Cuidados

Limpe seu nome

Como sair das listas de maus pagadores

O momento é bom
para negociar as
dívidas do crediário
e sair dos cadastros
dos devedores em atraso

O aumento da inadimplência e da quantidade de cheques sem fundos, além de preocupar os comerciantes, vem causando transtornos a muita gente. Ter o nome nas listas dos serviços de proteção ao crédito impede que a pessoa compre a prazo. A presença no Cadastro dos Emitentes de Cheques sem Fundos do Banco Central impossibilita a retirada de novos talões mesmo num banco diferente do que registrou o problema. Para ser incluído nas listas do comércio, basta atrasar uma prestação. Para a do Banco Central, entra quem tiver um mesmo cheque devolvido duas vezes por falta de fundos. O melhor a fazer é não entrar na lista. Se isso acontecer, paciência. A solução é tentar limpar o nome.

Crediário — O primeiro passo, claro, é procurar a loja onde a compra foi feita. Se o devedor não tiver meios de quitar o saldo de uma só vez deve propor uma negociação. É bom, nesse caso, estar preparado para sentar-se à mesa com um profissional que lida com esse tipo de situação dezenas de vezes por dia. Se o acordo for fechado, a obrigação de contatar os órgãos que centralizam os cadastros de maus pagadores e solicitar a retirada do nome do devedor do cadastro é da loja. Isso tem de ser feito em, no máximo, cinco dias. Se depois desse prazo o nome continuar manchado, a solução é procurar um órgão de defesa do consumidor e apresentar uma queixa.

Cheques — Se o problema foi com um cheque, é preciso procurar a pessoa ou a empresa que o recebeu, quitar a dívida e pegar o documento de volta. Também é necessário pedir uma declaração, com o número da carteira de identidade, do CPF ou do CGC de quem recebeu o pagamento. Os papéis devem ser levados à agência que mantém a conta, que providenciará a exclusão do nome do cadastro. Para fazer isso, os bancos cobram uma taxa de cerca de 20 reais. Outros 6,82 reais têm de ser pagos ao Banco Central.

Evite a lista — Quem estiver em dificuldades financeiras e não quiser ver o nome numa dessas listas precisa agir depressa. Os bancos costumam dar um prazo para o cliente regularizar a pendência antes de mandar seu nome para o Banco Central. As lojas podem, por lei, anotar o nome do cliente nas listas de maus pagadores no primeiro dia de atraso da prestação. A maioria, por bom senso, espera pelo menos um mês antes de tomar a providência.

Informações — As empresas que controlam os cadastros são obrigadas por lei a informar o cliente da inclusão de seu nome na lista. "É uma maneira de evitar que o cliente seja pego de surpresa", diz o advogado Délio Malheiros, de Belo Horizonte, especialista em defesa do consumidor. Quem tem um problema desse tipo e não foi notificado precisa procurar o Serviço de Proteção ao Crédito de sua cidade para saber se o nome consta do cadastro. A consulta deve ser feita pessoalmente, não custa nada, e a resposta é imediata. Basta ter o documento de identidade e o CPF à mão. Se o nome estiver lá, é melhor não tentar comprar a prazo antes de regularizar a situação. A chance de ter o crédito recusado, nesse caso, é de 100%.

Para usar

Guia da casa
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo, o Crea-SP, criou um manual muito útil para quem pensa em comprar uma casa ou quer manter o imóvel conservado. É uma lista de todos os itens que devem ser observados numa construção, da fundação ao acabamento. O manual é gratuito e pode ser acessado pela Internet (
www.creasp.com.br) ou pedido pelo telefone (0800 17811).

Contas domésticas
Para o controle das despesas domésticas, uma boa opção, além dos americanos Quicken, da Intuit, e Money, da Microsoft, é o software Finance. Desenvolvido pela Paiva Piovesan, de Belo Horizonte, o programa é considerado pelos especialistas tão funcional quanto os outros dois. Tem uma vantagem. Como foi desenvolvido para as condições brasileiras, é o único que calcula instantaneamente o efeito da CPMF, o imposto dos cheques, sobre o saldo bancário. O problema do Finance é a distribuição. Enquanto os concorrentes podem ser encontrados até em supermercados, o software brasileiro só é vendido em algumas casas especializadas.

Franquia de problemas
Quem pensa em abrir uma franquia deve prestar atenção ao resultado da mais recente pesquisa sobre esse negócio. O levantamento, da consultoria Vecchi&Ancona, de São Paulo, ouviu 100 executivos de empresas franqueadoras e concluiu que eles não vêem no franqueado um parceiro, mas um simples usuário da marca. Todos, sem exceção, desconfiam da capacidade profissional dos pequenos empreendedores, e 82% atribuem os casos de fracasso exclusivamente ao franqueado.




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