"Ou
o Brasil acaba com os sem-terra, ou os sem-terra acabam com o
Brasil."
Tarcísio Leite Matos,
promotor no julgamento do massacre de Corumbiara, comparando os
sem-terra com as saúvas
"Não
sei o que eles fizeram nas
minhas costas."
Itamar Franco,
governador mineiro, que também assinou sem ler liberação
de verbas para o prédio do TRT
"A
última vez que ele me viu aqui eu estava de camisolão."
Mário Covas,
governador paulista, justificando não
estar usando terno e gravata ao receber o
presidente Fernando Henrique em São Paulo
"Eu
vou arrebentar o alambrado."
Leonel Brizola,
candidato do PDT à prefeitura do Rio, rachando os cascos
ao ultrapassar Benedita da Silva, do PT, nas pesquisas
Flavio Torres

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"Tem
gente que gosta de
opinar sobre tudo. Do
cocô à bomba atômica."
Jô Soares,
recusando-se a falar sobre
o projeto de lei que proíbe
a publicidade de cigarros
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"Vamos
revitalizar os bondes e os coretos nas praças."
Gilberto Ramos,
candidato a prefeito do Rio (PPB)
"Conde
exagerou no Lexotan."
Alfredo Sirkis,
candidato verde à prefeitura do Rio, sobre
o comportamento do prefeito Luiz Paulo Conde no debate dos candidatos
na televisão
"Meus
colegas no Rio estão fazendo tanta bobagem voltada somente
para a bilheteria, um caça-níquel desgraçado,
aproveitando-se
da popularidade que a Globo lhes dá por causa das novelas."
Raul Cortez,
ator, para quem a mediocrização
do
país já chegou ao teatro
"Não
sou bandido."
Wanderley Luxemburgo,
técnico da Seleção Brasileira de Futebol,
sobre a investigação que
vem sofrendo da Receita Federal
"Fazer
justiça com as próprias mãos é atributo
de sociedades primitivas."
Antonio Pimenta Neves,
jornalista, que matou a tiros a ex-namorada
"Getúlio
não sabia da verdade sobre (Gregório) Fortunato,
mas, como bom mineiro, já desconfiava."
Da
minissérie Cinco Dias que Abalaram
o Brasil, da GNT, pondo água
fria no chimarrão do gauchíssimo presidente Getúlio
Vargas
"A
favela é a legítima manifestação da
arquitetura brasileira."
Paulo Casé,
arquiteto e urbanista, que não mora em favela
"As
mulheres devem assumir sua parte porque se vestem de forma provocante.
Devem ser mais decentes e não encorajar a violência."
Dom Juan Sandoval Iniguez,
bispo de Guadalajara, México, culpando também as
mulheres pelos abusos sexuais que sofrem
"Agora,
só vou ler um roteiro se tiver um personagem inteiro para
mim, e não apenas a boa vizinha, a maluca da cidade ou
a avó de não sei quem."
Fernanda Montenegro,
atriz, cansada de
fazer participação especial em filmes
"É
uma letra claramente definida em relação a alguma
postura."
Serginho Groisman,
apresentador de TV, sobre o engajamento da letra da insossa Tubaína,
canção de protesto ginasiana classificada na primeira
eliminatória do festival de música da Globo
"Não
quero ser enredo de nada nem agora, nem nunca."
Jamelão,
rabugento puxador de samba da Mangueira, recusando homenagem da
escola
Rui Mendes

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"Caetano
Veloso deu o maior vexame. Ainda tentei conversar, mas ele
ficou dando uns gritinhos."
Marcelo D2,
cantor, de quem o compositor baiano foi tirar satisfação
na entrega dos prêmios da MTV por
comentários feitos numa entrevista
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"Um
sujeito de cachê muito baixo, vestido de dinossauro, correndo
em uma paisagem cheia de construções de isopor."
Jack Garner,
crítico do jornal americano USA Today, abismado
com a má qualidade do filme japonês Godzilla
2000
Roberto Jayme

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"Quem
é que não sofre por alguééémmm..."
Agnaldo Timóteo,
cantor e vereador (PPB-RJ), candidato
à reeleição, cantando um velho bolero
no horário
eleitoral
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"Faremos
o máximo para salvar a tripulação."
Vladimir
Putin, presidente russo, um dia
antes de a Marinha norueguesa constatar que não havia ninguém
vivo no submarino Kursk
"Quem
não publicar nossa versão é inimigo do Estado."
Serguei Iastrazembski,
porta-voz do governo russo para assuntos militares, ameaçando
a imprensa no caso do acidente com o Kursk
"Perdoem-me
por não ter conseguido trazer seus garotos de volta."
Viacheslav
Popov, comandante da Frota do
Norte, pedindo perdão às famílias das vítimas
do Kursk
"Entre
os ferroviários, o cara só é considerado
maquinista depois do primeiro atropelamento."
Everson dos Santos Craveiro,
secretário-geral do Sindicato dos Ferroviários da
Sorocabana
Arc*
e a Mata Atlântica
Arc,
o marciano, leu na VEJA que lançaram um programa
para plantar árvores ameaçadas de extinção
na Mata Atlântica e resolveu plantar uma também.
Entrou no site www.clickarvore.com.br,
plantou, mas quis saber mais:
O que aconteceu com a mata?
Arc, quando o homem branco chegou ao Brasil, a Mata Atlântica
tomava 15% do território brasileiro.
E agora?
Agora representa só 1%, marciano, e a destruição
continua. Imagine que arrasam o equivalente a um campo de
futebol a cada quatro minutos, Arc.
Deixe-me entender: quando só existia o índio,
a mata cobria 15% do Brasil.
Isso mesmo.
E, desde que o homem branco chegou, só sobrou 1%.
Confere.
Ou seja, quem acabou com a floresta foi o homem branco...
Sim. Não. Quer dizer, foi...
Então me explique uma coisa. Por que vocês
dizem sempre que o homem branco é que é o
civilizado?
*
Arc é marciano e invisível e vem regularmente
à Terra inclusive ao Brasil para ver
se vale a pena Marte investir aqui. Por enquanto, ele está
achando que não dá...
Teagá
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Editado
por Julio Cesar de Barros