na ênfase que dá à rapidez do processo. "Prefiro operar com toda a calma. Também utilizo procedimentos que diminuem muito o sangramento, mas qualquer vasinho cortado pode levar a hematomas", diz o cirurgião plástico paulista Aristóteles Bersou Júnior. "A recuperação de implante de silicone tem de ser cuidadosa e exige uma semana de repouso. Tebbetts é talentoso, mas sua cirurgia se ressente de certa falta de prudência", concorda Oswaldo Saldanha, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.




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