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Edição 1 702 - 30 de maio de 2001
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Sono tranqüilo

"Não se devem deixar panos, almofadas e brinquedos fofos soltos", diz a pediatra Sandra de Oliveira Campos, de São Paulo. A criança pode virar-se e mergulhar o rostinho numa almofada, por exemplo. Como ela não tem capacidade de retornar à posição inicial, há risco até de sufocamento. Algumas recomendações:

o colchão precisa ser firme e o lençol deve ter tamanho adequado para não se soltar;

já o lençol que vai por cima não pode ser muito volumoso, pois há o perigo de a criança ficar presa dentro dele;

tire travesseiros, colcha e outros acolchoados do berço.

 

Um risco adolescente

Muitos pais se preocupam com o impacto da violência na mídia sobre seus filhos, mas se esquecem das conseqüências do perigo que mora no canal ao lado: o sexo explícito. Pesquisa da Universidade de Atlanta (EUA), com 522 garotas entre 14 e 18 anos, indica que 30% desse total assiste a filmes pesados, que influenciam negativamente as jovens e as conduzem a um comportamento sexual de risco.

 

Um pouco de tolerância

Pedro Rubens


Um estudo da Universidade Federal de São Paulo comparou indivíduos com peso normal (com índice de massa corporal, IMC, entre 20 e 25), gordinhos (IMC entre 25 e 30) e obesos (IMC acima de 30). Durante testes de resistência física, o grupo com peso muito elevado apresentou performance 16% inferior à dos demais. Quem estava só um pouco acima do peso teve desempenho próximo ao da turma em forma. Nesse caso, o sobrepeso funcionou como uma espécie de carga de treinamento. Isso faz com que o coração se adapte, bombeando mais sangue. Ou seja, do ponto de vista apenas do rendimento físico, é tolerável ficar um pouquinho acima do peso. Desde, é claro, que se evitem a hipertensão e o colesterol alto.

 

 

 

Guerra às rugas

Eduardo Pozella


Quem quer uma boa novidade para combater rugas, manchas, flacidez e asperezas da pele já pode consultar o dermatologista para testar o Retinova, um creme muito difundido na Europa e nos EUA, que está sendo lançado nesta semana no Brasil pelo laboratório Janssen-Cilag. É o primeiro creme específico para tratamento e prevenção do fotoenvelhecimento (desgaste da pele provocado pela ação da luz solar) aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Indicado a pessoas a partir dos 30 anos, será vendido somente com receita, pois pode causar efeitos colaterais, como reação alérgica. "Os resultados demoram um pouco para aparecer, mas a pele fica com aspecto bem mais jovem", atesta Marcia Ramos e Silva, médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Que alívio nas costas

Um tratamento simples pode reduzir o suplício de quem sofre de lombalgia – dor na região lombar devida à fraqueza da musculatura do tronco. É a hidroterapia, com exercícios dentro de uma piscina de água quente. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo comparou esse método com os exercícios feitos num colchonete, uma das técnicas mais utilizadas entre os fisioterapeutas. "A dor melhorou e houve ganho de força e resistência", avalia a especialista Giselle Atti, autora do trabalho. "A água se mostrou mais eficaz para restaurar a mobilidade." Quem se exercitou na piscina também se sentiu mais confortável.

 

BOA NOTÍCIA

Leite preventivo

Bebês amamentados por mais tempo correm menos risco de virar crianças e adolescentes com sobrepeso. É o que foi demonstrado em um estudo da prestigiada Harvard Medical School, com mais de 15.000 garotos e garotas entre 9 e 14 anos. Dentre as crianças que consumiram mais o leite materno, 20% tiveram probabilidade menor de ficar com uns quilinhos a mais no futuro.

 

MÁ NOTÍCIA

Ladeira abaixo

Homens que têm pressão alta e fumam são 26 vezes mais suscetíveis de sofrer de impotência sexual que os não-fumantes. É o que diz uma pesquisa da Universidade Batista Wake Forest (EUA). A turma com pressão alta que largou as tragadas apresentou onze vezes mais probabilidade de falhar na cama. Bom motivo para não se render à fumaça.

 

Não se esqueçam de mim

Ilustração Wander Mendes


Telefonar de supetão para um velho conhecido ou um antigo colega de trabalho, depois de anos sem nenhum contato, costuma não ser muito produtivo para quem ficou desempregado. "É péssimo. A pessoa pode sentir-se usada e achar que você é interesseiro", alerta o especialista em recursos humanos Gerson Correa, da consultoria DBM, de São Paulo. O antídoto para não se ver em situações como essa está em tecer, com tempo e paciência, uma rede de contatos, com base em amizades conquistadas em ambientes de trabalho anteriores, nos tempos de universidade ou até em locais inusitados, como hotéis ou aeroportos. Segundo Correa, mais da metade dos executivos que perdem o emprego conseguem novo posto graças a essa estratégia. Em casos mais formais, basta enviar um cartão no Natal. Quando se tem certa intimidade, no entanto, deve-se ligar no dia do aniversário ou trocar e-mails regularmente (não para renovar o estoque de piadinhas e outras bobagens, mas para falar de assuntos que realmente contribuam para manter o vínculo). Com pessoas-chave, convém telefonar uma vez por ano para combinar um almoço ou café. Para os mais organizados, o ideal é manter uma agenda específica para essa tarefa, com informações atualizadas sobre a pessoa, a empresa em que está trabalhando, endereço, telefone, dia do aniversário, um breve perfil e o registro das datas e circunstâncias dos últimos contatos. Quem fez não se arrependeu.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram: Alexandra Martins,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 

 

Fotos Raul Junior e Estúdio Abril

 

   
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