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Amazônia Asfalto na selvaEstrada liga Amapá e Roraima a países vizinhos
Juntos, Roraima e Amapá respondem por apenas 0,23% do produto interno bruto, PIB. Com a estrada, chamada de Transguianense, que deve custar 500 milhões de reais divididos pelos quatro países, a expectativa é de que a economia local dê um salto. No Amapá, ela vai criar uma nova alternativa para o escoamento da produção agrícola e abrir caminho para que os 30.000 turistas franceses que visitam a Guiana Francesa todo ano dêem uma esticadinha até o Brasil. Estima-se que o Estado vá faturar 5 milhões de reais por ano com o turismo e 35 milhões com investimentos nas margens da estrada. No trecho a ser recortado agora na Guiana Francesa, a obra tem cuidados ecológicos. Em determinados pontos, a largura da estrada diminui de 40 para 10 metros, para que as copas das árvores continuem-se encontrando e o passeio dos macacos não seja interrompido. Foram providenciados túneis sob a pista para a livre circulação de roedores, tartarugas e outros animais. Apesar das boas intenções, teme-se que a estrada agrave o problema do narcotráfico. Com a Transguianense, o Suriname, principal entreposto na rota da cocaína colombiana para a Europa, poderá usar o Brasil para escoar a droga. "Se fosse possível, faríamos a rodovia sem passar pelo Suriname", diz o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem, DER, de Roraima, Carlos Lewisk. "Como é inevitável, vamos reforçar o policiamento nas fronteiras." Klester Cavalcanti
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