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Adeus às
bolsas
O ex-presidente da
Bolsa de Valores de São Paulo Eduardo da Rocha
Azevedo está abandonando o mercado financeiro.
Condenado pela Justiça no escândalo das bolsas
envolvendo Naji Nahas em 1989, Azevedo vendeu o título
de sua corretora e se associou ao economista Luiz Gonzaga
Beluzzo para abrir uma faculdade em Campinas. O primeiro
vestibular acontece em novembro para os cursos de
economia e administração. Em três anos, o plano é
investir 10 milhões de dólares e conseguir 5.000
alunos.
Sucesso longe
Tendo de dividir a atenção com outras cantoras de axé
music, a baiana Daniela Mercury resolveu
investir no público europeu. O começo foi difícil. No
ano passado, ela até bancou a produção de seu show na
França. Agora, depois de arrastar uma média de 40.000
pessoas para cada um de seus catorze shows em oito
países, Daniela estourou nas paradas de sucesso. O disco
Feijão com Arroz vendeu 320.000 cópias em dois
meses na Europa. O novo CD, Elétrica, será
lançado em novembro simultaneamente no Brasil e em
Portugal.
Fim da dupla
A viúva do ex-ministro Sergio Motta, Wilma Motta,
vai encerrar a sociedade com o presidente Fernando
Henrique Cardoso na fazenda de 1.046 hectares em Buritis,
Minas Gerais. Assim que for concluído o inventário do
marido, Wilma vai vender sua metade na fazenda por 100.000
reais. O comprador, invejado pelos políticos sedentos de
promoção, é outro amigo de FHC, o fazendeiro Jovelino
Mineiro, genro do ex-governador Abreu Sodré. Wilma
decidiu vender suas cotas para se dedicar à sociedade em
um bar em São Paulo.
No olho do furacão
Responsável por
uma pasta cujas atribuições mudam conforme a
necessidade, o secretário nacional de Assuntos
Estratégicos, Ronaldo Sardenberg, está
se especializando nas turbulências da economia mundial.
Em junho, ele visitou os países do Sudeste Asiático. Em
agosto, foi à China reunir-se com o primeiro-ministro
Zhu Rongji. Da conversa, ficou acertada uma promessa de
tornar mais freqüente a troca de informações em
períodos de crise.
 Karina Pastore
Mamãe sabe tudo
Médicos
americanos comprovaram o que qualquer mãe sabe:
um café da manhã caprichado é importante para
garantir o desempenho escolar das crianças. Bem
alimentadas, elas prestam mais atenção às
aulas.
Nem muito, nem pouco
Uma pesquisa
japonesa revela que trabalhar
pouco também pode ser fator de risco para as
doenças cardíacas. Quando se dedicam menos de
sete horas por dia aos afazeres profissionais,
triplicam-se os riscos de infarto taxa
semelhante à que se anota entre os que trabalham
mais de onze horas diárias.
Guerra às bactérias
Desde a
descoberta de que beber água durante a
ginástica protege contra a fadiga, as garrafas
reutilizáveis tornaram-se artigo indispensável.
Mas atenção à limpeza do acessório. Contra a
proliferação de bactérias, sempre lave o
cantil com água quente e sabão.
A dor de todos os meses
No período
pré-menstrual, 40% das mulheres sofrem dores nas
mamas. As maiores queixas, alertam médicos
canadenses, partem das pacientes que consomem
mais de 37% das calorias diárias sob a forma de
gorduras.
Grande promessa
Pesquisadores
italianos notaram que as vítimas do mal de
Alzheimer, doença degenerativa do cérebro, têm
em seu sangue quantidades pequenas de uma enzima,
a APP. É o primeiro passo para o diagnóstico
precoce da síndrome.
Cuidado, papai
Pai e
fumante? Veja o que pesquisadores americanos têm
a dizer: a convivência com o tabagista
quadruplica o risco de o pimpolho ser infectado
pelo micróbio causador da úlcera gástrica.
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 Longe
da nota 100
Treze anos
depois de deixar de ter sua exibição
obrigatória nos cinemas, o Canal 100
continua resistindo. Entre 1959 e 1985,
o cinejornal que era apresentado antes do início
dos filmes em 1.500 salas pelo país registrou
algumas das imagens mais espetaculares do
futebol. A Copa de 70, por exemplo, foi
documentada com dezoito câmeras, um número
grandioso mesmo para as emissoras de TV de hoje.
Depois que os cinemas foram liberados da
obrigação de mostrar cinejornais nacionais, o Canal
100 quase sumiu. O arquivo de 10.000
edições cresce lentamente. Atualmente, o
cineasta Carlos Niemeyer mantém apenas uma
produção artesanal de duas edições de cinco
minutos de duração por mês. Quarenta salas
continuam mostrando o programa.
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Fotos: Monica
Vendramini, Ana Araujo, João Raposo, Antonio Milena, Liane
Neves

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