'
 


    

 
Edição 1993 . 31 de janeiro de 2007

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Gente
Veja essa
VEJA.com
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Serviços
DVD com lingerie

As Americanas compram a Blockbuster
de olho nos pontos-de-venda


Chrystiane Silva

 

J. J. Leister/AE
Loja da Blockbuster: novo dono quer ampliar a oferta de produtos

Ameaçado pela pirataria, pelas vendas digitais e pela TV a cabo, o mercado de locação de filmes não aparece como um dos mais promissores. A cada ano 1,2 bilhão de CDs e DVDs piratas são vendidos no mundo. A cada mês 12 milhões de filmes são baixados da internet. As perdas da indústria cinematográfica americana já chegam a 18,2 milhões de dólares por ano com a pirataria. Por isso causou surpresa a compra da franquia brasileira da rede Blockbuster pelas Lojas Americanas, anunciada na semana passada, pelo valor de 186,2 milhões de reais. Pelo negócio, as Americanas levarão as 127 unidades da videolocadora, que pertenciam à BWU Comércio e Entretenimento, do grupo Moreira Salles, controlador do Unibanco. Em uma única tacada, as Lojas Americanas aumentaram em 54% o número de suas lojas. Essa foi a terceira aquisição importante do grupo em menos de dois anos. As Americanas já haviam adquirido o canal de televendas Shoptime e o site de comércio eletrônico Submarino.

O BWU queria se desfazer da rede Blockbuster havia mais de um ano por causa da queda na venda e na locação de filmes que ocorre no mundo todo. Por que então as Americanas viram aí um negócio atrativo? Ao que tudo indica, o grupo está mais interessado nos pontos-de-venda e nos clientes da Blockbuster do que no mercado de DVDs propriamente dito. "Eles não estão atrás dos filmes. Estão mirando no público das classes A e B", diz Michel Brull, ex-presidente da Blockbuster. As lojas da rede costumam ter localização nobre, em bairros de poder aquisitivo elevado e em ruas bastante movimentadas. A idéia é incorporar a maior rede de aluguel de filmes do país à bandeira Americanas Express, num formato de lojas de vizinhança menores do que os pontos-de-venda tradicionais do grupo Americanas. Com isso, a rede pretende ampliar a venda de artigos de consumo e de uso doméstico, como eletrônicos, toalhas, cosméticos, lingerie e (até mesmo) DVDs. Pesquisas mostram que quem aluga um filme sempre compra uma guloseima ou outro produto que estiver na loja. As lojas da Blockbuster serão visualmente reformuladas, mas nada muda para os clientes que só quiserem alugar DVDs.

 
 
 
 
topovoltar