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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
O xerife Armínio Fraga No tumulto da recente alta do dólar, o BC detectou fortes indícios de que três bancos fizeram operações para manipular a taxa média do câmbio divulgada diariamente pelo governo uma taxa que serve, por exemplo, para calcular o valor de resgate dos títulos públicos. Os diretores desses bancos foram chamados a Brasília para uma conversinha com o próprio Armínio Fraga. Conversas paralelas O megaespeculador Naji Nahas e o lobista Jorge Serpa andam conversando bastante ultimamente. Sem linha Os sinais de dinheiro curto estão assustando a diretoria da Telemar, a operadora de telefonia que domina dezesseis Estados brasileiros. Hoje, por exemplo, 1,2 milhão de telefones estão bloqueados por falta de pagamento cerca de 10% do total de linhas, um recorde. O resultado é que o caixa da companhia baixou de modo sensível.
A farra dos CPFs Nas investigações em cima dos barões do futebol, a CPI da Nike descobriu outro ilustre brasileiro que possui mais de um CPF. Nada menos do que João Havelange, titular dos CPFs 001.953.916-91 e 004.697.508-04.
Consulta às bases Tem gente grande no PSDB mexendo os pauzinhos para que o candidato do partido para a corrida presidencial do ano que vem seja escolhido por uma prévia, com votos de todos os filiados. A hora da sombra FHC está pressionando José Serra para que ele assuma logo sua candidatura a presidente. Mas que ninguém espere de Serra nenhum movimento açodado. Ainda mais num momento de racionamento de popularidade do governo.
A Fundação Abrinq anuncia em breve as novas regras para a concessão do certificado de "empresa amiga da criança", conferido por ela. Não é honraria fácil de conseguir. A Rede Globo tentava, havia meses, obter o reconhecimento. Como emprega mão-de-obra infantil, o que fere um dos critérios mais sagrados da entidade, não era possível. Mas agora a coisa vai andar. As exigências foram revistas para que sejam, digamos, mais amigáveis à maior emissora de TV do país. Namoro paulista A Gazeta Mercantil está em negociações para arrendar a TV Gazeta, de São Paulo. Na mira uma televisão voltada só para o público paulista o que, aliás, é uma ambição de vários grupos que estão querendo entrar no mercado de televisão.
O diabo não é tão feio A MCI fez uma pesquisa nacional na semana passada para tentar medir como o brasileiro está avaliando o impacto dos tempos de apagão. A pergunta era: "Na sua opinião, a escassez de energia é tão grave quanto o anunciado?". O resultado mostrou que quase a metade (48%) considera que "estão exagerando a gravidade". Esse grupo que acha que a situação não é tão ruim assim é composto basicamente de brasileiros de baixa escolaridade e de menor renda. Ou seja, o povão ainda não caiu na real. Em tempo: 22% acham que o problema "é mais grave que o anunciado".
Quem se importa? Está completando três semanas que Fernando Bezerra caiu. Desde então, o Ministério da Integração Nacional está acéfalo. Ninguém percebeu. Será que o ministério é mesmo tão necessário ao país?
Alegria passageira O economista Marcelo Neri, da FGV/RJ, fez algumas descobertas interessantes em cima de alguns dados do IBGE. Uma delas: a renda domiciliar per capita cresceu 3% no ano passado, quando comparada à de 1999. Outra: os 50% mais pobres da população tiveram um aumento na renda de 5%, enquanto os 10% mais ricos inflaram a sua em 2,8%. É boa notícia, claro, mas praticamente nada muda no panorama geral da distribuição de renda. Mas o pior vem agora. A previsão é que esses ganhos do ano 2000 escoem pelo ralo do racionamento e do dólar alto.
O império contra-ataca O conselho de administração do Globo.com se reúne nesta segunda-feira para aprovar a compra de um novo provedor. Promete balançar o mercado.
Integração excepcional O fenômeno não é novo, mas a rapidez de sua expansão está chamando a atenção dos educadores. Não pára de crescer a integração entre os alunos excepcionais e os chamados normais. Acaba de sair do forno uma pesquisa inédita do MEC que mostra números impressionantes desse cenário de inclusão. Desde 1998, o número de escolas regulares (públicas e particulares) que atendem os estudantes deficientes teve um aumento de 77%, enquanto a quantidade de estabelecimentos dedicados exclusivamente a educação especial cresceu apenas 11%. A grande novidade é que agora há mais escolas integradas do que escolas exclusivas para os excepcionais.
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