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Morreram: o cartunista Carl Barks, criador do Pato Donald. Em 1935, ele começou a trabalhar nos Estúdios Disney. Foi lá que inventou um dos mais célebres personagens das histórias em quadrinhos. Também foi de Barks a iniciativa, na década de 40, de emprestar uma voz esganiçada a Donald nos desenhos animados. Dia 25, aos 99 anos, de leucemia, em Grants Pass, Estados Unidos.

a socialite carioca Beki Klabin. Nascida na Turquia, mudou-se com a família para o Brasil ainda criança. Ela ganhou fama ao participar do júri do programa do Chacrinha, em 1971. Nessa ocasião, conheceu o cantor Waldick Soriano, ícone da breguice, com quem teria mantido um romance. Um ano depois, Beki desfilou no Carnaval pela escola de samba Portela. Pela primeira vez alguém da "alta sociedade" ia para a avenida. Dia 20, aos 78 anos, de aneurisma cerebral, no Rio de Janeiro.

Paulo Jares

Baden Powell: pneumonia e respiração artificial


Internado:
vítima de uma pneumonia bacteriana, o violonista Baden Powell, 63 anos. Até sexta-feira 25, o músico continuava na unidade de terapia intensiva da Clínica Sorocaba, no Rio de Janeiro. Respirava por aparelhos e era mantido inconsciente por meio de sedativos. Dia 22.

Preso: por porte de drogas, o cantor Rafael Ilha, 27 anos, ex-líder do grupo Polegar. Detido nas proximidades de uma favela paulistana, ele trazia no bolso dois papelotes de cocaína. O cantor foi liberado depois de pagar fiança de 146 reais. Dia 22, em São Paulo.

Condenado: a oito meses de prisão em regime aberto o empresário Carlos Guilherme de Abreu e Lima, 31 anos. Ele pilotava a lancha que decepou a perna direita do iatista Lars Grael, em setembro de 1998. O advogado de Grael pretende recorrer da decisão por considerar a pena branda demais. Dia 24, em Vitória.

Recebeu alta: o cantor Cauby Peixoto, 65 anos. No último dia 11, ele foi submetido a uma cirurgia para a implantação de duas pontes de safena, duas mamárias e duas pontes de artéria radial. Dia 22, no Rio de Janeiro.

Divulgada: a adoção de uma menina pelo cineasta americano Woody Allen, 64 anos, e sua mulher, Soon-Yi Previn, 29 anos. Manzie Tio Allen tem 6 meses e foi adotada logo depois de seu nascimento. É o segundo bebê que Allen e Soon-Yi adotam. A primeira, Bechet, tem 1 ano. Dia 24, em Nova York.

Batido: o recorde mundial de natação em distância pelo esloveno Martin Strel, 45 anos. Em 58 dias, Strel atravessou toda a extensão do Rio Danúbio, 3.004 quilômetros. O recorde anterior era do americano Fred Newton, que em 1930 percorreu 2.938 quilômetros no Rio Mississippi. Dia 23, em Agigea, na Romênia.

Completou: 70 anos a princesa Margaret, irmã mais nova da rainha Elizabeth, da Inglaterra. Ela ganhou notoriedade em 1978, quando se tornou a primeira integrante da família real a se divorciar. Dia 21, em Londres.

AP Photo/Chuck Robinson
Guga: primeiro título em piso rápido e mais 115 000 dólares no bolso


Venceu:
seu primeiro torneio em quadra rápida o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga. Ele ganhou do russo Marat Safin por 2 sets a 1. Pela vitória, Guga embolsou 115.000 dólares e manteve-se como número 1 do tênis mundial. Aos 23 anos, ele lidera também o ranking das premiações. Só nesse ano, já amealhou 1,8 milhão de dólares. Dia 20, em Indianápolis, Estados Unidos.

Afastado: do julgamento dos policiais acusados pelo massacre de Corumbiara, o promotor do 1º Tribunal do Júri de Porto Velho, Tarcísio Leite Matos. Em 1995, doze pessoas morreram durante a invasão de uma fazenda no interior de Rondônia: dois policiais militares e dez integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST). O Ministério Público de Rondônia condenou as declarações feitas pelo promotor contra o MST. Leite Matos afirmou que o movimento era nazista e disse que "Ou o Brasil acaba com os sem-terra, ou eles acabam com o Brasil" . Dia 23, em Porto Velho.

Decidiram: separar-se amigavelmente o prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e sua ex-mulher, Nicéa Camargo. Depois de uma hora e meia de audiência judicial, o casal desistiu de prosseguir com a ação de separação litigiosa. O ex-amor também é lindo: Nicéa disse que até o cachorro sente falta de Pitta na casa. Dia 23, em São Paulo.


E a nau chegou, pessoal!

Em 1500, apenas com a ajuda do vento, bússolas e astrolábios, Pedro Álvares Cabral levou 44 dias para levar sua nau Capitânia de Portugal ao Brasil, uma rota de cerca de 7 000 quilômetros. Cinco séculos depois, a réplica da caravela, equipada com motores e instrumentos de navegação eletrônica, demorou quatro meses para percorrer os pouco mais de 500 quilômetros que separam Salvador de Porto Seguro. O custo: 3,5 milhões de reais, a maior parte vinda dos cofres públicos. Na segunda-feira passada, a embarcação finalmente singrou as águas do sul da Bahia, onde deveria ter chegado em 22 de abril, para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento. Cinco dias antes da festa, a nau chegou a zarpar, mas deu tudo errado. Os cabos de sustentação das velas afrouxaram, o motor pifou, entrou água no tanque de combustível e o comando hidráulico do leme entrou em pane. A caravela teve de ser rebocada de volta a Salvador. O que dá para concluir dessa história? Mesmo nos dias de hoje, seria difícil que o Brasil conseguisse descobrir Portugal.

 

Tragédias no ar


Reuters

Boeing da TWA remontado: faísca


Depois de quatro anos de trabalho, ao custo de 36 milhões de dólares, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos decidiu dar por en as investigações sobre o acidente com o Boeing 747 da TWA. Em julho de 1996, pouco depois de decolar do Aeroporto JFK, em Nova York, com destino a Paris, o avião explodiu sobre o Oceano Atlântico. Os 212 passageiros e dezoito tripulantes morreram. A apuração das causas da tragédia incluiu a remontagem da aeronave, pedaço por pedaço, e foi a mais cara da história da aviação mundial. De acordo com os peritos, a explosão teve origem numa faísca produzida em meio a um acúmulo de vapores inflamáveis próximo ao tanque de combustível de uma das asas. Segundo o relatório da agência americana, isso caracterizaria uma falha no projeto do Boeing. O fim das investigações foi anunciado na terça-feira 22, em Washington. No dia seguinte, um Airbus A320 da Gulf Air caiu no mar, a cerca de 6 quilômetros da pista de pouso do Aeroporto de Manama, capital de Barein, no Golfo Pérsico. Ninguém sobreviveu. Das 143 pessoas a bordo, 36 eram crianças. Os acidentes da TWA e da Gulf Air estão entre os mais trágicos desta década. O pior aconteceu em novembro de 1996, na Índia. Um Boeing 747 e um Ilyushin-76 chocaram-se no ar: 349 mortos.

 

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