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Helita:
em dez dias, abuso e volta |
| Foto: Antonio Milena |
Com a proximidade do verão, a saga
planetária por alguns quilos a menos no menor tempo
possível entra em ritmo frenético. Nessa hora, qualquer
receita encontra adeptos, e os modismos se propagam mais
depressa que as calorias de um quindim na linha da
cintura. Boa parte dos regimes atualmente em voga tem um
ponto em comum: a concentração na proteína (ou seja,
carne, ovos, leite e derivados). Essa é a base da
chamada dieta protéica, hit do momento entre os artistas
globais, que nos próximos meses deve enfrentar a
competição de seu parente, o regime Sugar Busters
(algo como "exterminadores do açúcar"),
título de um livro de conselhos e receitas há dois
meses no topo da lista dos mais vendidos nos Estados
Unidos e que vai ser lançado no Brasil em outubro.
O conceito, se se pode chamar assim, por trás dessas dietas é que massas, pães e doces fazem o organismo produzir mais insulina, o hormônio responsável pela absorção de açúcar no organismo. "A energia gerada e não consumida fica depositada no corpo, na forma de gordura", diz o médico Morrison Bethea, um dos autores do Sugar Busters. Massas e doces são os vilões de qualquer regime digno desse nome. A diferença, nessas novas dietas, é o total desprezo pela camisa-de-força das famigeradas calorias. Esqueça o delicado equilíbrio de uma colher de arroz aqui, compensada por um pedaço pequeno de frango (peito, por favor) ali. A ordem é abolir de vez massas, pães, arroz, açúcar, e usar e abusar do resto, carnes principalmente. Trata-se, como é de hábito nesse departamento, de um regime criticado pelos especialistas. "Não há comprovação científica de que insulina seja causa de obesidade", avisa o endocrinologista Antonio Roberto Chacra, professor da Universidade Federal de São Paulo. "O abuso de proteínas causa problemas renais", adverte o endocrinologista Fadlo Fraige Filho. Mesmo assim, a lista de adeptos é grande. A atriz Carolina Dieckman perdeu 8 quilos. Rafaela Fischer, a filha de Vera, emagreceu 15 em seis meses e agora se permite sair da linha nos fins de semana. "Mas teria engordado, se não estivesse malhando", admite ela.
| Foto: Ana Paula Paiva | Foto: Selmy Yassuda |
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| Rafaela e Carolina:
quilos a menos com dieta controvertida |
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Pecado Proteínas vegetais e fibras também são a base do Sanavita, um composto alimentar em pó que é engolido, no café da manhã, almoço e jantar, pelos seguidores da "dieta da USP", versão mais respeitada das insípidas sopas dietéticas de Emerson Fittipaldi, Thereza Collor e lançamento recentíssimo Adriane Galisteu. "A fórmula do Sanavita tem alto poder de saciedade e diminui a absorção dos alimentos", explica a nutricionista Jocelem Mastrodi Salgado, professora da Universidade de São Paulo e mãe do produto, que só tem dois pontos-de-venda em São Paulo, mas deve chegar em breve a outras lojas. Como todas as dietas mágicas, a da USP peca por não ser eterna. Helita Barbosa Fontão, 54 anos, perdeu 4 quilos em um mês. Dez dias sem o composto e ela recuperou 1 quilo. "Abusei", justifica, já com estoque renovado.
Aida Veiga
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S.A. |