Edição 1813 . 30 de julho de 2003

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Portas inteligentes

Como sua fechadura pode reconhecer você



Onde comprar

Empresas brasileiras já oferecem fechaduras que se abrem pela identificação da impressão digital ou da íris do morador, antes exclusividade da ficção científica. Nesses dois sistemas, é preciso cadastrar as pessoas autorizadas a entrar. No caso da fechadura "digital", a pessoa encosta o dedo em um leitor. É possível cadastrar mais de um dedo, providência útil para o caso de algum ferimento. O sistema custa 1 200 reais.

Na fechadura óptica, basta pôr um dos olhos diante do aparelho leitor. Custa 23 000 reais. Os sistemas digital e óptico são informatizados; em caso de pane no computador que os controla, é possível abrir a porta com uma chave de emergência.

Outros tipos de fechadura informatizada, mais conhecidos, são os que usam senhas ou cartões. Uma fechadura com senha de quatro ou cinco dígitos sai por 2 800 reais. A fechadura com cartão, 1 500 reais. A vantagem do cartão é a flexibilidade: é possível bloquear o acesso à porta (em caso de roubo, por exemplo) e registrar os horários de entrada e saída de cada cartão. Uma desvantagem é que senha e cartão usam pilhas no sistema. Se elas se descarregarem, alguns modelos têm uma chave de emergência. Outros não.

 

Ajuda bem bolada

Acessórios que tornam mais confortável a
vida de idosos e portadores de deficiência

Alô Help
Espécie de relógio de pulso que permite pedir ajuda – em caso de queda ou mal-estar, por exemplo. Registra chamados a até 150 metros de distância. Operado por uma central de serviços, só está disponível em parte do Estado de São Paulo.
78 reais (mensalidade)

Monitor de pressão
Instalado no pulso, elabora um gráfico das medidas para monitoramento médico.
260 reais

Poltrona dirigível
Computadorizada e reclinável, ajuda na locomoção em casa. Pode andar a 5 quilômetros por hora. Tem marcha a ré e passa por portas comuns.
16 000 reais

Carro para subir e descer escadas
Funciona como a esteira dos tanques de guerra. Tem cinto de segurança e apoio de cabeça. Capaz de transportar 130 quilos até o alto de um prédio de 35 andares.
29 000 reais

Onde comprar

 

Coração na chuteira

Esporte exige boa saúde

Se até esportistas profissionais são vítimas de colapsos em campo, atletas de fim de semana devem dobrar os cuidados. Nabil Ghorayeb, presidente do departamento de cardiologia do esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, diz que até os mais jovens devem se cuidar, sobretudo quando há cardíacos na família. Um exame detalhado no cardiologista pode revelar problemas ainda não manifestados. Devem-se levar a sério sintomas como palpitação, tontura, dor no tórax com irradiação para os braços, falta de ar injustificada, taquicardia, pulso irregular e enjôo. Uma só resposta "sim" às perguntas abaixo indica que é hora de um exame.

Algum médico já disse que você só deve realizar atividade física monitorada?
Você sente dor no peito quando pratica atividade física?
No último mês, você sentiu dor no peito?
Você já apresentou desequilíbrio devido a tontura ou perda de consciência?
Você toma algum medicamento para pressão arterial ou problema de coração?

 

SAÚDE

BOA NOTÍCIA
Pela ordem bipolar

A Food and Drug Administration, a agência americana que regula alimentos e medicamentos, aprovou uma nova substância para o tratamento da desordem bipolar, mal antes conhecido como psicose maníaco-depressiva. A lamotrigina reduz a ocorrência de alguns distúrbios associados à doença, como a constante alternância entre estados de depressão e de euforia. O medicamento já existe no mercado americano; a autorização para seu uso no Brasil contra a desordem bipolar deve levar alguns meses.

MÁ NOTÍCIA
Um câncer depois do outro

O tratamento mais comum para o mal de Hodgkin, um tumor dos gânglios linfáticos, pode ter um efeito colateral: câncer de mama. Estudo do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, com 3 817 mulheres, mostrou que 3% tiveram tumores nos seios anos depois do linfoma. Embora pareça baixa, é uma porcentagem que os médicos querem reduzir. Aparentemente, a culpa é da radioterapia dirigida para o peito da mulher. Tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia nos ovários, e não no peito, reduzem esse risco.

 

Colaboraram Felipe Patury, Juliana Tourrucoo,
Leonardo Fuhrmann e Tales Azzoni

 

 

 
 
 
 
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