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Retratos da vida a sós

 

Antonio Milena
Cristina, Eliana e Denise: o parceiro certo ou nenhum


A idéia da reportagem de fundo de VEJA desta semana nasceu há um mês, quando as agências internacionais de notícias divulgaram uma pesquisa feita pela empresa de publicidade americana Young & Rubicam mostrando que as mulheres sozinhas formam os blocos de consumo mais importantes dos países ocidentais. A partir dessa informação, a editora de economia, Eliana Giannella Simonetti, e a subeditora Denise Ramiro se mobilizaram para descobrir se, no Brasil, o fenômeno se repetia. Falaram com sociólogos, psicólogos, demógrafos, pesquisadores de comportamento e, principalmente, com mulheres sozinhas. Leram teses, estudos e livros a respeito de casamento, separação e solidão.

Em outra frente, a subeditora Cristina Poles descobriu uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago que complementava a batelada original de informações levantadas por Eliana e Denise. Os pesquisadores de Chicago chegaram à conclusão de que homens sozinhos são mais propensos a adoecer do que aqueles que têm a companhia de uma mulher. Cristina constatou que o fenômeno americano também se repetia no Brasil.

Os resultados obtidos por elas permitiram colocar de pé a reportagem que começa na página 120, um painel mostrando que homens e mulheres enfrentam de modo muito diverso a vida a sós. Elas prosperam. Eles sofrem mais. É um fenômeno demográfico, social e psicológico que a reportagem revela em todas as suas cores e nuanças. As três jornalistas envolvidas na apuração encontraram, em suas entrevistas, muitas experiências, histórias e reclamações parecidas com as suas próprias. "As mulheres sozinhas não estão atrás de homens. Elas buscam o homem certo, interessante, próximo do ideal. Enquanto ele não aparece, a solidão não incomoda", diz Eliana.

 

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