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Cartas
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"O
sexo não muda, continua ora simples, ora complicado. Assim sendo,
cada um que descubra seus caminhos, o jeito que lhe é mais gostoso."
Achel Tinoco
Salvador,
BA |
Sexo
É
incontestável que o meio nos dita padrões e valores
o tempo inteiro, mas na escolha dos parceiros também há
algo de subjetivo e inconsciente, e é isso que faz cada relação
ser única. Não desenvolver senso crítico e
acreditar profundamente que todas as escolhas amorosas se baseiam
em dinheiro, status, juventude, beleza e capacidade reprodutiva
é mergulhar em um vazio de concepções que não
leva ao caminho do bem-estar. Não é à toa que
a depressão é a doença do século ("Como
nossos ancestrais", 23 de julho).
Elaine Simão de Assis
Belo Horizonte, MG
Hoje
a mulher age e anda com as próprias pernas e supera muitos
brucutus que vivem num mundo pré-histórico e machista
e pensam que a mulher ainda tem de ser puxada pelos cabelos. Nós
mudamos! E a maneira de nos conquistar também.
Fernanda Isquierdo
Campinas, SP
Nessa
reportagem, é frustrante ler o volume de inutilidades pseudocientíficas.
O tema atrai o leitor, mas torna-se uma cópula inconclusa,
no final.
Antonio Brito
Campinas, SP
A matéria
ficou científica demais. Como marido apaixonado, dou meu
testemunho de que minha experiência é oposta à
citada. Casei com minha mulher graças a um sonho que tive
há cerca de dezesseis anos e meu biótipo não
se encaixava no padrão do macho alfa: era muito magro, míope
e trabalhava em um banco (e quem é bancário sabe o
que isso significa em termos do papel de provedor). Mas não
posso falar da minha esposa: ainda hoje, minha paixão por
ela me impede de comentar objetivamente a respeito da deusa grega
que mora comigo.
Fernando Rocha Nobre
Belo Horizonte, MG
O homem
contribui com o esperma, e a mulher com o óvulo, mas o processo
de criação, de gerar vida, é exclusivo e único
da mulher. Manter esse bebê vivo, dando-lhe o seio, é
outra exclusividade da fêmea/mulher. A mulher, grávida,
sabe quem é a mãe de seu filho. Já o homem
precisa acreditar/confiar que o filho é dele. O homem precisa
de uma ereção para reproduzir, engenharia bastante
complexa. A mulher não. O orgasmo/ejaculação
no homem é óbvio, não dá para esconder.
Já a mulher pode "manipulá-lo" e assim "enganar" o
homem. Como bem diz Candace Bushnell, "a mulher cuida dos filhos".
É ela quem cuida, controla, ensina, normatiza, forma, induz,
influencia, manipula, cerceia, fomenta, instiga o corpo e a personalidade
do filho. Com isso, ela habilmente induz no filho a noção
de que ele é superior, para na realidade tê-lo como
provedor e sustentáculo. O filho acredita nessa sua "superioridade",
pois está exposto a milhares de horas mães/mulheres
em seus anos formativos. Ele faz isso no afã de agradar a
sua mãe e ser amado, abrindo mão de sua capacidade
de se questionar. Cabe a nós todos ir além dessas
questões, respeitar e valorizar as diferenças e nos
desenvolvermos para relacionamentos mais equânimes e mutuamente
satisfatórios.
Dr. Christian Gauderer
Nova York, NY, EUA
Curioso
que VEJA tenha usado o livro Sex and the City. A mulher
brasileira se comporta de maneira diferente em relação
ao tema, quando comparada com a americana. Além do mais,
esse livro/série nos Estados Unidos é visto como a
representação do irreal para a maioria conservadora
e moralista. Será que não temos noção
de como anda nosso sexo, e precisamos estudá-lo através
de um "manual" de neofeministas americanas?
Robson Chaves
Logan, Utah, EUA
A excelente
reportagem de capa de VEJA só pecou em um detalhe: como contatar
os pesquisadores do assunto, pois muitos maridos precisarão
dessa assessoria para se justificar, em casa (para a esposa), ao
chegar às 3 horas de uma "importante reunião", com
a gravata no bolso, o paletó nos ombros e o cabelo ainda
úmido.
Ricardo Alberto Marcotti
Porto Alegre, RS
Denis
Rosenfield
Congratulações
a VEJA e ao eminente professor Denis Rosenfield pela esclarecedora
e valiosa entrevista (Amarelas, 23 de julho). Seus conceitos deveriam
representar o pensamento de todo aquele que não aceita a
hipocrisia do MST o filho adotivo, amamentado pelo PT ,
que na atualidade mostra claramente ao país sua verdadeira
face, a qual muitos se recusam a enxergar: uma utopia guevarista
fora de controle.
Vítor Menezes
Boa Esperança, MG
Quem
ler "O desafio do PT" sem saber de antemão quem é
o entrevistado possivelmente será induzido a pensar que se
trata de um adolescente não apenas frustrado, mas também
apressado. O bom senso nos remete a procurar saber o que há
por trás das palavras. Foi essa a impressão deixada
pelo filósofo Denis Rosenfield.
Lúcio Souza Vasconcelos
Brasília, DF
O
filósofo Denis Rosenfield conseguiu descrever o sentimento
coletivo dos brasileiros. Ao mudar de roupagem para assumir o poder,
o PT conseguiu enganar a todos: os de centro, que preferiam então
continuar com a dura realidade e a coerência do PSDB, e os
de esquerda, para quem um futuro utópico é melhor
que o presente. O repórter Alexandre Oltramari foi muito
feliz na formulação das perguntas, provocando a inteligência
e a experiência do pensador gaúcho, fazendo com que
ele tivesse a oportunidade de difundir suas idéias. As páginas
amarelas, dessa vez, conseguiram fazer inveja ao polêmico
Diogo Mainardi.
Luiz Carlos Bonelli
Apucarana, PR
Concordo
plenamente com o filósofo Denis Rosenfield quando diz que
o maior incoerente dentro do governo do PT é o próprio
presidente da República. O governo tem mostrado que não
sabe governar, assim como cometeu um dos maiores estelionatos eleitorais
de nossa democracia.
Marlon Alves Silva
Salvador, BA
O imaginário
do brasileiro, que novamente estava repleto de esperança,
foi sufocado pela realidade de um continuísmo demagógico.
Convivemos com os mandos e desmandos de um governo ambíguo,
nebuloso, conflitante e sem a noção exata de que prática
democrática se faz com ações claras, direção
firme e posição coerente. Governar uma nação
é tarefa bem mais árdua que angariar milhões
de votos. Quem sabe (com muita fé) o PT perceba isso antes
da próxima eleição!
João Pitaluga Neto
Goiânia, GO
Previdência
Essa
reação dos juízes e de setores do funcionalismo
público, diante da reforma da Previdência, me fez lembrar
os nobres feudais da França do século XVIII, que não
admitiam perder, de jeito nenhum, alguns de seus inúmeros
privilégios de classe. Privilégios esses que existiam
à custa da pobreza do restante da população
("A discussão das migalhas", 23 de julho).
Angela Maria de Oliveira Amaral
Belo Horizonte, MG
Será
que os aposentados, voltando a pagar contribuição,
vão salvar a Previdência? Trabalhei durante 36 anos
contribuindo, primeiro, como funcionário de empresas privadas
e, depois, como procurador da Fazenda Nacional e não acho
justo voltar a contribuir para salvar rombos que o próprio
governo criou. Por que não criam mecanismos de cobrança
de quem deve? Isso, sim, poderia salvar a Previdência. Se
nossa aposentadoria, por ser integral, é imoral, por que
vocês não lembram que senadores e deputados têm
pensão com oito anos de mandato e podem acumular aposentadorias
milionárias, e ninguém mexe nisso? Por que não
lembram que o funcionalismo público está há
oito anos sem reajustes salariais e agora vem o governo rindo
em nossa cara conceder milionário 1% de aumento?
Marcos Vinicius Viani Garcia
João Pessoa, PB
Não
seria melhor que o governo fizesse uma pesquisa de opinião
pública no país para saber o que a população
brasileira aprova sobre a reforma da Previdência? Colocaria
um texto como está e outro dizendo que todo trabalhador brasileiro
(funcionário público, militar, do Judiciário
etc.) terá um regime único de Previdência. De
acordo com o resultado da pesquisa, 100% da reforma estaria pronta
e só restaria votar.
Antonio Galvão dos Santos
Natal, RN
Sobre
a reportagem "Discussão de migalhas" (23 de julho), o Ministério
da Previdência Social faz os seguintes esclarecimentos: o
respeito ao direito adquirido dos servidores já aposentados
ou que cumpriram os requisitos para se aposentar pelas regras atuais
foi ignorado pela revista. Há uma conta produzida pelas regras
previdenciárias em vigor que não pode ser negada.
A reforma provocará uma redução da necessidade
de financiamento do regime dos servidores dos atuais 23 bilhões
de reais anuais para cerca de 10 bilhões em trinta anos.
É importante esclarecer que a complementação
das aposentadorias dos futuros servidores será feita por
fundos de pensão fechados, sem fins lucrativos e administrados
paritariamente por servidores e entes federados. E não por
um plano de previdência privada aberta.
Wladimir Gramacho
Assessor especial de comunicação social
Ministério da Previdência Social
Diplomacia
A
reportagem "O clube dos esfarrapados" (23 de julho) vem confirmar
aquilo que se ouve nas ruas a respeito do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ele tem vontade política em excesso,
embora não tenha tanta competência para lidar com assuntos
mais relevantes e urgentes para o país. Pois é, as
coisas não são como a gente quer. FHC talvez entendesse
melhor de políticas macroeconômicas, mas em compensação
era um homem alheio aos problemas sociais do Brasil. O atual comandante
quer melhorar o mundo em apenas quatro anos, e em troca comete gafes
e tropeços.
Luiz Carlos Ferreira
Natal, RN
Não
é de bom alvitre que o presidente de um país, em cúpula
internacional, faça pilhérias sobre outro país
soberano, no caso os Estados Unidos da América, e ainda apresente
como solução para as desigualdades e a fome "um grande
abraço mundial"(?).
Suleymar Archibald
Goiânia, GO
Brindeiro
A
nota da seção Radar "Gavetas limpas" (23 de julho)
equivocadamente se refere a ações diretas de inconstitucionalidade
(Adins) quando, na verdade, trata de pedidos ao PGR para propor
Adins. Somente no ano passado emiti perante o STF 449 pareceres
em Adins e neste ano até julho 197, sem falar nas ações
por mim propostas no mesmo período, além de pareceres
em inúmeras outras matérias. Do total de 2.938
Adins existentes no STF até hoje, emiti pareceres em 2.423.
As estatísticas oficiais da PGR mostram claramente que não
deixei um único processo do STF no meu gabinete em 30 de
junho de 2003. É preciso lembrar ainda que, além do
PGR, segundo a Constituição, cabe aos governadores,
partidos políticos, OAB, confederação sindical
ou entidade nacional de classe, ao presidente da República
e às mesas do Senado e Câmara propor Adins. Não
há mais a antiga exclusividade da Carta de 67.
Geraldo Brindeiro
Ex-procurador-geral da República
Brasília, DF
Cartas
Discordo
da opinião do senhor Pedro Fortes (Cartas, 23 de julho),
acerca da "dificuldade" dos turistas americanos em receber visto
para o Brasil. Como vice-presidente da Associação
Brasileira de Hotéis, o senhor Fortes deveria estar ciente
do critério de reciprocidade que trata da questão.
Até onde sei, isso é uma convenção internacional.
O Brasil só exige visto de cidadãos de país
que também exige visto de turista brasileiro.
Evelynne Horrocks
Windsor, Ontário, Canadá
Nova
Friburgo
Como
milhares de leitores, tomei conhecimento com profunda indignação
dessa alquimia praticada em Nova Friburgo ("O milagre da gasolina",
23 de julho). Pergunto: que Justiça é essa?
Paulo Mazeron
Porto Alegre, RS
Está
certo o presidente Lula ao afirmar em Vitória que a caixa-preta
do Poder Judiciário precisa ser aberta. VEJA mostra, e bem,
mais um péssimo exemplo que precisa de esclarecimento do
STF, e punição rigorosa, para não aumentar
ainda mais o descrédito da Justiça.
Danilo Salvadeo
Aracruz, ES
Prostituição
Concordo
com a legalização da prostituição, desde
que legalizem "pessoa física e jurídica". A legalização
é uma excelente oportunidade para as prostitutas de "diploma
universitário" assumirem e exercerem sua profissão
à luz do dia. No Brasil, temos prostitutas de todos os níveis.
Nada mais justo que qualificar os serviços (gestão
de qualidade) para enfrentar a concorrência e as exigências
do "mercado de trabalho". Os profissionais do sexo podem reivindicar
a legalização de um curso de prostituição,
com especialização e pós-graduação.
Não precisam mais freqüentar outra faculdade como disfarce
("Bordéis com alvará", 23 de julho).
Iaponira Barros Trajano Ribeiro da Costa
Recife, PE
Botero
Como
admirador do artista colombiano Fernando Botero, felicito-os pela
reportagem "Gorduchas em Veneza" (23 de julho), mas reparei num
pequeno equívoco na reprodução das fotos da
página 101 da edição 1 812. Na escultura El
Gladiador, o elmo está na mão direita e a vara,
na mão esquerda do gladiador, exatamente o oposto da escultura
original. Na escultura El Caballero, ele está segurando
a bengala com a mão direita, enquanto na original ele a segura
com a esquerda.
Carlos Eduardo Guimarães Falcão
Recife, PE
PSDB
A
última edição da revista VEJA dedica uma nota
ao balanço de seis meses do governo petista divulgado pela
direção nacional do PSDB ("Dá até pena!",
23 de julho). VEJA endossa várias críticas contidas
no documento e faz objeção a um único ponto:
o PSDB não deveria criticar a política econômica
do governo porque, segundo a revista, seria igual à adotada
nos governos do presidente Fernando Henrique Cardoso. O PSDB considera
a política econômica do atual governo equivocada por
três aspectos fundamentais. Primeiro, pela superdosagem dos
remédios macroeconômicos, em si mesmos adequados, da
austeridade fiscal e monetária. Segundo, pelo descompromisso
com a agenda do crescimento e do emprego, prioridade absoluta nos
programas dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno da eleição
presidencial. Terceiro, pela incompetência da política
microeconômica, que prejudica as perspectivas de desenvolvimento
do Brasil. Essa crítica é coerente com o que o PSDB
disse e fez no passado. E, sobretudo, é consistente com a
realidade das conseqüências perniciosas para o país
da política do governo do PT.
José Aníbal
Presidente nacional do PSDB
Brasília, DF
Diogo
Mainardi
O
"Trade Turístico" do Estado do Rio de Janeiro, neste ato
representado pelas entidades: Associação Brasileira
da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro
(Abih-RJ), representada por seu presidente, Alfredo Lopes; a Associação
Brasileira das Agências de Viagens (Abav), representada por
seu presidente, Carlos Alberto Ferreira; a Associação
Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc), representada por sua
presidente, Aquiléia Homem de Carvalho; a Associação
Brasileira de Jornalistas de Turismo do Estado do Rio de Janeiro
(Abrajet-RJ), representada por sua presidente, Luiza Paula Sampaio;
o Brazilian Incomming Tour Operators (Bito), representado por seu
presidente, Enrico Lavagetto; o Sindicato das Empresas de Turismo
(Sindetur), representado por seu presidente, George Irmes; o Sindicato
de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Município
do Rio de Janeiro (Shrbs-RJ), representado por seu presidente, Alexandre
Sampaio; o Rio Convetion & Visitors e Bureau (RC & VB),
representado por seu diretor executivo, Alexandre Raulino, vem,
indignado com o artigo "O Rio dos pornoturistas" (16 de julho),
veiculado na edição 1 811 da revista VEJA, assinado
pelo senhor Diogo Mainardi, repudiar veementemente os termos ofensivos
e inverídicos consubstanciados no texto publicado.
Alfredo Lopes (Abih-RJ), Carlos Alberto Ferreira
(Abav-RJ), Aquiléia Homem de Carvalho (Abeoc), Enrico Lavagetto
(Bito), George Irmes (Sindetur), Alexandre Sampaio (Shrbs-RJ), Luiza
Paula Sampaio (Abrajet-RJ) e Alexandre Raulino (RC & VB)
Rio de Janeiro, RJ
Roberto
Pompeu de Toledo
Gostaria
de fazer minha inscrição no grupo das pessoas que
também não têm vontade de viver no país
que a nobre senadora Heloísa Helena tem em mente ("Tanta
violência, mas tanta ternura", Ensaio, 23 de julho).
Sinval Sergio Brancalhão
Osório, RS
A interessante
dualidade da senadora Heloísa Helena me lembra os dois momentos
do excelentíssimo presidente Lula. Enquanto ela revela suas
faces em uma mesma época, ele fez isso em períodos
diferentes. Quando fundou o PT, Lula viveu uma fase revolucionária
e violenta que não tinha aprovação do público.
Ao mudar para sua fase ternura, chorando facilmente como a senadora,
enfim foi eleito, mas explorando o sentimento de mudança
que os brasileiros tanto queriam. No pós-eleição,
nada mudou. Revela-se agora a situação ilusória
que o Brasil viveu durante a campanha eleitoral, e se acorda do
sonho de uma maneira bem desagradável.
Mariana Gonçalves
Codó, MA
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O
BLOG DOS EXCLUÍDOS
A
garota Lay Pena, de 14 anos, escreveu de Luanda, Angola,
no continente africano: "Li com muito interesse a reportagem
'A
divisão das classes' (2 de julho).
Sou angolana e em minha escola (Escola Portuguesa de
Luanda) vivemos o mesmo fenômeno da popularidade/exclusão".
Lay e outros vinte leitores solicitaram à redação
o endereço do Blog dos Excluídos, criado
por Renata Emanuelle Anhon, citada na reportagem de
VEJA. Os interessados podem acessar o site no endereço
http://www.blog-dos-excluidos.blogger.com.br.
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POLÊMICA
QUÍMICA
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Na
reportagem "Olhar
não engorda" (18 de junho) foi dito
que a teobromina substância semelhante
à cafeína contida no chocolate
é uma proteína. O leitor Sergio
M. Vechi, doutorando em química pela Unicamp,
comentou: "A teobromina é uma molécula
orgânica pertencente à classe dos alcalóides
e à família das xantinas, e não
uma proteína". A informação
foi publicada nesta seção na edição
de 2 de julho. Ao ler as observações de
Vechi, Guilherme Carvalho Tremiliosi, aluno do curso
de química tecnológica da USP-São
Carlos, escreveu: "Muitas pessoas classificam as xantinas
como alcalóides. Isso não está
correto, pois os alcalóides são
substâncias nitrogenadas com caráter básico.
A teobromina e a teofilina não
possuem caráter básico, e sim um tanto
quanto ácido. Portanto, não são
alcalóides, e sim ácidos".
Ele também observou um erro no desenho da molécula
da teobromina enviado por Vechi: "Falta um átomo
de hidrogênio ligado ao nitrogênio
entre os dois oxigênios". Vechi replicou:
"De modo geral, a comunidade científica trata
a teobromina como um alcalóide.
Concordo que o fato de a teobromina ser básica
ou ácida é de grande importância,
mas não acho isso relevante no contexto da reportagem
referida", escreveu Vechi, que concordou que o desenho
enviado por ele à redação estava
errado. Veja ao lado a fórmula correta da teobromina.
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