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A realidade do poder
A África do Sul do regime de minoria branca interferia
nos países vizinhos à vontade. O país pós-apartheid está descobrindo as
realidades do poder. Na iminência de um golpe militar no Lesoto, um pequeno
reino que presta vassalagem à África do Sul, em cujo território é encravado,
o presidente Nelson Mandela recorreu às armas. Atendendo a um apelo do
governo ameaçado, ele despachou uma tropa de intervenção. A resistência
foi maior do que a prevista, resultando em combates que deixaram 66 mortos.
A ação militar foi muito criticada, mas Mandela invocou um acordo de cooperação
militar entre os países da região.
Pugilato
Elisabeth Rehn, pré-candidata a
presidente da Finlândia, conta em seu livro de
memórias, recém-lançado, que, durante visita à Síria
em 1994, o fogoso ministro da Defesa, Mustafa Tlass,
tentou agarrá-la no banco traseiro de um carro. Hoje com
63 anos, Elisabeth diz que o golpeou com sua pasta.
"Ele deve ser míope se pensou que eu era
jovem", filosofou.
Assumidos Não é só no Brasil
que acontecem essas coisas. Na Suécia, os ministros das
Finanças, Erik Asbrink, e da Educação, Ylva Johansson,
anunciaram que deixarão os respectivos cônjuges para
curtir uma paixão daquelas. Um dos dois poderá perder a
pasta para evitar conflitos.
Para a mulher, o
abacaxi
Nem a gravidade da
crise financeira convenceu Boris Ieltsin a reduzir a
burocracia na Rússia. Na semana passada, o presidente
dobrou o número de ministros na configuração do novo
governo. Para vice do primeiro-ministro, Ievgueni
Primakov, Ieltsin escolheu a diplomata Valentina
Matviienko. É o mais alto posto galgado por uma mulher
na Rússia pós-soviética. Detalhe: Valentina será a
encarregada da política social do governo, posto
espinhoso recusado anteriormente por três indicados.
Temporada
de perdão
Nos
últimos dias, velhos conflitos tiveram fim
SALMAN
RUSHDIE
Condenado
à morte pelo aiatolá Khomeini por
"blasfêmia" contra o islamismo, o
escritor vive escondido desde 1989. Na semana
passada, o governo do Irã fez um acordo que lhe
salva o pescoço.
EDEN
PASTORA
O líder da
guerrilha contra-revolucionária da Nicarágua,
em greve de fome pelo direito de candidatar-se a
presidente, recebeu visita e apoio do
sandinista-mor e ex-arquiinimigo Daniel Ortega.
RUDOLF
NUREYEV
O bailarino
pediu asilo à França, em 1961, no auge da
Guerra Fria, e foi condenado pela União
Soviética por traição. Só agora o governo
russo anunciou sua reabilitação. Nureyev morreu
no exílio, em 1993.
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Editado
por Marcio Ferrari

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